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quinta-feira, novembro 30, 2006

AO VIRAR DA ESQUINA


UM DIA A FALAR DE TELEVISÃO
e outras iniciativas com Daniel Dayan, em Dezembro

Nos dias 4, 5, 6 e 7 de Dezembro, Daniel Dayan estará em Portugal para conferências e apresentação do livro Televisão: Das audiências aos públicos,
editado na colecção CIMJ/Livros Horizonte.

O programa das intervenções de Daniel Dayan é o seguinte:

LISBOA
1 Um dia a falar de televisão
na Universidade Nova, Avenida de Berna
dia 4 de Dezembro, 2a feira, 10h às 18h

a propósito da saída do livro Abrantes, J.C. e Dayan, D. (orgs), Televisão: Das Audiências aos Públicos, Lisboa, Livros Horizonte/CIMJ, 2006

e também do livro de Francisco Rui Cádima, A Televisão 'Light' Rumo ao Digital, Lisboa, Media XXI, 2006.

participação de Cristina Ponte, Daniel Dayan, José Pacheco Pereira, Francisco Rui Cádima, Inês de Medeiros, Jorge Wemans, João Sáàgua, José Carlos Abrantes, Luís Queirós, Manuel Maria Carrilho e Rogério Santos. (ver programa detalhado aqui)

2 Conferência de Daniel Dayan na Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa (ESCS), às 17h, dia 5 de Dezembro, 3a feira: “O terror global – na perspectiva das relações do terrorismo com os média” proferida em inglês

3 Encontro com investigadores no Instituto de Ciências Sociais (ICS), dia 6 de Dezembro, das 17h às 19h 30m

4 Conferência na Universidade de Coimbra, dia 7 de Dezembro, às 11h.
Apresentação do livro Televisão: Das Audiências aos Públicos, às 12h.

LÁ FORA

Se for ao World Press Tracker da Reuteurs Foundation pode verificar os assuntos que forma cobertos ontem na imprensa internacional, numa amostragem de 100 títulos em inglês.
"The list below ranks each emergency by the total number of press stories it generated yesterday.

The password-protected link for each emergency takes member aid agencies to the full list of news stories, which for licensing reasons we are unable to offer to the general public.

Click here for a detailed explanation of the methodology behind AlertNet's Media Monitoring.
Emergency Index
1. Iraq in turmoil 83
2. Afghan turmoil 34
3. AIDS pandemic 26
4. Israeli-Palestinian conflict 18
5. AIDS in Asia 12
6. Sri Lanka conflict 12
7. Lebanon crisis 9
8. Bird flu 8
9. Kashmir dispute 5
10. Darfur conflict 4
11. Somalia troubles 3
12. Thailand violence 2
13. East Timor nation-building 2
14. Georgia, Abkhazia, S. Ossetia 2
15. AIDS in Africa 2
16. Kosovo violence 2
17. Myanmar displacement 2
18. Philippines-Mindanao conflict 2
19. Chechnya war 1
20. Hurricane Katrina 1
21. Ethiopia hunger 1
22. Haiti troubles 1
23. Indonesia mudflow 1
24. Papua tensions 1
25. Liberian reconstruction 1
26. Nepal insurgency 1
27. Indian Ocean tsunami 1"

terça-feira, novembro 28, 2006

O ANONIMATO NA WEB

Aqui, em francês.

PROVEDORIAS

Inovar par vencer a turbulência
José Carlos Abrantes

Percebe-se pelos exemplos que não basta aos jornalistas dominar o computador para escreverem rotineiramente o seu texto. Terão também de assimilar novos utensílios de pesquisa, experimentar crescentes potencialidades de edição na web e ensaiar novas formas de escrita que esta proporciona.

Pode ler o texto integral aqui.
No domingo, no Público Rui Araújo escreveu a terceira crónica e última sobre o caso Miguel Sousa Tavares.

sexta-feira, novembro 24, 2006

PROJECTO DE EXCELÊNCIA PARA O JORNALISMO

" Resta uma questão, a meu ver crucial: a qualificação, ou seja, a qualidade, dos jornalistas que temos e, a avaliar pelas matérias que me (e nos, em parte, pelo menos) são mais familiares — educação, formação, profissões, emprego e aparentadas —, mesmo quando os jornais têm “secções especializadas” (julgo pelo “Público”, a minha leitura diária), é, sistemática e regularmente, uma calamidade: não acertam uma, mesmo quando de meras descrições se trata!"


