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segunda-feira, abril 30, 2007

5º Congresso da SOPCOM

"Prazo para propostas de comunicação prorrogado até 15 de Maio

A Comissão Organizadora do 5º Congresso da SOPCOM decidiu continuar a aceitar propostas durante mais duas semanas.
Foram muitos os investigadores que apresentaram no prazo pré-definido as suas propostas de comunicação. Houve, porém, algumas sessões temáticas que, por motivos diversos, só tarde tiveram a situação de coordenação definida, o que impediu, nessas áreas, algum trabalho de dinamização.
Assim, considerando que a prorrogação pode concorrer para a maior participação e qualidade do Congresso, e tomada em conta uma sugestão nesse sentido da Direcção da SOPCOM, o novo prazo terminará em 15 de Maio.

Pel’ A Comissão Organizadora

Manuel Pinto"

PROVEDORIAS Ontem, no Público

Crónica de Rui Araújo, provedor do leitor do Público
Dia 29 de Abril de 2007

"MUDA O DISCO E TOCA O MESMO"...

“A propósito da entrevista a Camané publicada no suplemento Ípsilon de dia 27/04 e conduzida por João Bonifácio, gostaria de dizer o seguinte:
Numa entrevista profissional, não basta parecer, há que ser. O Sr. João Bonifácio aparenta uma grande admiração por Jacques Brel, nomeadamente pela música ‘Ne Me Quitte Pas’.
Se assim fosse, deveria ter confirmado algumas coisas antes de escrever o artigo. Desta forma, evitaria escrever erradamente o título da canção (‘Ne Me Quites Pas’, ao invés de ‘Ne Me Quitte Pas’) e, sobretudo, este grande disparate:'É das canções de amor mais desesperadas que já alguém escreveu:
Deixa-me ser (...) o ombro do teu cão...’
Meus senhores, no original, a letra diz:
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
‘Ombre’ significa sombra, não ombro, como qualquer dicionário poderia esclarecer. Ao PÚBLICO caberá decidir uma eventual rectificação destes erros e uma chamada de atenção para o futuro”, escreve Carla Feliciano, uma leitora de Forte da Casa.

Os reparos são pertinentes.
A única conclusão plausível é que João Bonifácio faz entrevistas, mas não fala francês.
Há mais erros: “É uma vitória conseguir cantar uma canção como ‘Ne me quites pas’?”, pergunta o entrevistador. A formulação correcta é (mais uma vez) “Ne me quitte pas”.
Outro erro: “Antes da canção ‘Ne me quites Pas’ Camané está no seu mundo, repetindo e repetindo palavras em francês. É como se estivesse à parte de tudo o resto, como se só interviesse quando tem de cantar. Mas antes, testa cada palavra, verifica o redondo das sílabas, o à-vontade com as palavras de uma língua com que não se sente à vontade.”
É surpreendente o entrevistador dar conta das dificuldades de Camané “com as palavras de uma língua com que não se sente à vontade” quando ele próprio acaba por induzir o cantor em erro com o “ombro” do cão.

JOÃO BONIFÁCIO: “É das canções de amor mais desesperadas que já alguém escreveu: ‘Deixa-me ser
(...) o ombro do teu cão’...”
CAMANÉ: “Ele queria ser o ombro do cão dela porque queria era estar ao pé dela, não queria que ela o deixasse. E nessa fase da canção existe o desespero: nem que seja uma mosca à tua volta, o ombro do teu cão, qualquer coisa, mas que eu possa estar ao pé de ti.”

O entrevistador e o entrevistado passam por ignorantes. E por pessoas pouco credíveis. É no mínimo arreliador...
O provedor considera que João Bonifácio errou, mas não é o único responsável.
Um texto de várias páginas com aquele destaque (incluindo mesmo uma chamada de capa) não foi lido por mais ninguém no jornal antes de ser publicado? Só pode ser essa a explicação. A não ser que a chefia também não se “sinta à vontade” (sic) com a língua de Molière...

“’Plácido Domingo cancelou o conceto por problemas na voz
21.04.2007 - 21h54 PUBLICO.PT’
Que tristeza um jornal desta dimensão e sempre tão preocupado em mostrar-se tão imaculado no seu prestígio não ter sequer um revisor ortográfico! Um CONCETO, que coisa ridícula! Os erros desta natureza são diários e ficam horas e horas online. Tenham um pouco de brio por favor...”, escreve
João Gião.

O leitor tem razão.
As gralhas e os erros sucedem-se...

“Já em várias ocasiões constatei a existência de erros mais ou menos graves na redacção dos vossos artigos (frases ou parágrafos truncados, utilização de expressões menos correctas como ‘ter de fazer’ em vez de ‘ter que fazer’, etc.), no entanto ainda não tinha detectado este tipo de situações em títulos. Hoje aconteceu isso mesmo, pois numa notícia do vosso site publicaram o seguinte titulo ‘Governo afirma que está tudo sobre controlo’ em relação a encontro nacionalista, o que está obviamente errado, pois uma coisa pode encontrar-se ‘sob controlo’ e não ‘sobre controlo’. Dada a gravidade do erro, que aliás se vem generalizando na comunicação verbal entre pessoas ou mesmo por comentadores e jornalistas da TV e rádio, considero que o PUBLICO deverá corrigir este erro publicamente e promover o correcto uso desta e doutras expressões do mesmo tipo”, escreve Paulo Monteiro.

Os erros e as gralhas sucedem-se, decididamente.
O provedor considera que a falta de tempo e de meios humanos (designadamente de copydesks) não pode servir de justificação para tudo. E para mais alguma coisa.
Os jornalistas têm o dever de apresentar textos “limpos”. É uma questão de profissionalismo e de brio. O amadorismo (associado a uma cultura de desresponsabilização em que prevalece o “chuta para o lado” ou o destino, que não tem nome) não é – nunca foi – solução para coisa alguma.

