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domingo, outubro 26, 2008

PROVEDORIAS NO DN

"A questão não é nova, encheu páginas e páginas de jornais e de ensaios sobre deontologia e ciências de comunicação, mas regressa, de forma mais ou menos regular, à actualidade: o anonimato de algumas fontes que servem de base a textos noticiosos."

Mário Bettencourt Resendes, no DN de ontem.

O DN não transcreve, na página da Net, a resposta de Luís Miguel Viana, director da Lusa. Ninguém conseguirá explicar aos responsáveis da net que não se trunca o pensamento, neste caso o de Mário Baettencourt, que vê só parte da sua crónica publicada?
Eu não consegui, mas já era tempo...

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OS JOVENS E OS JORNAIS

Há muito que chamo a atenção para a importância dss políticas da imprensa e dos media viradas para os jovens. O minímo que se pode dizer é que a imaginação escasseia.

17 Outubro 2008 - 00h30
Conferência - regulador divulga análise da Imprensa
‘CM’ é o preferido pelos mais jovens
Os jovens lêem mais jornais e o Correio da Manhã é o preferido revela um estudo coordenado por José Rebelo, do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), e elaborado para a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). O trabalho é apresentado hoje na II Conferência Anual do Regulador, dedicada ao tema ‘Por uma Cultura de Regulação’, que decorre na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.

Segundo o estudo, na televisão, os portugueses preferem, por esta ordem, a TVI, a SIC e a RTP e nas rádios a Renascença e a RFM. Na imprensa escrita diária lidera o CM, seguido pelo ‘Jornal de Notícias’. Nos desportivos o destaque vai para ‘A Bola’ e o ‘Record’. As percentagens registadas pelo ‘Público’ e pelo ‘Diário de Notícias’ são baixas, oito vezes inferiores às dos diários liderantes.

Uma elevada percentagem dos inquiridos admitiu dirigir-se à rubrica preferida logo que abre o jornal. A selectividade na apropriação explica, talvez, o maior papel conferido aos jornais como factor estimulante do sentido crítico.

Comparando as faixas etárias – menos de 31 anos e mais de 64 –, conclui-se que os jovens lêem mais jornais e revistas, ouvem mais rádio, e navegam na internet, mas o envelhecimento não diminui a curiosidade. A rádio é considerada menos importante como fonte de informação do que os jornais, mas ganha em credibilidade. Os programas de TV que suscitam mais a atenção são o futebol, os concursos e as telenovelas, filmes e séries.

"LIGAÇÃO AO LEITOR PREVALECE SOBRE TUDO E TODOS"

O director do CM foi o orador da terceira sessão da Conferência da ERC, subordinada ao tema ‘Jornalismo e Publicidade’. Para Octávio Ribeiro, "a ligação com o leitor deve prevalecer sobre tudo e sobre todos". "Chegámos à barreira de um milhão de leitores, o que é uma responsabilidade enorme, que só tem equivalência às audiências da televisão. A sociedade não quer que o papel morra", adiantou o director do CM. Octávio Ribeiro fez questão de referir que a análise feita à Imprensa é obsoleta porque os últimos dados fornecidos pelo Bareme e pela Associação Portuguesa de Controlo de Tiragens se referem ao período de 1 de Abril a 30 de Junho.

"Os leitores são os verdadeiros patrões do Correio da Manhã e são eles o principal garante da independência do jornal", disse.

BALSEMÃO DIZ QUE AUTO-REGULAÇÃO É UMA MAIS-VALIA

Francisco Pinto Balsemão defende a auto-regulação como uma mais-valia num Mundo em mudança e o organismo regulador "deve ser o último recurso". O presidente do grupo Impresa (SIC, ‘Expresso’ e ‘Visão’) salientou que "as tentativas de monitorização, dos conteúdos jornalísticos e não só, empreendidas pela ERC são, aliás, prova mais do que suficiente da entrada do regulador num terreno do qual devia por decisão própria estar afastado". Balsemão frisou que "não incumbe à regulação ensinar os jornalistas a editar notícias nem tomar decisões de condenação".