Luís Imaginário acentua o que considera ser a falta de qualificação dos jornalistas para se moverem no interior dos diferentes assuntos.

ONDE PARAM ELAS? E ELES? 3

A Joana Tereso trabalha aqui na Universidade de Coimbra, nas Relações Internacionais (agora DRIIC), com a Drº Filomena Marques de Carvalho. O Manuel Portugal, que todos conhecemos continua na RTP aqui em Coimbra, o Hugo Matias, na TVI Lisboa, o Hugo Gilberto, na RTP Porto, a Susana Ribeiro, no Público, em Coimbra, o Sérgio Almeida, na SIC Lisboa, a Bruna Melim. na RTP Madeira e a Marta Morais, que casou com o Hugo Gilberto, trabalha na editora Âmbar.


Estes foram alguns dos que a Dra Manuela Santos do IEJ relembrou. O Manuel Portugal tenho-o encontrado por vezes. O Hugo Matias não o tenho visto, mas, há algum tempo atrás, apreciei, num júri, um trabalho dele. Soube pelo António Granado que a Joana Mateus estará algures, em África, numa ONG. A Joana de Belém está no DN, no Porto.

quinta-feira, novembro 23, 2006

A TELEVISÃO vista por Carrilho

Segundo o Público, Manuel Maria Carrilho defendeu ontem, em Coimbra, que a ERC não deveria ter renovado as licenças de televisão aos canais privados. E mostra-se contra a presença do actual esquema de comentadores na RTP bem como advoga a criação de uma Ordem dos Jornalistas. Quanto aos comentadores, importa avaliar o que tem sido feito e decidir de outro modo, isso é inegável. O actual sistema de comentadores não é um sistema adequado ao serviço público. Quanto à Ordem, já ouvi Emídio Rangel e Vicente Jorge Silva defender a mesma ideia. Será que os jornalistas deveriam estar parados neste assunto? Penso que não.

"Outra das situações que preocupam Carrilho é a existência de um "comentador dominical, em regime de excepção", na RTP 1. "Ainda há dias, assumiu a ambição de se candidatar à presidência da República, daqui a dez anos, e é alguém que vive, como é conhecido, num ambiente de intriga política", protestou Carrilho, sem nomear Marcelo Rebelo de Sousa, para concluir noutro momento do colóquio: "Faz carreira à custa do erário público. E não é o facto de à segunda-feira vir o outro [António Vitorino] que assegura o pluralismo."
Carrilho defendeu ainda que os jornalistas passaram a ser tão ou mais poderosos que os políticos, pelo que deveriam estar também obrigados a apresentar declaração de interesses. E defendeu a criação de uma Ordem dos Jornalistas, em nome da aplicação eficaz de sanções às violações do código deontológico da profissão. Álvaro Vieira"

PROJECTO DE EXCELÊNCIA PARA O JORNALISMO

O Luis Santos reagiu no dia da crónica no Jornalismo e Comunicação:
"O Provedor do Leitor do Diário de Notícias, José Carlos Abrantes, escreve hoje sobre a necessidade de desenvolver, em Portugal, um projecto de investigação de excelência em Jornalismo (pelo que entendi, à imagem do Project for Excellence in Journalism, do Pew Research Center).
Diz José Carlos Abrantes:

"Talvez instituições de prestígio possam compreender que, sem jornalismo de excelência, dificilmente haverá excelência na política, na saúde, na educação, na vida cívica. Porquê? Porque o jornalismo define hoje o essencial da imagem pública de quase todos os aspectos da vida social".

A ideia retoma algumas das discussões que a comunidade académica nacional já partilha há alguns anos e tem um conjunto de virtualidades inegável.
Tem, naturalmente, também associada uma série de riscos, como o próprio José Carlos Abrantes assinala:

"(...) tão difícil por estarmos habituados - de mais - ao funcionamento em capelinhas".