“Acabado de regressar de uma curta visita ao Egipto, onde me cruzei com milhares de simpáticas mulheres e jovens que envergavam os seus lenços tradicionais, fiquei chocado com a gritante e medíocre falta de cuidado, para não dizer participação activa no obscurantismo, que o jornal que eu assino (mas que continuando deste modo, deixarei rapidamente de o fazer) promove ao publicar uma fotografia com duas mulheres árabes com lenço, acompanhada da inacreditável frase: " Cimeira, Terrorismo na agenda de Sócrates em Marrocos, pág. 20". Com uma Redacção cuidadosa como penso ser a do jornal PÚBLICO, isto é ainda muito mais grave...
Será intencional?
Se fosse um pasquim racista qualquer, não ligava.
Gostaria que me respondessem se não tenho razão! Se não responderem também não me importo. Não sou propriamente lírico nem romancista russo (sem desprestígio para qualquer deles)! Mas não poderei esquecer...”, escreve José Manuel Soares, um leitor do Porto.

Os erros sucedem-se, mas não se assemelham.
Solicitei, portanto, um esclarecimento a José Manuel Fernandes.
“O leitor tem toda a razão. Foi uma grande falta de atenção de quem editou o jornal, a qual já
tinha sido muito criticada na nossa reunião matinal”, respondeu o director.
Só me resta acrescentar que é importante (e deveras urgente) criar mecanismos para evitar a
reprodução de tantos erros e de tantas gralhas.
Para a semana há mais...

O endereço electrónico do provedor é: provedor@publico.pt

domingo, abril 29, 2007

PROVEDORIAS NO DN

O provedor também erra

A minha última crónica do Diário de Notícias chama-se de “Fonte (In)Segura”e é sobre as relações do jornalismo com as fontes políticas. Considero que os jornalistas usam as fontes anónimas em excesso. Um leitor, devidamente identificado, coloca o problema das fontes que deram origem a uma notícia sobre a Presidência da República a 6 de Abril. A crónica tinha referências à argumentação da jornalista: "A resposta da jornalista espanta. É preciso sublinhar que este não foi um desmentido qualquer, mas sim um desmentido categórico. Como pode continuar a dar-se confiança a uma fonte oficiosa que, apesar de próxima da Presidência, poderá ter interesse em divulgar informações incorrectas à imprensa? Haverá precedentes de desmentidos categóricos seguidos de uma mudança na posição oficial da Presidência, invalidando o desmentido? A prudência deveria ter sido e, sobretudo, deverá ser, maior, para o futuro. O verdadeiro problema não é se a jornalista mantém a confiança na fonte. É se os leitores mantêm ou perdem a confiança no jornal."

Na crónica escrevi o seguinte:
“A resposta da jornalista espanta. É preciso sublinhar que o desmentido não foi um desmentido qualquer, mas sim um desmentido categórico. Como se pode continuar a dar confiança a uma fonte oficiosa que, apesar de próxima da Presidência, poderá ter interesse em divulgar informações incorrectas à imprensa? Haverá precedentes de desmentidos categóricos seguidos de uma mudança na posição oficial da Presidência, invalidando o desmentido? A prudência deveria ter sido e, sobretudo, deverá ser, maior, para o futuro. O verdadeiro problema não é se a jornalista mantém a confiança na fonte. É se os leitores mantêm ou perdem a confiança no jornal.”

Igual posição sobre as fontes tem sido tomada por outros provedores da imprensa. Os códigos deontológicos e os livros de estilo também não dão tréguas a esta prática, usada, demasiadas vezes, para ser credível.

Mas a prudência deveria ter sido maior no meu escrito tal como predicava para a jornalista. Escrevi sem ter acesso ao despacho da Lusa, acesso que faz falta e não tem estado previsto.
A minha resposta continha um erro. Considerei que o “desmentido categórico” de fonte oficial existiu , quando, na verdade, se tratou de uma afirmação de uma fonte encoberta e divulgada por uma agência de notícias. Se a utilização destas fontes já é pouco aconselhável nos jornais, o papel de uma agência de notícias é de responsabilidade ainda maior. O despacho que contém este desmentido é algo que não enobrece o trabalho da agência, nem as fontes (anónimas) de Belém. “Continuo a manter a confiança nas referidas fontes, apesar do desmentido que foi feito, também por uma "fonte" de Belém à agência Lusa“. Esta frase da jornalista passou sem o devido valor na crónica. De facto, atribuí um valor indevido ao desmentido pois as aspas postas pela jornalista advertiam para a precariedade da fonte da Lusa (“fonte de Belém à agência Lusa”).

Na ausência de um desmentido categórico oficial da Presidência da República ou de fontes claramente assumidas, é difícil saber onde está a verdade. A fonte da jornalista não pode ser considerada mais ou menos fiável do que a da agência Lusa. O provedor também erra. Ele pode relembrar que o trabalho jornalístico não deveria aumentar a capacidade de manobra dos que fazem política na sombra. A utilização generalizada de fonte anónimas é isso que encoraja. É um daqueles casos em que o todo não é igual à soma das partes.


**************
Eis a crónica de 24 de Abril de 2007

DE FONTE (IN)SEGURA


José Carlos Abrantes
provedor@dn.pt

As fontes fazem as notícias, sustentam alguns grandes conhecedores do jornalismo. Esta apreciação, um tanto exagerada, chama a atenção para um dos aspectos mais importantes desta actividade. A rede de contactos dos jornalistas, construída dia a dia, é um dos seus instrumentos de trabalho mais preciosos. A partir dela, conhecem e confirmam factos novos, testam hipóteses, tentam compreender os acontecimentos. Na época actual, outras fontes têm ganhado relevo, além das tradicionais. As agências de comunicação têm peso na construção da narrativa jornalística e adquiriram importância crescente nos últimos anos. Outras fontes institucionais organizaram-se melhor que os jornalistas. A televisão e a imprensa escrita e online, bem como a rádio, funcionam como fontes recíprocas nas diferentes horas do dia. Os blogues têm também mostrado capacidade de desencadear algum sobressalto cívico e alguma inquietação informativa. Que o diga José Sócrates, nosso primeiro-ministro. No que diz respeito à polémica sobre os diplomas, a imprensa portuguesa separou águas ao citar a blogosfera como origem da notícia, como fez o DN. No caso de hoje, interessam- -nos as fontes políticas.

