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terça-feira, setembro 30, 2008

A ERC E NÓS

"Reguladora dos media acusa RTP de beneficiar Marcelo Rebelo de Sousa face a António Vitorino

30.09.2008, Inês Sequeira

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) avisou ontem a RTP de que terá "no curto prazo" de "mexer" nos programas de comentário político, promovendo uma "representação mais plural de forças e sensibilidades político-partidárias". E critica em especial a "redução do comentário político na RTP1 aos programas As Escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa e Notas Soltas de António Vitorino", defendendo mais espaço para os outros partidos.
No relatório intercalar de avaliação do pluralismo político-partidário, ontem divulgado, a ERC vê com maus olhos que essa situação fosse "identificada com clareza" no relatório sobre 2007 e apesar disso não tenha sido alterada no primeiro semestre deste ano. "A RTP não deu mostra aparente de uma efectiva vontade e disposição para alterar este estado de coisas", censura. Em causa está também, acusa, "a maior duração do programa As Escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa", o que considera um tratamento diferenciado dos dois comentadores. O programa semanal com o ex-presidente do PSD dura "cerca de 30 minutos", enquanto o socialista Vitorino tem "cerca de 15 minutos"."


in Público, hoje

Este enredo dos partidos políticos representados na RTP não tem lógica. Ou melhor, tem a lógica dos partidos pois a ERC é a emanação destes e foi criada para a sua defesa (alguns dizem que mais de uns que doutros, o que não admira...). Mas porque teremos nós, cidadãos, de ouvir na RTP os comentários de políticos, já representados no Parlamento com a toda a legitimidade? E porque não poderemops nós saber o que pensa Sobrinho Simões, Júlio Machado Vaz, Lídia Jorge, António Lobo Antunes, Fernanda Fragateiro, João Mario Grilo, o empresário que faz negócios na china (já agora vendo como respeita os direitos humanos), o desportista que se esfarra para obter bons resultados ou outros cidadãos que tenham pensar próprio e estruturado fora dos partidos? Em última análise, porque não se mantém um programa de comentário político num dia da semana (para não me acusarem de querer desvalorizar os partidos) e se criam outros de comentário na área da saude, da educação, da arte, da televisão, da economia para ouvir os cidadãos que têm outras coisas a dizer aos seus contemporãneos? Um jornalista faria isso na perfeição, dar voz a outros.
Não há pachorra, ouve-se dizer....E vê-se, que, sempre mais, estão desconectados....Finalmente, veemos sempre mais do mais mesmo. E é preciso mudar...