Saúda-se, portanto, o retomar da ideia de criação de um maior espírito de comunidade.
Saúda-se, sobretudo, a intenção de o fazer sem pensar apenas nos mesmos moldes de sempre, começando e acabando os projectos em espaços que conhecemos bem.
Seria injusto que um leitor desatento percebesse nos exemplos que José Carlos Abrantes indica precisamente o contrário do que parece querer sugerir."

UM DIA A FALAR DE TELEVISÃO

Está convidada! Está convidado! Apareça....

Mais informações aqui.

quarta-feira, novembro 22, 2006

PROJECTO PARA A EXCELÊNCIA NO JORNALISMO

"(...) pareceu-me interessante a ideia, ainda que os teus exemplos me pareçam excessivamente lisboetas, para o meu gosto. Também concordo que financiamento era coisa a ver. Parece-me que o Clube de Jornalistas teria de estar metido, assim como entidades empresariais."

Manuel Pinto, professor Universidade do Minho

"Claro que um projecto como o referido faz falta na medida em que são várias as suas vantagens. Nascer numa universidade? Penso que um grupo de pessoas com interesses multidisciplinares na área do jornalismo se deveria unir para o liderar, solicitando o apoio a uma fundação, por exemplo."


João Paulo Meneses, jornalista

terça-feira, novembro 21, 2006

ONDE param elas? E eles? 2

"Depois de ter trabalhado cinco anos no Comércio do Porto (até ao dia do encerramento), passei a ser jornalista freelancer, com colaborações regulares com a Revista Sábado (onde sou responsável pelo roteiro cultural GPS Norte e Centro) e com o jornal Público. Tenho também algumas colaborações esporádicas com a Revista Notícias de Sábado.Ana Cristina Gomes"

.

Sou a Paula Almeida, da primeira fornada. Trabalho como free-lance para o diário O Primeiro de Janeiro – sou correspondente em Coimbra – e para os semanários Campeão das Províncias (Coimbra) e Notícias Médicas. Fui até este mês editora da Gazeta de Física. Publico também umas coisas na Notícias Magazine.

PROVEDORIAS

NO DN, hoje

Erros na economia
José Carlos Abrantes

No acesso a dados especializados compreende-se que seja cada vez mais necessário recorrer a agências como a Reuters, prestadoras de serviços à imprensa de todo o mundo. Mais uma vez se vê que todas as informações precisam da atenção vigilante dos jornalistas.
Pode ler o texto integral aqui.

No domingo, no Público Rui Araújo escreveu uma crónica de continuação sobre o modo como o Público tratou a caso Miguel Sousa Tavares.

ONDE param elas? E eles? 1


Há uns anos estávamos todos em Coimbra. Deixei de ser professor. Eles e elas terminaram os cursos. Onde estão agora? Hoje soube da Marta Morais. Encontrei-a na apresentação do livro de Maria João Seixas. É assessora para a comunicação da Âmbar, a editora. Antes havia sabido do António José Silva que hoje apresentou um livro na Almedina Estádio.E, pela net, o Rodrigo de Matos deu sinal: as suas caricaturas foram aceites pelo Expresso on line onde passa a ter uma rubrica, uma página intitulada Humoral da
História!
. A Marta lembrou-me o Hugo, agora na RTP.
O José Manuel Portugal passou de aluno a professor na licenciatura em Jornalismo. Agora está a dirigir a informação da RTP, no no Porto. O João Figueira, que encontrei no colóquio do CIMJ, também dá aulas na licenciatura em Jornalismo e deixou o DN, há pouco tempo. Há o Pedro Ribeiro que foi correspondente do Público em Nova Iorque, pouco tempo depois de sair da licenciatura em Coimbra. A Maria João Guimarães e a Sofia Branco que, presumo, ainda estão ambas no Público. O Ricardo Dias Felner, também no Público, recebeu este ano um prémio do ACIM tendo-o encontrado na cerimónia de entrega. E onde param tantos outros? Dêm sinais de vida....

segunda-feira, novembro 20, 2006

MEMÓRIA VIRTUAL

No Memória Virtual pode ler, cada segunda feira, uma retrospectiva do que foi a blogosfera em 2006.