Um leitor, devidamente identificado, coloca o problema das fontes que deram origem a uma notícia sobre a Presidência da República a 6 de Abril. "(...) Lê-se hoje 'Cavaco prepara resposta', sem que, concluída a leitura do artigo, em que é citada uma fonte anónima, alegadamente 'próxima de Belém', fique a perceber-se que resposta prepara o PR.

Para que o texto não fique 'coxo' e curto para honras de manchete, são ouvidos dois sociólogos, um dos quais membro da Comissão de Honra da candidatura de Cavaco Silva. Comissão de Honra essa que, se não ultrapassou o milhar de pessoas, integrou seguramente algumas centenas. Que legitimidade acrescida assiste ao referido sociólogo para interpretar e até 'adivinhar' o sentido da intervenção presidencial (em que, repito, o artigo é omisso)?

Fica-me portanto a nítida sensação de 'ter ido ao engano' e de o título do artigo (ambos) ter despertado em mim uma curiosidade que não ficou minimamente satisfeita após a leitura do mesmo. Em linguagem popular é aquilo a que vulgarmente se chama 'vender gato por lebre'."

O leitor, num e-mail adicional, acrescenta : "(...) Escrevi a primeira mensagem ainda antes de ter tomado conhecimento do desmentido pela Presidência da República de que o assunto da licenciatura do primeiro- -ministro foi alvo de discussão, análise, entre o Presidente da República, Cavaco Silva, e os seus mais directos colaboradores.

Na minha opinião, e ainda que um desmentido oficial (ainda mais tratando-se do Chefe do Estado) seja por si só castigo e descrédito suficientes para o órgão de comunicação social em causa e, sobretudo, para o jornalista que assina o artigo, mais pertinente se torna o meu reparo."

A jornalista Paula Sá enviou a seguinte explicação: "O jornalismo de qualidade raras vezes deve assentar em fontes anónimas. É nessa prática que me revejo ao longo dos meus 18 anos de trabalho, a maioria dos quais como jornalista da área política. Contudo, a prática leva-nos muitas vezes a ter de abrir excepções quando os assuntos são tão delicados quanto o que o leitor menciona.

Faço a cobertura da Presidência da República e foi-me solicitado pela editoria da secção que investigasse como Belém estava a encarar o 'caso da licenciatura do primeiro-ministro'. O DN ouviu duas fontes ligadas à Presidência, que considerámos idóneas, que nos garantiram que o Presidente teria trocado impressões com os seus colaboradores mais próximos por estar preocupado com as repercussões da polémica nos assuntos correntes da governação, como seja o bom ritmo das reformas. Como é óbvio, as mesmas fontes pediram-nos para não serem citadas pelas consequências que daí poderiam advir para a sua ligação a Belém.

Continuo a manter a confiança nas referidas fontes, apesar do desmentido que foi feito, também por uma 'fonte' de Belém à agência Lusa."

A resposta da jornalista espanta. É preciso sublinhar que este não foi um desmentido qualquer, mas sim um desmentido categórico. Como pode continuar a dar-se confiança a uma fonte oficiosa que, apesar de próxima da Presidência, poderá ter interesse em divulgar informações incorrectas à imprensa? Haverá precedentes de desmentidos categóricos seguidos de uma mudança na posição oficial da Presidência, invalidando o desmentido? A prudência deveria ter sido e, sobretudo, deverá ser, maior, para o futuro. O verdadeiro problema não é se a jornalista mantém a confiança na fonte. É se os leitores mantêm ou perdem a confiança no jornal.

Bloco-notas

Anteriores provedores

Num período de balanço de três anos de provedoria podemos olhar além do caso individual. Os diferentes provedores do DN têm-se confrontado com situações similares ao longo dos dez anos de provedoria. Mário Mesquita escreveu uma crónica intitulada Perfil do 'jornalista de fontes', Diogo Pires Aurélio analisa sete casos relacionados com fontes (entre elas "Fontes de descrédito" e "Fontes anónimas"), Estrela Serrano seis (entre elas "A notícia do rumor" e "A regra do off" (1). Os casos são diferentes uns dos outros, mas a permanência do tema é evidente. Como resolver? Talvez não seja resolúvel. Talvez tenhamos de considerar este problema como um "flagelo" permanente, como existem os mortos na estrada ou carros em cima dos passeios. Mas, para manter uma relação de confiança com os leitores, devemos evitar a indiferença. O problema não é só dos provedores: estão implicados os redactores, os editores e os directores, e, em primeira linha, os leitores. No DN o recurso às fontes anónimas deve ser mesmo excepcional e não pretexto para a guerrilha política.

(1) Nos livros de crónicas já citados em anteriores artigos.

Correio sobre o novo DN

O correio dos leitores sobre as mudanças recentes do DN será analisado em próxima crónica. Se tiver opinião sobre este tema, envie-a por e-mail ou carta.

CITAÇÃO

As ‘minhas’ fontes Abril 27, 2007

Posted by Luis Santos in Audiência, Jornalismo, Weblogs. 1 comment so far

Na sua mais recente crónica, o Provedor do Diário de Notícias, José Carlos Abrantes, a propósito de uma dúvida de um leitor sobre o uso de fontes anónimas (e depois de ouvida a jornalista em causa), diz o seguinte:

O verdadeiro problema não é se a jornalista mantém a confiança na fonte. É se os leitores mantêm ou perdem a confiança no jornal.

Não imagino que se pudesse dizer isto de forma mais clara.
E lembrei-me de convocar o parágrafo depois de ter lido um post de Antonio Delgado, um auto-proclamado (e famoso) ‘heavy blogger’ espanhol em que apresenta um intrigante gráfico com aquelas que são as suas fontes.

