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sexta-feira, junho 30, 2006

LA FORA Washington Post

Eis uma parte de um texto do WP sobre as relações da NBC com o You Tube.

"NBC Taps Popularity Of Online Video Site

By Sara Kehaulani Goo
Washington Post Staff Writer
Wednesday, June 28, 2006; Page D01

Online video company YouTube Inc. said yesterday that it will promote NBC's fall television lineup and sponsor a contest related to a popular network show, signaling a wave of marriages between old-media firms and fledgling video Web sites.

The deal follows an announcement by Warner Bros. on Monday that it will sell downloads of 200 films and TV episodes through Guba, another online video site. The partnerships seek to solve two problems for the entertainment industry: Old-media companies need popular Internet channels to fight declining TV and movie-theater viewership, and Internet video start-ups need a revenue stream to capitalize on their exploding popularity.


NBC will run a contest tie-in between
NBC will run a contest tie-in between "The Office," starring Steve Carell, and online video site YouTube.com. (By Justin Lubin -- Nbc Universal)
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Since the beginning of the year, amateur video clips posted to the Internet have become a huge phenomenon, making online video sites some of the most-visited places on the Internet. YouTube.com says it attracts 20 million unique visitors a month, up from 9 million in April, but it and many competitors are privately funded and are still searching for steady revenue.

For YouTube, which has $11 million in venture capital funding and collects most of its revenue by selling banner ads, the NBC deal is "a key milestone in our company's history," said chief executive Chad Hurley. "It's a clear proof point that we're building a viable, long-term business, and it's showing there's common ground between traditional and new media."

YouTube attracted attention this year for spreading a popular online video that was illegally plucked from NBC's "Saturday Night Live" program. The clip depicted comedians rapping in a skit called "Lazy Sunday" and as it spread, it helped thousands of Internet users learn that they could share video as easily as forwarding an e-mail.

At the time, NBC executives demanded that YouTube remove the video from its site. But then, seeing its popularity, NBC posted the same video on its own Web site. "The fact that ["Lazy Sunday"] virally spread like wildfire, that clearly told us something -- that we could maybe duplicate that and create promos that people could share. The mechanism was there," said John Miller, chief marketing officer for NBC Universal Television Group. Now, he said, "we want to fully embrace the viral activity that YouTube embraces."

Financial details of the YouTube-NBC deal were not disclosed. YouTube agreed to set up an NBC page on its Web site on which viewers can watch commercials and other features, such as interviews with actors, for six programs on NBC's fall lineup and other programs including "Saturday Night Live" and "The Tonight Show with Jay Leno." In exchange, NBC will promote YouTube on TV with a contest that encourages viewers to submit funny videos of their office environments to YouTube.com. NBC will air the winner's video in conjunction with the sitcom "The Office.""

LA FORA El País Digital

El defensor del oyente y el espectador de Radio y Televisión de Andalucía, Patricio Gutiérrez , recoge las quejas o sugerencias del público andaluz desde este mes de febrero en http://defensor-rtva.blogspot.com. Denuncias sobre fandangos sexistas, críticas a la emisión de corridas de toros o pedir la vuelta de Falcón Crest son algunos de los temas que analiza en su diario virtual Gutiérrez.

"Llevo dos legislaturas en el cargo y realizaba informes que luego se colgaban en la web o aparecían en el teletexto, pasaban desapercibidos. El blog es más dinámico, la gente opina y participa aunque se moderan los mensajes", explica. El blog, añade el defensor, "permite añadir enlaces a la información que llevan a otros sitios dónde se puede profundizar".

Patricio Gutiérrez recibe por teléfono o por correo electrónico las quejas de los telespectadores u oyentes, las analiza y escribe el informe correspondiente que cuelga en el blog. "Tengo alrededor de 150 visitas diarias de usuarios únicos, el perfil de la gente que se queja es masculino".

El defensor explica que se siguen pidiendo telenovelas. "En el año 2003 se retiró un telenovela y centenares de personas pidieron su vuelta. También mucha gente se pone en contacto para denunciar que en un sitio no se ve la televisión".

¿Y no teme que Internet le quite mucho público a la televisión? "Ya está pasando. La banda ancha va a dar mucho más juego que lo que está dando, a lo mejor Internet va a terminar estando en todos los salones de casa. No sabemos dónde nos lleva todo esto, no sabemos si la TDT se va a convertir en proveedor de Internet o al revés", concluye.