SONDAGEM NACIONAL

Jornais diários de informação geral mais lidos ou folheados (em percentagem):

Correio da Manhã - 32,0

Jornal de Notícias - 21,6

Diário de Notícias - 6,9

Público - 4,1

Diários Regionais - 3,4

no Correio da Manhã

sábado, outubro 18, 2008

PROVEDORIAS

sexta-feira, outubro 17, 2008

BOA PERGUNTA

Serão os jornalistas responsáveis pela actual crise dos mercados?
José Manuel Fernandes

No Público, hoje

sexta-feira, outubro 10, 2008

IV ENCONTRO DE BLOGUES


O IV Encontro de Blogues vai decorrer nos dias 14 e 15 de Novembro, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

O programa é o seguinte:

Dia 14
9:00 – Recepção
9:30 – Sessão de abertura
9:35 – Comunicação de José Luis Orihuela (Universidade de Navarra)
Cultura bloguer
10:30 – coffee-break

11:00 – 1º painel – Blogues e a actual segmentação da blogosfera
Moderador: Prof. Fernando Ilharco
13:00 – Pausa para almoço

14:30 – 2º painel – Blogues culturais e educação
Moderadora: Mestre Carla Ganito
16:30 – coffee-break

17:00 – 3º painel – Blogues, cultura e negócio
Moderador: Prof. Rogério Santos
18:30 – Encerramento dos trabalhos do primeiro dia

Dia 15
9:30 – Ateliê de Photoshop – monitor: Dr. Mário Barros
Ateliê de Ferramentas de Web 2:0 – monitor: Dr. Gonçalo Silva

Ainda estão abertas as inscrições para apresentação de comunicações (contactar aqui)
Inscrições no encontro – até dois dias antes da sua realização. Inscrição nos ateliês – até 31.10.2008.

Para saber mais, procurar aqui.

Actualização: informações já publicadas sobre o encontro nos blogues eCuaderno (de José Luis Orihuela, o convidado especial do encontro), Jornalismo & Comunicação (escrito por Manuel Pinto) e Lauro António apresenta.

quinta-feira, outubro 02, 2008

1808-2008 DOIS SÉCULOS DE IMPRENSA

No colóquio de hoje vou falar de 3 estórias reais: do Hugo Gilberto,ex aluno da licenciatura em jornalismo da faculdade de letras de Coimbra, da Samara Araujo Teixeira, que fez jornalismo em Fortaleza (Brasil), agora assessora de relações públicas e do Thierry, de Lille.

Blogues e cultura, 14 e 15 de Novembro de 2008

CALL FOR PAPERS

Nos próximos dias 14 e 15 de Novembro de 2008, realizar-se-á o IV Encontro de Blogues, em instalações da Universidade Católica Portuguesa, sob o título Blogues e cultura.

Os temas em discussão em três painéis sucessivos serão: blogues e segmentação da blogosfera, blogues culturais e educação, e blogues e negócio.

Convidamos todos os interessados a apresentar comunicações para o email encontrodeblogues@fch.lisboa.ucp.pt, até 15 de Outubro, dentro dos temas acima referidos. Os candidatos serão notificados até 25 de Outubro da sua aceitação ou não.

O tipo de letra a utilizar na comunicação é Times New Roman, corpo 12, com espaço e meio de intervalo entre linhas e título das secções em bold. O texto da comunicação proposta deve incluir título, nome do autor e instituição a que o autor pertence, não ultrapassando 10 páginas A4.


Vou apresentar uma comunicação no IV Encontro de Blogues. Julgo que o melhor será reflectir sobre porque tenho 5 blogues em actividade e participo ainda num blogue colectivo. E porque vou criar um sexto blogue...

quarta-feira, outubro 01, 2008

1808-2008 DOIS SÉCULOS DE IMPRENSA

Tenho o privilégio de amanhã participar no

COLÓQUIO INTERNACIONAL 1808-2008 DOIS SÉCULOS DE IMPRENSA

Realiza-se, amanhã e depois, 2 e 3 de Outubro de 2008, o Colóquio 1808 - 2008. Dois Séculos de Imprensa organizado pelo Grupo de Investigação Estudos de Comunicação e Educação (coordenado por Isabel Vargues, docente da Universidade de Coimbra e investigadora do CEIS20, Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX). O objectivo é "aprofundar temas relacionados com a história da imprensa e dos meios de comunicação nos séculos XIX e XX bem como apontar novos desafios".

Local: Auditório da Universidade de Coimbra.

O programa é o seguinte:

2 de Outubro (Quinta-feira)

9:30 - Sessão de Abertura
10:00 - Conferência de Abertura - José Marques de Melo (Universidade Metodista de S. Paulo). Apresentação por Isabel Ferin (FLUC/CIMJ)

11:00 Mesa Redonda – A Imprensa no Século XIX.
Moderação: João Rui Pita (FFUC / CEIS20)
Intervenientes:
Ana Teresa Peixinho (FLUC / CEIS20) - «Jornalismo e Literatura no século XIX: uma introdução»;
Isabel Nobre Vargues (FLUC / CEIS20) - «O Conimbricense, um jornal exemplar na imprensa local e nacional»;
José Miguel Sardica (UCP) - «“Parler le language des foules”. Napoleão e a opinião pública em Portugal (1807-1809)»