A distância que vai da forma como um jornalista pode (ainda hoje) pensar nos seus leitores à forma como alguns desses leitores valorizam o trabalho jornalístico não deixa de ser preocupante.

quinta-feira, abril 26, 2007

MORTE DE JORNALISTAS

"2006, o ano que mais jornalistas matou
Amigos, amigas, colegas:
Esta é a novidade: em seu relatório anual, publicado em Viena, o Instituto Internacional de Imprensa (IPI) divulgou que 100 jornalistas foram mortos em 2006, no mundo. Em nenhum outro ano tantos jornalistas haviam sido mortos. O ano precedente mais mortífero para a profissão foi 1999, quando 86 mortes ocorreram por acções violentas. "

Esta é uma chamada de atenção de Manuel Chaparro.

MEDIA CAPITAL

No Correio da Manhãfoi noticiada uma reacção de Marques Mendes à nomeação do socialista Pina Moura para a Media Capital.

"Marques Mendes e Pina Moura trocaram ontem acusações a propósito da escolha do socialista para presidente da Media Capital, grupo que detém a TVI. O líder social-democrata e o antigo ministro de António Guterres recorreram à mesma expressão – “a falta de pudor”."

As escolhas de Pina Moura e de José Lemos, igualmente do PS, pela Prisa para a administração do canal líder de audiências, segundo Marques Mendes, “têm o sabor a nomeações políticas. O social-democrata, que falava à saída de uma reunião, em Lisboa, com os reitores das universidades portuguesas, sublinhou, por outro lado, que o “Governo tudo quer controlar”. A grande preocupação do Executivo, vincou, é “controlar”.

Mendes falou, ainda, de “grande descaramento” e de se perder “o pudor”. “Usando os mesmos termos do dr. Marques Mendes, é um descaramento e uma falta de pudor dele, que, durante a sua primeira ‘encarnação’ legislativa, pretendia fazer o alinhamento dos telejornais da TV pública, vir acusar quem quer que seja do que quer que seja. É inqualificável e intolerável”, diz ao CM o presidente da Iberdrola Portugal. “O dr. Marques Mendes não pode nem deve ver as outras pessoas à sua imagem e semelhança nesta matéria”, enfatiza o socialista.

“Estamos a governar mal, não faz mal, compramos a TVI” – escreveu, em título, há um ano, Eduardo Cintra Torres. Volvido esse tempo, o crítico de televisão refere ao nosso jornal: “É uma falta de vergonha. Vamos assistir a uma luta interna, na TVI, entre a liberdade de informação e o condicionamento político de informação, entre a liberdade e a censura.”

Miguel Sousa Tavares, comentador da TVI, e Fátima Campos Ferreira, apresentadora do ‘Prós e Contras’, da RTP 1, não quiseram comentar as opções da Prisa pelos dois socialistas. “Os jornalistas não se devem envolver nessas questões”, afirma a profissional da televisão pública.

"LIGAÇÃO ÓBVIA À ÁREA DO GOVERNO"

“Esta é uma escolha política, já que Pina Moura nunca teve nada a ver com a Comunicação Social. Trata-se de uma conotação muito intensa entre o canal e o Governo. É uma escolha que para o Governo só traz consequências positivas. Para a Media Capital, depende da forma como for gerida e se o José Eduardo Moniz fica ou não”, comenta, ao CM, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa.

Se Moniz ficar, diz o comentador da RTP 1, “irá, provavelmente, tentar que a administração seja menos partidária. No entanto, há uma ligação óbvia à área do Governo. Num canal de TV há várias maneiras de fazer notícias. Só o facto de se atenuar a crítica ao Governo é já uma maneira de facilitar a vida do próprio Governo”.
Márcia Bajouco com Lusa

Julgo que o sobressalto não se justifica. Primeiro porque a nomeação é de uma entidade privada, e não do governo. Os críticos de hoje estariam a lembrar a justificada liberdade de iniciativa se as escolhas tivessem sido outras. Segundo, porque a Impresa do Dr Balsemão já "garante" o pluralismo que todos apregoam, mas só querem ver aplicado na Prisa. Terceiro, porque o El País é uma garantia muito forte para o lado dos actuais detentores. Em quarto lugar, o José Eduardo Moniz tem a TVI que nos faz ver (e que não é só positiva, lembra-se o canal de telenovelas e a informação a abrir com o Big Brother) e sua história no RTP.

terça-feira, abril 24, 2007

No Bloguitica, hoje:

posted by PG : 24.4.07
"AS FONTES ANÓNIMAS POUCO SEGURAS
[623] -- Lembra-se disto ? <Ou disto ?
O provedor do Diário de Notícias, José Carlos Abrantes , aborda hoje o assunto, pelos vistos reagindo a uma queixa/observação que lhe foi dirigida. Concordo, obviamente, com os comentários do provedor. Espanta-me, igualmente, a reacção da jornalista. Por diversas razões. Em primeiro lugar, como sublinha José Carlos Abrantes, «o verdadeiro problema não é se a jornalista mantém a confiança na fonte. É se os leitores mantêm ou perdem a confiança no jornal». Já o disse e repito: alguns jornalistas tendem a estar mais preocupados e centrados na sua relação com as fontes do que em preservar a ligação com os leitores. É uma inversão de lealdades incompreensível. Quem compra os jornais são os leitores e não as fontes. E sendo certo que as fontes são cruciais para dar notícias, é de todo inaceitável que os jornalistas insistam em não perceber que têm que dar explicações aos leitores quando há evidentes sinais de que alguma coisa correu mal. No mínimo, essa atitude serviria para limitar os danos, já para não falar na preservação da relação de confiança entre jornalistas e leitores.
Em segundo lugar, parece-me uma péssima prática censurar uma notícia simplesmente porque ela desmente a versão veiculada pelo jornal. O DN, recorde-se, nunca mencionou o desmentido da Lusa. Teoricamente, quem compre apenas o DN só hoje ficará a saber que a notícia foi desmentida. Isto é uma boa prática jornalística?
Em terceiro lugar, sabendo o jornal que a notícia havia sido desmentida, em momento algum a jornalista parece ter tido a preocupação de voltar a falar com as duas fontes ou, eventualmente, com uma fonte alternativa.
Em quarto lugar, na explicação prestada ao provedor, a jornalista refere que contactou «duas fontes ligadas à Presidência». «Ligada a» não é o mesmo que «fonte de». Ora, na notícia, citava-se «fonte de» e não «fonte ligada a»."

