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segunda-feira, junho 05, 2006

PLANO NACIONAL DE LEITURA, a favor

A minha ingenuidade é ilimitada. Eu pensei que um Plano Nacional de Leitura era um projecto que suscitaria um aplauso unânime. Existe há muito nos outros países e corresponde no nosso caso a uma necessidade premente. Mas logo um conjunto de vozes se alevantou com as objecções que qualquer coisa, seja ela qual for, suscita neste país: que é inútil, que é para uns tantos ganharem uns dinheiros, que é uma intervenção na vida social que deve ser livre como um passarinho, que cada um deve ler o que lhe apetece, e assim por diante, na extensa imaginação que o disparate sempre tem. Que é um Plano Nacional de Leitura? É algo extremamente vivo e sensível à evolução da realidade, que tende a coordenar e dar uma linha de rumo ao que já existe em termos de iniciativas do Estado (que, por vezes, se sobrepõem) e a suscitar novas iniciativas nesse mesmo plano, e que tende a apoiar as muitas iniciativas que existem a nível privado.


Eduardo Prado Coelho, no Público,05/06/06