LÁ FORA Le Monde

Segundo Le Monde, o presidente do serviço público de televisão tranquilisou os documentaristas. E por cá, tudo bem?

"Il était très attendu par les documentaristes venus participer à la 17e édition de Sunny Side of the doc, le marché international du documentaire, à La Rochelle, du 27 au 30 juin. Patrick de Carolis, le président de France Télévisions, a réaffirmé, jeudi 29 juin, son "engagement en faveur du documentaire, marque de fabrique du service public".

Pour preuve : "Une programmation régulière en prime time débutera en septembre sur France 2, France 3 et France 5", a promis le PDG. Le budget consacré à ce genre télévisuel par le groupe public atteint désormais 79 millions d'euros. France 2 va continuer à proposer un documentaire par mois en première partie de soirée, consacré à l'histoire ou aux sciences. Le Chirac de Patrick Rotman sera à l'antenne "avant mars 2007", a assuré Fabrice Puchault, chargé des documentaires de la chaîne."

NOVO PRÉMIO DE JORNALISMO CIENTÍFICO vale 50 mil euros

No Público de hoje revela-se mais um prémio: o de jornalismo científico. Os prémios têm uma função muito relevante para estimular boas práticas. Julgo que seria preciso integrar estes reconhecimentos num esforço mais geral de trazer excelência para o jornalismo. Aqui fica o desafio...

"A Fundação Ilídio Pinho vai criar um Prémio de Jornalismo Científico no valor de 50 mil euros. "Penso que é a maior distinção atribuída em Portugal, sendo mesmo mais alta do que o Prémio Pessoa", explicou ao PÚBLICO António Couto dos Santos, membro do conselho de administração da fundação, referindo-se ao galardão de 44 mil euros atribuído pelo Expresso e pela Unisys. O regulamento deste concurso anual será apresentado hoje, no Porto, numa cerimónia em que estarão presentes o primeiro-ministro, José Sócrates, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva.

Na edição de 2006, integram o júri representantes dos laboratórios associados portugueses (Alexandre Quintanilha, director do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto), do Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas (Fernando Cascais, director do Cenjor), do Sindicato dos Jornalistas (José Pimenta de França, da Lusa) e da própria Fundação Ilídio Pinho (o economista António Borges). A mesa será presidida por Júlio Pedrosa, ex-reitor da Universidade de Aveiro e ex-ministro da Educação.

O prémio tem como objectivo "estimular, incentivar e reconhecer" trabalhos jornalísticos de rádio, imprensa ou televisão que dêem visibilidade à investigação realizada nos espaços universitários e a sua aplicação nas empresas. "Queremos mostrar casos de sucesso da interface entre a ciência e a indústria. Penso que a investigação fundamental não ficará de fora desde que tenha uma aplicação ao tecido empresarial, embora esta apreciação caiba ao júri", esclareceu Couto dos Santos. O galardão será financiado integralmente pela Fundação Ilídio Pinho.

O matemático Nuno Crato - que trabalha sistematicamente na área da divulgação científica em jornais, livros e revistas - aplaude o facto de esta iniciativa partir de uma entidade privada. "Acho muito positivo, espero que outras façam o mesmo", disse ao PÚBLICO. Andréia Azevedo Soares"

quinta-feira, junho 29, 2006

LÁ FORA The Guardian

O The Guardian escreve sobre Erikson, mas também sobre Scolari. É bom ver os dois países retratados em artigos separados.

Sobre Erikson e os ingleses

"Listen, we are going to try to play as well as we can," he said. "I'm sure, too, that we are going to be better against Portugal on Saturday. You always try to play good football but what's absolutely the most important thing is to win the football game. They don't give you a premium here for playing beautiful football.

"Ghana have played wonderful football. Ivory Coast have played wonderful football. Holland and Spain, the same. If I had to pick one team, on Tuesday afternoon it would have been Spain. But where are they? Tell me, where are these four teams now? At home, that's where. And we are here. I'm not frustrated. I'm actually rather satisfied. OK, we can play better but, to win the World Cup, I'm prepared to do whatever. And if that means playing bad football then [clenching his fist], come on, who cares?"




Sobre Scolari e os portugueses

"That referred to reaction to Portugal's game against Holland which featured four red cards, including one for Deco and one for Costinha, and 16 cautions. Scolari, a renowned critic of the media and particularly of reporting that is hurtful to him or inaccurate, appears to be seizing a chance to use the furore to his advantage. An expert at forging team spirit, and aware such qualities will be required by his weakened team against England, he is tapping into the pride Portuguese players have for their country.