Eis os primeiros posts desta retrospectiva:

"Pelo quarto ano consecutivo - depois das notas relativas a alguns dos principais aspectos relacionados com a “blogosfera” em 2003, 2004 e 2005 - chega agora a oportunidade de “passar em revista” mais um ano, o de 2006.

A partir da próxima segunda-feira, diariamente, terei o gosto de ir recordando alguns dos principais momentos da blogosfera em 2006, numa retrospectiva que se traduz em mais um esboço desta “memória virtual” que por aqui vou cultivando.

Entretanto, pode consultar uma síntese das notas relativas aos anos de 2003 a 2005 (”O Pulsar dos Diários Virtuais em Portugal”), na página “Weblogs” do Memória Virtual.

BLOGOSFERA EM 2006 (I)

"O ano de 2006 inicia-se com a revelação do que pareciam ser mais algumas demonstrações da inesgotável capacidade de renovação da blogosfera:

- a 3 de Janeiro surgia O Espectro, pela mão de Constança Cunha e Sá. Ainda antes do termo do seu primeiro mês de actividade, a 29, seria palco da chegada de Vasco Pulido Valente à blogosfera; não obstante, o blogue acabaria por ter uma existência limitada (pouco mais de dois meses), tendo sido suspenso a 10 de Março, por alegada “falta de tempo”;

- a 6, em paralelo com o termo do Afixe, dava-se o simultâneo início do De Vagares; porém, também neste caso, o novo blogue – sentindo a falta de “pujança” do seu predecessor – acabaria por não perdurar por muito tempo, suspendendo a publicação em Setembro (“Requiem”, a 3; “Fim de emissão?”, a 17);

- os regressos de Pedro Boucherie Mendes (a 13), um dos “históricos” da grande “explosão da blogosfera”, há já 3 anos e meio (então com o Guerra e Pas), agora Aos 35; e

- a 16 de Janeiro, de Daniel Oliveira (integrando – também por pouco tempo… – a equipa do Aspirina B)."

UM NOVO LIVRO, HOJE EM COIMBRA

De que forma é que os jornais online utilizam o hipertexto e o multimédia? Como é que as edições online lidam com as dimensões Espaço e Tempo das notícias? Que informação é disponibilizada nos meios online? As edições em papel e online disponibilizam as mesmas notícias? A resposta a estas e outras questões podem ser encontradas no livro "Diários Generalistas Portugueses em Papel e Online", de António José Silva, cujo lançamento vai decorrer no dia 20 de Novembro de 2006, pelas 21h, na Livraria Almedina - Estádio, em Coimbra. A apresentação do livro está a cargo de António Granado, jornalista do Público e autor do blog Ponto Media.

sábado, novembro 18, 2006

UM DIA A FALAR DE TELEVISÃO

e outras iniciativas com Daniel Dayan, em Dezembro
Nos dias 4, 5, 6 e 7 de Dezembro, Daniel Dayan estará em Portugal para conferências e apresentação do livro Televisão: Das audiências aos públicos, editado na colecção CIMJ/Livros Horizonte.


LISBOA
1 Um dia a falar de televisão
na Universidade Nova, Avenida de Berna,
dia 4 de Dezembro, 2a feira, 10h às 18h
(ver programa detalhado mais abaixo)

2. Em preparação: uma iniciativa a realizar em Lisboa, terça-feira, ao fim do dia.

3 Daniel Dayan no Instituto de Ciências Sociais
dia 6 de Dezembro, 4a feira, das 17h às 19h 30m
“A investigação em comunicação: discussão em redor de alguns projectos”.
Sessão com estudantes de pós graduação e investigadores realizada no âmbito do seminário de Teoria Social e Pensamento Contemporâneo orientado por José Luís Garcia.
No Instituto de Ciências Sociais – Universidade de Lisboa
Avenida Professor Aníbal de Bettencourt, 9 1600-189 LISBOA
Telef: 217 804 700


COIMBRA

4 Conferência de Daniel Dayan na Universidade de Coimbra, Instituto de Estudos Jornalísticos,: La terreur spectacle comme rapport du Terrorisme aux medias.
Às 11h, dia 7 de Dezembro, 5a feira

5 Apresentação do livro
Abrantes , J.C. e Dayan, D (org.), Televisão: Das audiências aos públicos, Lisboa, Livros Horizonte/Cimj, 2006
Apresentação por Isabel Ferin, directora do Instituto de Estudos Jornalísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
e por João Paulo Moreira, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
às 12h, no mesmo local


As iniciativas previstas para Lisboa são organizadas por José Carlos Abrantes em colaboração com o Instituto de Ciências Sociais, o Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova. Têm o apoio do Centro de Estudos de Comunicação e Linguagem (CECL) e da Fundação Calouste Gulbenkian.