14:30 - Mesa Redonda – O Jornalismo no século XX.
Moderação: Mário Matos e Lemos (CEIS20).
Intervenientes: José Carlos Abrantes (Ex-Provedor do Leitor Diário de Notícias) - «Imprensa e Internet: da conversa de café à CNN do Século XXI»;
Carlos Camponez (FLUC / CIMJ) - «Da vulgata localista à vulgata da proximidade - crítica da economia de proximidade dos media»;
João Figueira (FLUC / CEIS20) - «A luta política como critério noticioso»

16.00 - Comunicações Livres -
Apresentação: Luís Mota ( ESEC/CEIS20).
Intervenientes: João Rui Pita (FFUC / CEIS20) - «Farmácia, Medicamentos e Saúde Pública na Minerva Lusitana»;
Lennon Schneider (Mestrando na UC) – “Hipólito José da Costa e o Correio Braziliense – pioneiros do jornalismo luso-brasileiro”;
Noémia Malva (CEIS20) - «O Jornal República Portuguesa e o jornalista João Chagas»; Marco Gomes (Doutorando na UC) - «A imprensa portuguesa na Revolução de Abril: novas formas de comunicar política»

3 de Outubro (Sexta-feira)
9:30 - Mesa Redonda –
Novos Desafios dos Media.
Moderação: Maria João Silveirinha (FLUC / CIMJ).
Intervenientes: Clara Almeida Santos (FLUC / CEIS20) - «Dos mass media aos mess media?»;
Sílvio Santos (FLUC / RDP) - «Para onde vai a rádio? Perspectivas de desenvolvimento do sector privado e do serviço público»; Bruno Vicente (Diário de Coimbra) - «Jornalismo Regional: mecânicas de trabalho»

11:15 - Conferência de Encerramento - Jesus Timóteo Alvarez (U. Complutense de Madrid) - «Revoluciones Inutiles». Apresentação por Isabel Nobre Vargues (FLUC /CEIS20)


Na minha comunicação defenderei que a internet é hoje um modo de sociabilidade poderoso, guardando assim características de proximidade, outrora presentes nas mesas de café. Essa forma de sociabilidade é compatível com outras formas de sociabilidade assentes na interaccção não mediada. Estar na internet como se está na mesa de café é ao mesmo tempo igual e diferente a essas antigas tertúlias pois as interacções na net, vistas a nível mundial, são um factor de uniformização poderoso, fazendo lembrar o papel que a CNN teve quando surgiu nos EUA e no mundo. Mas no século XXI esse papel aglutinador esta mais ligado à internet do que à televisão. Também os utensílios de que dispomos são muito mais diversificados e poderosos que o jornal papel , outrora centro das tertúlias. Google, enciclopédias, dicionários, blogues, sites riquíssimos são hoje instrumentos em acessibilidade imediata, ao alcance de um click e do maior ou menor saber, como em todos os tempos.

Tentarei reflectir também sobre alguns desafios que a imprensa escrita tem agora à sua frente com a internet.

GLOBALIZAÇÃO

Que globalização é irreversível?
Rui Tavares

As palavras nunca são inteiramente claras nem constantes, mas ainda assim teimamos em sustentar anos de discussão em cima delas. Vejamos a palavra "globalização", de que se falou estes anos todos. Tinha três características: era uma coisa; era recente; era irreversível.As palavras nunca são inteiramente claras nem constantes, mas ainda assim teimamos em sustentar anos de discussão em cima delas. Vejamos a palavra "globalização", de que se falou estes anos todos. Tinha três características: era uma coisa; era recente; era irreversível.
Em primeiro lugar, a globalização não é só uma coisa. Há a globalização financeira e a dos mercados, que é a de que se fala. E há outra, porventura mais importante, que é uma globalização comunicacional e tecnológica.


No Público, hoje

(I)LITERACIAS

O Magalhães, o porco e o Sócrates (o outro)
Santana Castilho

Fornecer tecnologia sem cuidar da literacia que a permite utilizar é drasticamente pobre Sobre o Magalhães (refiro-me ao computador português feito no estrangeiro) já se escreveram muitos e interessantes comentários, uns a favor e outros contra. Tudo visto, parece-me que resta uma generalizada (mas para mim preocupante) aceitação da medida. Ouviram-se escolas e professores sobre a iniciativa? Não, porque por elas pensa a ministra, para quem o Magalhães constitui "o instrumento principal da democratização do ensino"; ponderou-se o impacto que a tecnologia tem na melhoria do aproveitamento escolar dos jovens, analisando estudos disponíveis sobre a matéria, que concluíram pela sua irrelevância? Não, porque o coordenador do Plano Tecnológico já disse ao que vai: dois alunos por computador em 2010!
(...)

No Público, hoje