PROVEDORIAS Hoje, no DN

Fonte (in)segura é o título da minha crónica de hoje no DN.

DE FONTE (IN)SEGURA

José Carlos Abrantes
provedor@dn.pt

As fontes fazem as notícias, sustentam alguns grandes conhecedores do jornalismo. Esta apreciação, um tanto exagerada, chama a atenção para um dos aspectos mais importantes desta actividade. A rede de contactos dos jornalistas, construída dia a dia, é um dos seus instrumentos de trabalho mais preciosos. A partir dela, conhecem e confirmam factos novos, testam hipóteses, tentam compreender os acontecimentos. Na época actual, outras fontes têm ganhado relevo, além das tradicionais. As agências de comunicação têm peso na construção da narrativa jornalística e adquiriram importância crescente nos últimos anos. Outras fontes institucionais organizaram-se melhor que os jornalistas. A televisão e a imprensa escrita e online, bem como a rádio, funcionam como fontes recíprocas nas diferentes horas do dia. Os blogues têm também mostrado capacidade de desencadear algum sobressalto cívico e alguma inquietação informativa. Que o diga José Sócrates, nosso primeiro-ministro. No que diz respeito à polémica sobre os diplomas, a imprensa portuguesa separou águas ao citar a blogosfera como origem da notícia, como fez o DN. No caso de hoje, interessam-nos as fontes políticas.

continua é o título da minha crónica de hoje no DN.

quinta-feira, abril 19, 2007

FALAR DE BLOGUES NA EDUCAÇÃO

HOJE

....FALAR DE BLOGUES NA EDUCAÇÃO (8)
Dia 19 de Abril, 5a feira, 19h

GEOGRAFISMOS,
Luís Palma/ Escola Secundária Severim de Faria, Évora

INQUIETAÇÕES PEDAGAGÓGICAS,
Ana Maria Bettencourt, Escola Superior de Educação de Setúbal

PT – Escolas do futuro
Célia Quico

TAÇBEI,
Isabel Lopes e Carla Feitor/ Centro de Educação Infantil de Vila Franca de Xira

José Carlos Abrantes, moderador

Um dos sectores onde os blogues podem ser muito úteis e influentes é o da educação. Alunos, professores, pais, investigadores e técnicos têm à disposição um utensílio de influência e de expressão. A expressão é uma das traves mestras da formação na escola.

Organização: José Carlos Abrantes e Livraria Almedina
Na Livraria Almedina Atrium Saldanha, Loja 71, 2º piso, Lisboa


Ana Maria Bettencourt
É professora na Escola Superior de Educação de Setúbal, profissão que tem partilhado com a dedicação à vida cívica e política -foi deputada. e assessora da casa civil do Presidente Jorge Sampaio para os assuntos da educação.
É membro do grupo e do blog Inquietações Pedagógicas.


Célia Quico
Consultora na área de Conteúdos nas iniciativas "Escola do Futuro PT" e "PT Escolas" da Portugal Telecom e gestora de projectos de Televisão Digital Interactiva e Multimédia na TV Cabo/ PT Multimédia. Doutoranda em Ciências da Comunicação (Universidade Nova de Lisboa - FCSH), especialidade Audiovisual e Multimédia. Docente e investigadora na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

Isabel Lopes
Educadora de Infância licenciada pela Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulriche a exercer funções desde 1991 no Centro de Bem Estar Infantil de Vila Franca de Xira. Coordenadora Pedagógica desta Instituição desde 2001.

Carla Feitor
Auxiliar de Acção Educativa no Centro de Bem Estar Infantil desde 1995, nas valências de Creche e Jardim de Infância. Monitora do Espaço Internet desde 2004.

Luís Palma de Jesus
Professor de Geografia. Autor do blogue Geografismos

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Material de apoio

Blogues e Wikis na Escola
José Carlos Abrantes

Trata-se do texto da comunicação ao 3º Encontro de Weblogs, realizado no Porto, a 13 e 14 de Outubro de 2006.

1. Resumo
Será que os blogues serão um auxiliar eficaz para que a escola aproprie a internet com os alunos? Tento responder a esta questão utilizando alguns dados empíricos e também propondo uma reflexão mais explicativa das potencialidades pedagógicas dos blogues e dos wikis. Esta comunicação procura contribuir para o conhecimento de esforços em curso e para uma sistematização reflexiva sobre as oportunidades e riscos associadas a esta nova situação.

Texto integral e mais informações no "site"
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José Carlos Abrantes | 11:29 AM | 0 comments

terça-feira, abril 17, 2007

LANÇAMENTO DE

PROVEDORIAS Hoje, no DN



O ACASO NO JORNALISMO



José Carlos Abrantes
provedor@dn.pt

No princípio da passada semana, o DN noticiou o fecho provisório da Universidade Independente. Duas chamadas de primeira página, reforçadas por notícias no corpo das edições de segunda e terça-feira, deram relevo ao tema. Gonçalo Miguel, aluno da universidade, não gostou de uma delas: "'Alunos entre o desespero e a resignação com o fecho.' Assim noticiou o DN com uma foto de mau gosto, pois nada tinha a ver com a universidade mas sim com elementos do programa Vai tudo abaixo que passa na SIC Radical.

Neste momento as notícias que passam na imprensa é que os alunos querem que a universidade feche e querem ir para outras universidades. Tal não corresponde à realidade, ou a apenas uma minoria, pois as declarações que transcrevem são apenas de alunos do 1.º ano. Esses, sim, com razões para sair, pois podem ir para públicas sem perder muito. A maioria dos restantes alunos, como eu, está pela continuidade na universidade. Mas em todo o caso pede os certificados e faz pré-inscrições noutras universidades para salvaguardar a hipótese de o ministério fechar definitivamente a UnI. Mas o que queremos é a continuidade, como ficou demonstrado com a 'Carta Aberta' assinada pelos alunos da UnI."

