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sexta-feira, junho 30, 2006

NOVO PRÉMIO DE JORNALISMO CIENTÍFICO vale 50 mil euros

No Público de hoje revela-se mais um prémio: o de jornalismo científico. Os prémios têm uma função muito relevante para estimular boas práticas. Julgo que seria preciso integrar estes reconhecimentos num esforço mais geral de trazer excelência para o jornalismo. Aqui fica o desafio...

"A Fundação Ilídio Pinho vai criar um Prémio de Jornalismo Científico no valor de 50 mil euros. "Penso que é a maior distinção atribuída em Portugal, sendo mesmo mais alta do que o Prémio Pessoa", explicou ao PÚBLICO António Couto dos Santos, membro do conselho de administração da fundação, referindo-se ao galardão de 44 mil euros atribuído pelo Expresso e pela Unisys. O regulamento deste concurso anual será apresentado hoje, no Porto, numa cerimónia em que estarão presentes o primeiro-ministro, José Sócrates, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva.

Na edição de 2006, integram o júri representantes dos laboratórios associados portugueses (Alexandre Quintanilha, director do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto), do Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas (Fernando Cascais, director do Cenjor), do Sindicato dos Jornalistas (José Pimenta de França, da Lusa) e da própria Fundação Ilídio Pinho (o economista António Borges). A mesa será presidida por Júlio Pedrosa, ex-reitor da Universidade de Aveiro e ex-ministro da Educação.

O prémio tem como objectivo "estimular, incentivar e reconhecer" trabalhos jornalísticos de rádio, imprensa ou televisão que dêem visibilidade à investigação realizada nos espaços universitários e a sua aplicação nas empresas. "Queremos mostrar casos de sucesso da interface entre a ciência e a indústria. Penso que a investigação fundamental não ficará de fora desde que tenha uma aplicação ao tecido empresarial, embora esta apreciação caiba ao júri", esclareceu Couto dos Santos. O galardão será financiado integralmente pela Fundação Ilídio Pinho.

O matemático Nuno Crato - que trabalha sistematicamente na área da divulgação científica em jornais, livros e revistas - aplaude o facto de esta iniciativa partir de uma entidade privada. "Acho muito positivo, espero que outras façam o mesmo", disse ao PÚBLICO. Andréia Azevedo Soares"