As iniciativas previstas para Coimbra são organizadas por José Carlos Abrantes em colaboração com o Instituto de Estudos Jornalísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.




PROGRAMA DE UM DIA A FALAR DE TELEVISÃO
Dia 4 de Dezembro, segunda-feira
No Auditório 1 (Edifício B - Torre), Universidade Nova, Avenida de Berna, Lisboa
10h Abertura
Presidida por João Sáàgua
Director da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
e José Carlos Abrantes
Conferência La theorie des images dans les nouvelles et la notion de “monstration “
Por Daniel Dayan

11h Intervalo

11h 15 José Pacheco Pereira apresenta o livro
Televisão: Das audiências aos públicos, Lisboa, Livros Horizonte/CIMJ, 2006
Mesa presidida por Francisco Rui Cádima,
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova

13h Almoço

14h 30 m
Como se tem avançado no conhecimento dos públicos em Portugal?
Moderadora Cristina Ponte
Os estudos de audiência
Luís Queirós, Marktest
Os estudos qualitativos
Cláudia Álvares, Universidade Lusófona

16h Apresentação do livro de Francisco Rui Cádima,
A Televisão 'Light' Rumo ao Digital, editado pela Media XXI
A apresentação será feita por Manuel Maria Carrilho.





16h 45 Intervalo

17h O documentário tem público na Culturgest. E na televisão?
Moderador José Carlos Abrantes
Inês de Medeiros, com visionamento de excertos do seu último filme.
Jorge Wemans, director de a :2

18h 30m Encerramento


O que é o livro
Televisão: Das Audiências aos Públicos
Abrantes, J.C. e Dayan, D. (orgs), Televisão: Das Audiências aos Públicos, Lisboa, Livros Horizonte/CIMJ, 2006.
O livro teve apoio da Fundação Calouste Gulbenkian

Este livro tem contributos de Carlos Fogaça, Daniel Dayan, Dominique Mehl, Eduardo Cintra Torres, Eliseo Veron, Guillaume Soulez, Jean Pierre Esquenazi, John Fiske, José Carlos Abrantes, Jostein Gripsrud, Sabine Chalvon e Todd Gitlin. O livro inclui também uma síntese elaborada por Felisbela Lopes a partir de contributos de António José da Silva, Isabel Ventura, José Jorge Barreiros e Tito Cardoso e Cunha
______
“As palavras são como as cerejas: eis um ditado popular que explica bem esta obra. De facto, Televisão: das audiências aos públicos tem origem num colóquio organizado pelo Centro de Investigação Media e Jornalismo, na Fundação Calouste Gulbenkian. Aí, Daniel Dayan fez uma intervenção em que se referiu aos públicos de televisão. Na altura questionei o conferencista. A resposta, aludindo à necessidade de criar tipologias de públicos, levou-me a planear e concretizar, em colaboração com este investigador, um outro momento de palavra, um curso da Arrábida.”
José Carlos Abrantes (Org)
________
“Este texto é sobre o produto social da atenção partilhada e sobre as diferentes entidades colectivas (“personae fictae”) que emergem quando essa atenção se realiza pela reacção e resposta. A nossa tarefa vai consistir em olhar de perto as várias “personae fictae” envolvidas na recepção da televisão. A distinção chave vai ser entre públicos e audiências ou, mais exactamente, entre os vários públicos e os diferentes tipos de audiências. “

Daniel Dayan (Org.)