O jornalista Pedro Sousa Tavares lembra que a responsabilidade da edição da fotografia não lhe pertence. Sabemos que isso não invalida uma responsabilidade partilhada dos editores e de outros responsáveis do jornal. Embora a questão colocada seja interessante, escolhemos não a desenvolver neste artigo, remetendo para um breve apontamento no Bloco-Notas e no Só Textos (1).

O jornalista prossegue: "Quanto às críticas em relação ao título confesso que, sinceramente, não as entendo. A frase 'entre o desespero e a resignação' refere-se à reacção dos alunos ouvidos pelo DN ao anúncio, pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, do encerramento compulsivo da instituição. Não sei como o leitor depreende da mesma que se queira passar a imagem de que 'os alunos querem que a universidade feche e que querem ir para outras universidades'. Sobretudo, porque esta frase, em si mesma, dá conta de dois estados de espírito distintos: o 'desespero' dos que pretendiam prosseguir os seus estudos na instituição e a 'resignação' dos que, por precaução, começaram já a tratar do seu futuro noutras paragens.

O próprio leitor reconhece, na sua carta, que até os alunos que estão 'pela continuidade' da instituição pedem os certificados e fazem pré-inscrições noutras universidades 'para salvaguardar a hipótese de o ministério fechar definitivamente a UnI'. É a essa realidade que o artigo faz referência. Não a qualquer desejo dos alunos. De resto, parece-me altamente improvável que algum estudante, no seu perfeito juízo, queira que a instituição onde estuda seja alvo de um encerramento compulsivo a meio do ano lectivo.

Uma nota final em relação às pessoas citadas no artigo. Os alunos que figuram na notícia são os que acederam a falar com o DN e com os outros jornalistas que se encontravam à entrada das instalações da UnI naquela tarde. O facto de serem todos estudantes do 1.º ano não é fruto de uma escolha deliberada, mas do acaso. Convém, no entanto, referir que a imprensa foi impedida de entrar na universidade, tendo ficado limitada ao trabalho de reportagem à porta da instituição."

A resposta do jornalista parece equilibrada. A resignação e o desespero do título sublinham os estados de espírito dos que partem sem hesitação e dos que prefeririam, por razões óbvias, continuar os estudos. O jornalista acentua também as dificuldades da reportagem, pois a imprensa terá sido impedida de entrar na universidade. A sua análise é até mais desapaixonada do que a do leitor e dá informações sobre o contexto e os constrangimentos do trabalho dos jornalistas. No entanto, esse condicionamento não é facto novo para os jornalistas, pois esta é uma profissão que lida permanentemente com ele. Por isso, compreende-se mal que se deixe ao acaso a definição das pessoas ouvidas. É natural que se ouçam os estudantes que estão por acaso no local, mas a tarefa do jornalista é encontrar as pessoas e dados pertinentes para que o leitor tenha a informação exacta. O acaso é essencial para o jornalismo, pois define acontecimentos e intervém nos relatos. Por outro lado, o trabalho jornalístico é o oposto desse acaso, pela necessidade de estruturar a estória que se conta e de encontrar novas informações ou novas fontes que acrescentam algo - significativo - ao que o acaso trouxe. Claro que o pouco tempo disponível entre a decisão do assunto e o fecho torna esse trabalho, por vezes, difícil de cumprir.

(1) Ver mais no Só Textos em http/ sotextosmesmo.blogspot.com


BLOCO NOTAS


O que se diz da imagem
“A escolha da imagem não é minha, por isso não me vou alongar sobre esse tema. Creio, no entanto, que convém frisar que a fotografia é acompanhada de uma legenda onde se diz, com clareza, que os protagonistas da mesma nada têm a ver com a universidade. De resto, a desapropriada presença destes indivíduos na UnI - porque efectivamente estiveram lá naquele dia - é versada num texto publicado na mesma página.
Esta é a alusão feita pelo jornalista à inclusão da imagem referida pelo leitor. (2)

Pela primeira vez
Tenho publicado depoimentos completos num blogue de suporte. O espaço do jornal é limitado ao contrário da Rede. Pela primeira vez, incluo uma queixa do leitor na página web sem que o conteúdo seja desenvolvido no jornal papel.
(3)

O caso Sócrates
A questão hoje aflorada tem conexões com a recente polémica sobre diploma do primeiro ministro, concedido pela Universidade Independente. Considero que posição do DN tem sido informativa e sóbria, o que não deixará de ser apreciado pelos leitores.

A remodelação do DN
O DN apareceu com nova imagem há cinco dias e com novas propostas de leitura. O novo jornal tem uma matriz mais noticiosa, o que dará mais trabalho ao provedor, visto que o seu mandato não inclui os artigos de opinião. Há também grandes mexidas nos cronistas, saindo alguns colunistas “históricos” e entrando novos rostos. Seria prematuro qualquer juízo sobre a nova fórmula do jornal, pois a nova versão encontra-se há muito pouco tempo nas bancas. De salientar que, graficamente (imagem e texto), o jornal está mais “leve” mas manteve mesmo assim a matriz histórica. Esta dupla nem sempre foi fácil de conciliar nas sucessivas remodelações ao longo dos anos.
(1)(2)(3) Ver mais no Só Textos em http://sotextosmesmo.blogspot.com/).

Escreva
Escreva sobre a informação do DN para provedor2006@dn.pt: “A principal missão do provedor dos leitores consiste em atender as reclamações, dúvidas e sugestões dos leitores e em proceder à análise regular do jornal, formulando críticas e recomendações. O provedor exercerá, simultaneamente, de uma forma genérica, a crítica do funcionamento e do discurso dos media.”
Do Estatuto do Provedor dos Leitores do DN

Para outros assuntos : dnot@dn.pt

segunda-feira, abril 16, 2007

O CASO SÓCRATES E O JORNALISMO

"Não é nada disto, infelizmente, que está a acontecer.

Sucede-se a divulgação de factos irrelevantes e o caso resvalou para uma guerra entre dois jornais, que podem ser ligados aos interesses dos respectivos grupos económicos, e o primeiro-ministro.

Alguns jornalistas deram mesmo em vestir a pele de donzelas que não aguentam a investida de um assessor e também há quem não esconda a inveja pelo papel da imprensa nos escândalos com Nixon ou Clinton.