Melo extravagantly called newspaper portrayals of Portugal as "unbearable for us", adding: "This is unfair and preposterous. The Portugal team [had] spent the last four years without seeing a red card and our supporters are well known for their fair play, so if this is the respect that some of the English press is going to show for Portugal and the Portugal team, we are going to show the English press the same respect."

The upshot was English papers were restricted to three questions after a lengthy portion of the conference in Portuguese. That in itself is insignificant but it appeared indicative of Scolari using every avenue to try to get his players in the frame of mind to repeat their Euro 2004 quarter-final win over Sven-Goran Eriksson's side. He is known to exploit any detail to achieve victory, and was famous at club level in Brazil for gamesmanship such as ordering ballboys to delay returning the ball."

LÁ FORA The Guardian


Scolari stokes siege mentality as press angers Portugal

Jon Brodkin in Marienfeld
Thursday June 29, 2006
The Guardian


The lengths to which Luiz Felipe Scolari is willing to go to motivate his players for Saturday's quarter-final were highlighted yesterday when he began stoking up a siege mentality in his squad. In a move perceived by Scolari-watchers to have been prompted by the Brazilian his team's head of media, Afonso Melo, accused English newspapers of disrespecting Portugal and its squad.

Flanked by Pauleta and Nuno Valente, both of whom are set to start against England, Melo used the squad's media conference here to berate English newspapers for their treatment of Portugal. He took one paper to task for publishing what he described as fabricated Pauleta quotes criticising Paul Robinson, and said English papers had caused great offence by accusing the squad of being "violent and insubordinate".


LÁ FORA

O Liberation escolheu a gestão mista proposta por Edouard de Rothschild.

"Quinze jours après l'annonce du départ de Serge July sous la pression de son actionnaire principal, Libération a voté mercredi 28 juin "oui" à 60,5 % au "schéma de cogérance" partagée entre Edouard de Rothschild et la société civile des personnels de Libération (SCPL).
Le personnel s'est prononcé par 164 "oui" contre 101 "non".

No Le Monde

DELIBERAÇÃO DA ERC

As reacções à deliberação da ERC não poderiam ser melhores, como se pode ler na peça de hoje do DN.

"É um bom ponto de partida". O documento com que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) sustenta a renovação das licenças de televisão da SIC e TVI até 2022 foi recebido com agrado por personalidades da área dos media - algumas bem críticas nos primeiros tempos do regulador."

quarta-feira, junho 28, 2006

RENOVAÇÃO DAS LICENÇAS DA SIC E DA TVI

"O desaparecimento de programas especializados de entrevista e debate; de emissões destinadas a públicos infantis, assim como a presença reduzida de programas de natureza cultural e formativa" são alguns dos incumprimentos detectados na TVI e SIC pelo Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) aquando da renovação das licenças das mesmas estações de televisão por mais 15 anos. "Um cumprimento pouco satisfatório", mas insuficiente para o regulador não renovar as licenças da SIC e TVI até 2022."

Isto se lê no DN de hoje. A saída da deliberação da Entidade Reguladora para a Comunicação Social levou a que os principais jornais e alguns blogues tenham dado algum destaque ao assunto.

Escreve o Público: "A ERC frisa que, apesar de ter aprovado a renovação das licenças os operadores privados no passado dia 20, 15 anos depois da primeira emissão dos alvarás, não quis deixar de fazer esta exposição do "estado da arte" da televisão privada: "O conselho regulador chegou à conclusão de que, relativamente a algumas obrigações assumidas pelos operadores televisivos - quer por decorrência directa da lei, quer porque a isso se comprometeram na apresentação das respectivas candidaturas -, se verificava um cumprimento pouco satisfatório", considera a ERC."

Poderia a ERC ter ido mais longe?

terça-feira, junho 27, 2006

LIVROS EM DESASSOSSEGO

é uma iniciativa da Casa Fernando Pessoa. Segundo o DN, no dia 29, 5a feira, às 21h 30m haverá um debate sobre "Blogues e livros: cúmplices ou rivais?". Na mesa estrão Eduardo Prado Coelho, Pedro Mexia, Fernanda Câncio, Maria Antónia Oliveira, Carlos Vaz Marques e Vasco Santos.