O que é o livro A Televisão 'Light' Rumo ao Digital

Rui Cádima, A Televisão 'Light' Rumo ao Digital, editado pela Media XXI
Uma reflexão em torno do tema da qualidade dos conteúdos televisivos e da sua importância para a Cidadania; pensar a importância social e cultural da televisão num momento estratégico em que se estrutura a migração da televisão analógica para as novas possibilidades de oferta que o digital traz. Capítulos: Televisão ‘light’; Televisão e qualidade; Ambientes digitais; A Migração da Televisão para o Digital; Que regulação para o Audiovisual?

sexta-feira, novembro 17, 2006

PROJECTO PARA A EXCELÊNCIA NO JORNALISMO

Na última crónica que escrevi no DN, na passada terça feira dia 15, defendi que seria interessante Portugal ter um Projecto para a Excelência no Jornalismo.

Será que tem sentido tentar levar à prática esta ideia? Porquê? O que deveria ser feito nesse projecto? Como se poderia iniciar e desenvolver esta iniciativa?

Na era da internet, a opinião de cada um pode ser facilmente expressa e publicada. Se receber a sua (tua) resposta sobre o assunto, assim o farei no meu site e/ou blogue (salvo indicação em contrário).

Responda por comentário ou enviando e-mail para josecarlos.abrantes@gmail.com

quinta-feira, novembro 16, 2006

SEMINÁRIO DO CIMJ Encerramento

Retiro do Indústrias Culturais uma síntese sobre o que disse Augusto Santos Silva na sessão de encerramento do seminário.


O QUE DISSE O MINISTRO DOS ASSUNTOS PARLAMENTARES NO SEMINÁRIO DO CIMJ

Ontem, na sessão de encerramento do seminário do CIMJ (Jornalismo e Actos de Democracia), Augusto Santos Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares, fez uma comunicação sob a forma de quatro reflexões em torno do tema do próprio seminário.

Para ele, a democracia é um conjunto de procedimentos assentes em três princípios: direitos das pessoas, livre escolha dos cidadãos e controlo (exercício sobre o poder). Com esta base, Santos Silva traçou a primeira reflexão: o jornalismo não é apenas uma maneira de se perspectivarem os actos de democracia, pois o jornalismo é, em si, uma condição de acto de democracia. O que conduz à segunda reflexão, em que o jornalismo, por ser um acto de democracia, deve ser ele próprio escrutinado democraticamente. Isto é: os que escrutinam a democracia têm de ser escrutinados pela democracia.

Para o sociólogo e político, o escrutínio democrático sobre o jornalismo implica: 1) discutir o jornalismo como poder (citou a questão da agenda mediática), 2) saber como se processa a relação entre o poder dos jornalistas e o poder dos cidadãos, 3) defeder o direito à imagem, privacidade, contra intrusões na vida íntima, 4) pugnar pelo direito da diversidade e do pluralismo.

Quanto à terceira reflexão, Santos Silva falou da democracia no jornalismo. Os jornalistas, para cumprirem a missão de interesse público ligado ao funcionamento das democracias, precisam de estar protegidos. Para o ministro, os conteúdos não podem matar o jornalismo, o jornalismo não pode ficar subsumido pelos media. Assim, considera que o serviço público do jornalismo é uma garantia na prática dos actos de democracia.

Finalmente, partindo da base da democracia como assente em direitos das pessoas, livre escolha dos cidadãos e controlo (exercício sobre o poder), Santos Silva enunciou a quarta reflexão: os jornalistas não podem ser um corpo estranho aos poderes, auto-excluindo-se, mas devem ter uma cultura profissional jornalística crítica, activa, auto-reguladora e sem medo da regulação democrática. Sem jornalismo não há democracia, concluiu o ministro que tem a pasta da comunicação social.


E aqui concretizo com mais um excerto dessa intervenção. Julgo que um dos aspectos mais interessantes do pensamento de Augusto Santos Silva é o de não confinar a democracia ao terreno apenas eleitoralista, o que é raro nos políticos. Por outro lado, nesta intervenção o Ministro desenvolveu a ideia que o jornalismo, em democracia, deve, ele próprio ser escrutinado.





quarta-feira, novembro 15, 2006

POR UM JORNALISMO DE EXCELENCIA

Eis alguns comentários que recebi de Fernando Cascais, director do CENJOR ( a minha solicitação) a propósito do meu artigo publicado no DN de 14 de Novembro de 2006, Por um jornalismo de excelência.

