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terça-feira, abril 24, 2007

No Bloguitica, hoje:

posted by PG : 24.4.07
"AS FONTES ANÓNIMAS POUCO SEGURAS
[623] -- Lembra-se disto ? <Ou disto ?
O provedor do Diário de Notícias, José Carlos Abrantes , aborda hoje o assunto, pelos vistos reagindo a uma queixa/observação que lhe foi dirigida. Concordo, obviamente, com os comentários do provedor. Espanta-me, igualmente, a reacção da jornalista. Por diversas razões. Em primeiro lugar, como sublinha José Carlos Abrantes, «o verdadeiro problema não é se a jornalista mantém a confiança na fonte. É se os leitores mantêm ou perdem a confiança no jornal». Já o disse e repito: alguns jornalistas tendem a estar mais preocupados e centrados na sua relação com as fontes do que em preservar a ligação com os leitores. É uma inversão de lealdades incompreensível. Quem compra os jornais são os leitores e não as fontes. E sendo certo que as fontes são cruciais para dar notícias, é de todo inaceitável que os jornalistas insistam em não perceber que têm que dar explicações aos leitores quando há evidentes sinais de que alguma coisa correu mal. No mínimo, essa atitude serviria para limitar os danos, já para não falar na preservação da relação de confiança entre jornalistas e leitores.
Em segundo lugar, parece-me uma péssima prática censurar uma notícia simplesmente porque ela desmente a versão veiculada pelo jornal. O DN, recorde-se, nunca mencionou o desmentido da Lusa. Teoricamente, quem compre apenas o DN só hoje ficará a saber que a notícia foi desmentida. Isto é uma boa prática jornalística?
Em terceiro lugar, sabendo o jornal que a notícia havia sido desmentida, em momento algum a jornalista parece ter tido a preocupação de voltar a falar com as duas fontes ou, eventualmente, com uma fonte alternativa.
Em quarto lugar, na explicação prestada ao provedor, a jornalista refere que contactou «duas fontes ligadas à Presidência». «Ligada a» não é o mesmo que «fonte de». Ora, na notícia, citava-se «fonte de» e não «fonte ligada a»."