ARTE desprograma um documentário sobre futebol

Segundo o Le Monde, o Arte não passou o Tema "Cartão amarelo para a FIFA" que estaria programado para 4a feira, dia 28. A razão oficial é que um dos dois documentários não estaria pronto.

"Le monde du ballon ne tourne pas très rond. C'est ce qu'ambitionnaient de montrer deux documentaires sur de supposées magouilles de la Fédération internationale du football (FIFA), qui devaient être programmés, mercredi 28 juin, lors d'une soirée "Thema" d'Arte intitulée "Carton jaune pour la FIFA". Les téléspectateurs français et allemands d'Arte ne la verront pas : l'émission a été déprogrammée par la chaîne.

Raison officielle : le second film, Quand la FIFA dicte sa loi à l'Allemagne, réalisé par Martina Bosse, n'est pas terminé. Ce documentaire montre comment la fédération "a imposé son marketing, fait rebaptiser des stades, installé des tribunes spéciales pour le président de la FIFA, demandé divers privilèges pour ses sponsors et joué un rôle douteux dans l'attribution des billets", selon le résumé communiqué par Arte.

En fait, c'est le premier film, For the Good of the Game ?, qui a posé problème. Le service juridique de la chaîne allemande ZDF, qui fournissait les programmes ce soir-là, souhaitait valider les informations contenues dans ce film de la BBC, adaptation du livre Carton rouge pour la FIFA, du journaliste britannique Andrew Jennings (paru en France le 4 mai aux Presses de la cité).

La FIFA avait saisi le tribunal cantonal de Zurich, où est installé son siège, pour que l'ouvrage soit interdit de publication et de distribution en Suisse."

"BBC lança blog escrito pelos seus editores"

O Público assinala que "Já está on-line e disponível para todos em http://www.bbc.co.uk/blogs/theeditors, o blog dos editores da BBC. As questões, dilemas, altos e baixos que enfrentam ao fazer o seu trabalho vão servir de tema para um blog que espera cobrir todas as áreas, do canal de televisão à rádio, passando pelo site. Um dos objectivos do novo blog, anunciado na mensagem de boas-vindas escrita pela directora Helen Boaden, é "manter um diálogo directo" com a audiência através de um sistema de comentários ou por troca directa de e-mails. Esta abertura não carece de controlo, os comentários só serão publicados depois de lidos e aprovados pelo editor, ficando de fora todos aqueles que forem considerados abusivos e de manifesto mau gosto. A mesma qualidade daquela estação de notícias é exigida num blog onde a directora afirma todos estarem comprometidos a "ser imparciais, justos e precisos", mas também "abertos e responsáveis".

segunda-feira, junho 26, 2006

PROVEDORIAS NO DN

A arte de perguntar é o título da crónica de hoje, no DN.

"Deixemos as condenações sumárias. Usemos, como tantos leitores e jornalistas fazem, a complexa e estimulante arte de perguntar. E lembrando que apenas as notícias são terreno de actuação do provedor."

domingo, junho 25, 2006

LIVROS

Coloquei, há instantes, um comentário no A Origem das Espécies no post A Feira do Livro.

UMA ESCOLA SEM ESPECIALISTAS?

No Público continuam as reflexões de Guilherme Valente sobre o estado de degradação do nosso ensino. Só não percebo é porque os teóricos e especialistas de educação, continuamente visados nos artigos de Guilherme Valente e de outros arautos de uma escola sem pedagogos, não escrevem, não publicitam as suas posições, não defendem o que têm feito ao longos dos anos. E nem tudo terá sido tão mau como se quer pintar. Será que julgam que as cátedras das Universidades chegam para a legitimação social? Estão redondamente enganados...

QUALQUER UM é bom para começar a ler

é o título de um texto de Alexandra Lucas Coelho no Público de hoje. Sublinho porque não posso estar mais de acordo. E claro, trata-se de livros.

DIAS DE CÃO

Eduardo Cintra Torres, no Olho Vivo escreve sobre A TV do Futebol. além do protesto do PSD junto da RTP e da reacção da ERC. pelo tempo que vivemos destaco a parte relativa ao futebol na televisão.