Caro José Carlos Abrantes
O seu texto, muito oportuno, suscita-me uma multiplicidade de considerações e perspectivas. Vou tentar sintetizar algumas:
- O PEJ funciona como uma espécie de observatório/think tank, apoiado por uma fundação (impulsionadora de projectos na área do jornalismo cívico, nomeadamente). Mas no jornalismo americano esta "boa consciência" é paralela ao funcionamento de universidades/departamentos de excelência no campo do jornalismo. São, parece-me, relativamente independentes. A excelência do PEJ gerará excelência nas universidades?
- Quanto às universidades: elas formam para a excelência mas, empresarialmente, quem contrata hoje a excelência? É um paradoxo actual: nunca houve tanta procura de excelência (a sua crónica aponta-o, no caso português) e nunca houve tantas queixas sobre a mediocridade profissional e o jornalismo comercial. Como sair deste circulo viciado? Acredito que um PEJ português possa influenciar positivamente. Uma Gulbenkian (vamos sempre aos mesmos...) ou outra fundação poderiam apoiar um centro de investigação e um curso (ou cursos) de excelência. Será que as nossas tradicionais "capelinhas" suportariam a concorrência (saudável) entre si?
- E o mundo empresarial? E o Estado (como "patrão" de serviço público)? Aceitariam um jornalismo de excelência? E afastar-se-iam de objectivos como o do lucro máximo, das grandes audiências, da publicidade que tudo invade, da propaganda (quando necessária)?
- Tenho sido defensor da ideia de que a Comunicação sufoca o Jornalismo. Por isso, A banda larga "comunicação" invade, explora (avilta, por vezes) o jornalismo. Por isso sou partidário do curso de Jornalismo (tout court, sem a tal Comunicação). Também o jornalismo amador (o dos blogues, por exemplo, agora tão teorizado) dilui o Jornalismo na massa comunicante do dia a dia (ou do minuto a minuto).
- Projectos de excelência sim, mas com condições para passarem da teoria à prática. Sem prejuízo de cada instituição procurar a sua forma de excelência, uma instituição entidade à margem poderia ser uma alavanca, se tivesse meios e base credível. Receio que uma associação das instituições vigentes, se embora desejável, não ser seja realizável.
O apelo à criação de um PEJ português apoiado numa fundação e alavancadora de curso(s) de excelência no Jornalismo parece-me a mensagem mais importante do artigo, mesmo se aparentemente utópica. Porventura, algum empresário com maior visão poderia empregar os diplomados e fazer Jornalismo (a) sério. Porque a qualidade também compensa (uma verdade que também se terá que aplicar à Informação e não apenas às indústrias transformadoras ou às tecnológicas).


Por outro lado, Luís Santos, no Jornalismo e Comunicação, escreveu:

O Provedor do Leitor do Diário de Notícias, José Carlos Abrantes, escreve hoje sobre a necessidade de desenvolver, em Portugal, um projecto de investigação de excelência em Jornalismo (pelo que entendi, à imagem do Project for Excellence in Journalism, do Pew Research Center).
Diz José Carlos Abrantes:

"Talvez instituições de prestígio possam compreender que, sem jornalismo de excelência, dificilmente haverá excelência na política, na saúde, na educação, na vida cívica. Porquê? Porque o jornalismo define hoje o essencial da imagem pública de quase todos os aspectos da vida social".

A ideia retoma algumas das discussões que a comunidade académica nacional já partilha há alguns anos e tem um conjunto de virtualidades inegável.
Tem, naturalmente, também associada uma série de riscos, como o próprio José Carlos Abrantes assinala:

"(...) tão difícil por estarmos habituados - de mais - ao funcionamento em capelinhas".

Saúda-se, portanto, o retomar da ideia de criação de um maior espírito de comunidade.
Saúda-se, sobretudo, a intenção de o fazer sem pensar apenas nos mesmos moldes de sempre, começando e acabando os projectos em espaços que conhecemos bem.
Seria injusto que um leitor desatento percebesse nos exemplos que José Carlos Abrantes indica precisamente o contrário do que parece querer sugerir.
1 commentário(s) Publicado em Novembro 14, 2006 por luis santos.

O DN tem um blogue

O debate sobre a Baixa-Chiado levou o DN a abrir um blogue.