Tudo isto pode não ser bom para José Sócrates. Mas tem faltado dizer que já está a ser péssimo para o jornalismo português."

Do editorial do Diário de Notícias.

Cultura de Massas em Portugal no Século XX

Tem lugar amanhã, dia 17 de Abril, mais uma sessão do Seminário de Investigação "Cultura de Massas em Portugal no Século XX".

Nuno Domingos apresenta "A narrativa do futebol português em Moçambique durante o período colonial".

A sessão realiza-se, como sempre, às 18h, na Sala de Reuniões do 7º piso da Torre B da FCSH/UNL (Av. Berna 26-C, Lisboa).

Calendário completo das sessões em enviado por Tiago Baptista

domingo, abril 15, 2007

CÓDIGO DE CONDUTA

No DN de ontem titulava-se “Pioneiros da Net propõem código de conduta para blogues”.

A proposta é da autoria de Jimmy Wales, co-fundador da Wikipedia, e de Tim O’Rilley, criador da designação Web2.

"We celebrate the blogosphere because it embraces frank and open conversation. But frankness does not have to mean lack of civility. We present this Blogger Code of Conduct in hopes that it helps create a culture that encourages both personal expression and constructive conversation.

1. We take responsibility for our own words and for the comments we allow on our blog.

We are committed to the "Civility Enforced" standard: we will not post unacceptable content, and we'll delete comments that contain it.

We define unacceptable content as anything included or linked to that:
- is being used to abuse, harass, stalk, or threaten others
- is libelous, knowingly false, ad-hominem, or misrepresents another person,
- infringes upon a copyright or trademark
- violates an obligation of confidentiality
- violates the privacy of others

We define and determine what is "unacceptable content" on a case-by-case basis, and our definitions are not limited to this list. If we delete a comment or link, we will say so and explain why. [We reserve the right to change these standards at any time with no notice.]

2. We won't say anything online that we wouldn't say in person.

3. We connect privately before we respond publicly.

When we encounter conflicts and misrepresentation in the blogosphere, we make every effort to talk privately and directly to the person(s) involved--or find an intermediary who can do so--before we publish any posts or comments about the issue.

4. When we believe someone is unfairly attacking another, we take action.

When someone who is publishing comments or blog postings that are offensive, we'll tell them so (privately, if possible--see above) and ask them to publicly make amends.
If those published comments could be construed as a threat, and the perpetrator doesn't withdraw them and apologize, we will cooperate with law enforcement to protect the target of the threat.

5. We do not allow anonymous comments.

We require commenters to supply a valid email address before they can post, though we allow commenters to identify themselves with an alias, rather than their real name.

6. We ignore the trolls.

We prefer not to respond to nasty comments about us or our blog, as long as they don't veer into abuse or libel. We believe that feeding the trolls only encourages them--"Never wrestle with a pig. You both get dirty, but the pig likes it." Ignoring public attacks is often the best way to contain them."

Ver Oreilly´s Radar

sábado, abril 14, 2007

A ENTREVISTA AO PRIMEIRO MINISTRO

António Brotas não se cansa dos nos alertar para as ambiguidades e dúvidas da construção da OTA. Desta vez, não esquece as responsabilidades partilhadas pela comunicação social.

"O que me pareceu extraordinário, ontem, na Televisão, não foi a entrevista do Primeiro Ministro, mas os comentadores que se seguiram (em vários programas) que se mostraram absolutamente incapazes de se interessarem pelos problemas com real importância para o País, como é o caso do problema do aeroporto da Ota, referido pelo Primeiro Ministro."

António Brotas, in SÓ TEXTOS


quarta-feira, abril 11, 2007

SÓCRATES, na televisão

"O sr. primeiro-ministro vai ser entrevistado esta noite por dois jornalistas com um percurso profissional acima de toda a suspeita. Infelizmente, isso não impede que essa entrevista pareça ter sido agendada politicamente em seu exclusivo benefício e num território controlado por si. Admito que se trate de uma suposição injusta, mas é o preço da suspeita que se instalou e, também, da sua obsessão permanente em domesticar a agenda mediática - obsessão que agora se vira contra si."

Vicente Jorge Silva, hoje no DN.

terça-feira, abril 10, 2007

AS IMAGENS SÃO DECISIVAS

Mesmo que não tenha legenda, o que é raro, uma imagem na imprensa nunca vem “pura”.

A crónica de hoje pode ser lida no DN ou, em alternativa, aqui.

sexta-feira, abril 06, 2007

RADIO

Alguém pode explicar a Jorge Coroado que é melhor fazer os comentários dos jogos sem previamente os escrever? Em alternativa pode aperfeiçoar a técnica de escrtita para rádio. Mas é melhor treinar fora de antena....

quarta-feira, abril 04, 2007

CORREIO PERDIDO Crónica

José Carlos Abrantes

O fermento democrático a que o DN se habituou há décadas foi uma prática diária dos jornalistas e direcções que tenho acompanhado no exercício do meu cargo.