"O livro A TV do Futebol, coordenado por Felisbela Lopes e Sara Pereira (Campo das Letras, 2006), e para o qual contribuí com um texto sobre o "O Telepatriotismo durante o Euro 2004", é uma colectânea invulgar de textos de pessoas que, por razões profissionais, dão atenção à televisão. Para ela escreveram, na perspectiva do Mundial de 2006, vários jornalistas da RTP, SIC, TVI e Sport TV e também alguns académicos e estudiosos. Na primeira parte, responsáveis dos quatro canais referidos apresentam o planeamento da cobertura do Mundial. A seguir, jornalistas reflectem sobre futebol e jornalismo desportivo. Nas partes finais inserem-se perspectivas académicas e Sara Pereira, da Universidade do Minho, e Eduardo Jorge Madureira, director pedagógico do PÚBLICO na Escola, escrevem sobre a possibilidade de se aproveitar um evento desta dimensão desportiva para descodificar com os mais novos os processos técnicos e ideológicos da comunicação mediática.
Destaco aqui o discurso de responsáveis do desporto dos canais generalistas a respeito do telepatriotismo e da emocionalidade dos jornalistas nas emissões do Mundial. O livro mostra haver mais do que um ponto de vista sobre o assunto entre os jornalistas desportivos.
Miguel Prates, chefe da redacção da Sport TV, limita-se a indicar as emissões do seu canal (18,6% em directo da Alemanha e 700 horas, ou 81,4%, em estúdio ou em diferido), sem adiantar justificações ideológicas para a programação. Isto porque se trata de um canal temático, no qual o futebol tem prioridade sobre o patriotismo.
E quanto aos generalistas? Luís Sobral, editor de desporto da TVI, fala em "exclusão" pela FIFA dos canais que não pagaram direitos, e lamenta não poder sequer mostrar "aquilo que se passa depois do jogo", que para ele é "quantas vezes tão ou mais relevante do que os 90 minutos".
Da SIC, António Cancela, editor de desporto, explica que as emissões-lençol se devem a razões financeiras: "Ao fim e ao cabo, só por si a hora e meia que dura uma partida não chega para valorizar um investimento oneroso". Daí que se "agreguem" a um jogo "acontecimentos marginais". Quanto ao tipo de emissão, diz que "todos devemos dar as mãos à Selecção".
Também João Pedro Mendonça, editor de desporto da RTP, considera que "dificilmente uma boa cobertura do Mundial será apenas uma sucessão de transmissões de jogos, golos e estatísticas". É preciso "dar a conhecer" a "cada português" "o orgulho", os "sentimentos", as "ansiedades, as alegrias e as tristezas". Também da RTP, o subdirector Carlos Daniel é o que mais justifica ideológica e eticamente o jornalismo telepatriótico nos generalistas. Para ele, "uma componente de emoção mais vincada" é algo que "se exige aos jornalista". Trocando a emoção própria do evento pela emoção do discurso jornalístico, Daniel recusa a "visão redutora" de que o jornalista "exagera na emoção que confere ao seu discurso". Justifica-se, portanto, que vista a camisola ou o cachecol. Outros jornalistas desportivos e narradores de jogos defendem no livro o mesmo ponto de vista, tentando, como Daniel, naturalizar a sua predisposição para fazerem emissões telepatrióticas e que ignoram regras básicas do jornalismo. Mas David Borges, apresentador de O Dia Seguinte (SICN), manifesta-se contrário aos "comunicadores de cachecol amarrado ao pulso, dirigindo circos emocionais" e ao "nacionalismo não-reflectido que ninguém aconselha a conter"."

sexta-feira, junho 23, 2006

PRÉMIOS STUART


Stuart
Originally uploaded by abrantes.
A cerimónia da entrega dos Prémios Stuart acabou já depois da meia noite. Os prémio Stuart, um livro de Jão Paulo Cotrim e um filme de ZEPE, preencheram a noite desta iniciativa da Casa de Imprensa patrocinada pelo El Corte Inglês.

Segundo o Público de hoje, "O ilustrador André Carrilho é o vencedor da terceira edição do Prémio Stuart de Desenho de Imprensa, galardão atribuído pelo El Corte Inglés em parceria com a Casa da Imprensa. O grande prémio foi atribuído a O Tradutor de Clássicos, obra de Carrilho publicada no jornal Diário de Notícias a 10 de Fevereiro deste ano. Na categoria de Cartoon/Caricatura, Cristina Sampaio foi a distinguida pelo seu trabalho Turquia e UE que figurou nas páginas da revista Actual, do semanário Expresso, a 22 de Abril. Holocausto de José Bandeira, autor da série diária Cravo e Ferradura no DN, ganhou na categoria de Tira Cómica, publicada pela primeira vez na edição de 15 de Fevereiro desse jornal. O Prémio Stuart é inspirado na obra de Stuart Carvalhais, falecido em 1961 e até então um dos mais importantes desenhadores da imprensa nacional. André Carrilho, o vencedor desta edição, trabalha desde 1992 como cartoonista, ilustrador e caricaturista em várias publicações. Os três vencedores desta edição foram os escolhidos a partir de um universo de 300 trabalhos assinados por cerca de 50 autores dos principais jornais portugueses."