Depois de alguma ponderação, optei por fazer uma crónica sobre algum correio que recebi e ao qual não pude responder em Fevereiro e Março. A entrada de uma nova equipa directiva coincidiu com um impedimento de ordem pessoal que me afastou temporariamente da escrita. Ou seja, não pude dar seguimento em tempo útil a uma
parte do correio dos leitores. Deixou de ser possível obter respostas de responsáveis que entretanto deixaram de ser. E o provedor tem obrigação de consultar a equipa de direcção e os jornalistas para mediar entre as críticas dos leitores e as escolhas que foram efectuadas antes da publicação do artigo. Decidi mesmo assim dar sequência a esse correio (1). A minha função é devolver ao jornal as objecções dos leitores, sobretudo nas questões éticas e deontológicas. Embora não tenha podido utilizar, como habitualmente, as justificações dos jornalistas, dos editores, procedimento essencial no diálogo público dos leitores com os jornalistas, escolhi responder ao correio. Afinal o fermento democrático a que o DN se habituou há décadas, foi uma prática diária dos jornalistas e direcções que tenho acompanhado no exercício do meu cargo. As queixas que recebi e as reflexões que fiz sobre o campo mediático, deixaram entrever, quando muito, erros que todos cometemos, mesmo numa democracia consolidada. Não se deve tomar a nuvem por Juno. Sobretudo, analistas traquejados deveriam ter suficiente ponderação para não fazer crer que a democracia começa e acaba neles próprios.
Voltemos ao correio dos leitores. Um dos assuntos que inquietaram ou criaram expectativas foi a mudança de direcção. Uma leitora, Catarina Grilo, escreveu a 16 de Fevereiro: “de facto o DN é actualmente o meu jornal de eleição. Comprei-o quase diariamente durante a campanha para o referendo de 11 de Fevereiro, pois de facto fez uma cobertura equilibrada dos assuntos em discussão. Lamento muito que critérios económicos tenham vencido os de qualidade jornalística. Resta-me esperar que a qualidade do jornal não decaia.” Em sentido inverso, outro leitor, José Nascimento, escreveu, dias antes (11-02): “Venho pelo presente protestar pela forma cada vez mais tendenciosa como o DN vem sendo política e socialmente orientado, revelando pouca independência da sua actual Direcção e Redacção.” O leitor dava depois um exemplo de duas primeiras páginas do DN, uma das quais era a reprodução do boletim de voto do referendo sobre o aborto.
Numa apreciação que pedi a Rogério Santos, investigador do campo dos media, este considerou uma das primeiras páginas como tendo laivos de sensacionalismo, mas a outra como absolutamente isenta: o jornal tomou partido pela responsabilidade e pelo apelo à participação cívica. Foi, talvez, o melhor jornal do dia, nesse sentido. Nada no texto pressupõe um apelo ao voto no sim ou no não. A posição correcta da direcção do jornal continuou no dia seguinte ao da votação: usando um mesmo tipo de grafismo, o jornal informou os resultados.” Outra investigadora, Cristina Ponte, também considera a primeira página sobre o referendo, longe da manipulação: “No caso do boletim de voto, achei uma capa até curiosa, pelo apagamento da informação, dando toda a visibilidade ao boletim, sem mais nada. Só se ele considera manipulação ter dado tanto destaque ao acontecimento em si...”
Noutra carta, manuscrita, de 28 de Fevereiro, quando era director interino Miguel Gaspar, o leitor Luís Franco Nogueira manifesta a sua fidelidade ao Diário Notícias: “sou leitor desse jornal desde a época aproximada de 1930, há cerca de 77 anos.” E o leitor considera que o jornal “tem estado a resvalar, a insistir (desnecessariamente, repito, desnecessariamente), em assuntos escabrosos de pornografia, sexualidade e prostituição.” O leitor invoca casos ocorridos neste período de transição, alguns dos quais teriam merecido a troca de argumentos entre a direcção, os editores, jornalistas e o provedor, caso não tivessem ocorrido num período conturbado da vida do jornal. Foi mencionada nomeadamente a imagem de uma estátua onde se via um grande plano de um órgão genital masculino, publicada em 26 de Fevereiro. A imagem vale, por vezes, mais pela capacidade de evocar os objectos do que pelo seu valor representativo ou realista. Este caso ilustra a preocupação de alguns leitores do DN para quem o jornal também é feito. Podemos interrogar-nos se haveria, em imagem, uma alternativa mais adequada à informação que se ptrendia transmitir.
Marlene Antunes dos Santos, em 15 de Fevereiro, indigna-se com uma notícia, datada de Janeiro. Uma jornalista , ao nomear as seis freguesias do concelho do Seixal, enumera apenas uma dessas freguesias correctamente. A peça dá ideia que o jornalismo pode ser equiparado a uma ciência da adivinhação. Mas os leitores, cuja vida decorre naquele concelho, sabem que não é assim.
(1) Ainda terei de voltar numa crónica posterior a algum do correio deste período.


BLOCO NOTAS


Primeiras páginas
O investigador do campo dos media Rogério Santos, a quem pedi opinião sobre as primeiras páginas assinaladas pelo leitor José Nascimento, teceu considerações apropriadas e que vale a pena conhecer na integra. Por isso disponibilizo o texto. O trabalho de Ricardo Nunes sobre o DN em linha, referenciado na crónica anterior, também foi colocado no mesmo endereço.

Pedido de esclarecimento
“(...) Queria saber se nos vossos anúncios dos classificados online estão também os que estão anunciados no vosso suplemento Economia.
Nomeadamente no DN de 15 de Março saiu no suplemento económico, um anúncio escrito em alemão da Lidl que não consigo encontrar online. Podem ajudar-me a esclarecer esta dúvida?”
Em rigor trata-se de assunto que não respeita ao provedor. É necessário criar um e-mail de equivalente visibilidade ao do provedor, a quem os leitores possam dirigir os seus pedidos de esclarecimento. Normalmente dirijo ao secretariado da direcção este correio. O director João Marcelino fez chegar rápida resposta ao provedor. Transcrevo-a pois já outros leitores me questionaram sobre o mesmo tema: “Os anúncios que surgem no nosso site são provenientes, e só, do caderno de classificados; mesmo aqui há anúncios que são excepcionados, como sejam, por exemplo, os de página inteira e os da casa. Todos os anúncios que estão paginados no caderno principal e economia não são remetidos para o site.”
Foi também entregue à Direcção de Marketing um problema levantado por um leitor que arranjar fascículos de uma colecção. Tenhamos presente, que, para o nosso papel no jornal, o mais importante são as questões éticas e deontológicas, ainda ausentes do questionamento dos leitores . Mas é positivo obter boas respostas, noutros sectores.



Escreva
Escreva sobre a informação do DN para provedor2006@dn.pt: “A principal missão do provedor dos leitores consiste em atender as reclamações, dúvidas e sugestões dos leitores e em proceder à análise regular do jornal, formulando críticas e recomendações. O provedor exercerá, simultaneamente, de uma forma genérica, a crítica do funcionamento e do discurso dos media.”
Do Estatuto do Provedor dos Leitores do DN

Para outros assuntos : dnot@dn.pt