Ana Sousa Dias falou sobre o livro de João Paulo Cotrim e referiu-se também a Stuart de Carvalhais, como é natural:



Eis um excerto do filme, apresentado ontem


O último a falar foi António Barreto

quinta-feira, junho 22, 2006

BLOGOSFERA

No SÓ TEXTOS estão os artigos de José Pacheco Pereira sobre a blogosfera, no Público.

PROVEDORIAS Lá fora

Ted Diadiun in The Cleveland Plain Dealer escreveu sua crónica sobre reacções de leitores à publicação, em primeira página, da imagem referente à morte de Abu Musab al-Zarqawi.

"Readers registered their disgust with a front-page photograph of a dead terrorist. The image of Abu Musab al-Zarqawi ran six columns, showing a soldier at a news conference walking away with a framed photo of al-Zarqawi with a machine gun, having replaced it with a framed photo of the terrorist leader's bloated face, lying in a pool of blood.

Almost every large U.S. newspaper placed the story on its front page yet many of us are not accustomed to seeing death stare back at us in such a brutal way from our morning newspaper."

INTERNET MUDA A TELEVISÃO

Hoje no DN
Nuno Galopim escreve sobre o fim anunciado de um programa da BBC, o que estará relacionado com os novos hábitos de contacto dos consumidores com a música na internet."Beatles, Rolling Stones, Duran Duran, Depeche Mode, Nirvana, Oasis, Faith No More, David Bowie... Todos eles passaram pelo Top Of The Pops, o programa no qual, semanalmente, a BBC apresenta, desde a noite de Natal de 1964, o top de vendas de singles no Reino Unido. Um programa com dias contados, anunciado que foi, esta semana, que o último programa será emitido a 30 de Julho."

quarta-feira, junho 21, 2006

ARTIGO DO DIA

O texto de hoje, no Público, Clube Portugal da autoria de Manuel Alegre. Infelizmente o texto não está disponível na internet. Por isso recorro a uma breve citação. Parce que cada vez há mais atenção a este aspecto que Manuel Alegre sublinha:

"No futebol como no resto, não se pode levar um país à vitória quando parte das élites professam o derrotismo e se comprazem no masoquismo e no nuhilismo nacional."

FALAR DE BLOGUES com José Pacheco Pereira

Só agora posso disponibilizar o Falar de Blogues com José Pacheco Pereira, que teve lugar em 7 de Dezembro de 2005. Outra vez graças ao Pedro Custódio. Não está famoso o som, mas ouve-se...

EDUCAÇÃO À IMAGEM

"Le ciné-club du Ponant constitue l'une des nombreuses initiatives de la Délégation aux actions culturelles d'Arte qui envisage d'en lancer un autre dans le quartier de la Goutte-d'Or, dans le dix-huitième arrondissement de Paris."

Veja, no Le Monde, como uma estação de televisão também o é fora da televisão.

"Virgine wagon a fait le déplacement dans un avion de quelques places reliant Nantes à l'île d'Yeu. Réalisatrice du téléfilm L'Enfant d'une autre avec Catherine Jacob qu'Arte a diffusé vendredi 16 juin, elle a présenté en avant-première sa fiction aux habitants de l'île le 9 juin et le lendemain aux résidents de Groix. Deux séances tenues dans le cadre du Ciné-club des îles du Ponant, myriade d'îles à l'ouest de la France.


"Je suis toujours en demande de rencontres avec le public, raconte Virginie Wagon. En plus, dans une salle de cinéma, les gens sont plus captifs de l'écran, tout en ayant fait une démarche volontaire. A l'île d'Yeu, les spectateurs étaient curieux de tous les aspects de la fabrication du film, le découpage, le casting, la décoration, etc. Tandis qu'à Groix, ils ont raconté des histoires personnelles".

Ce ciné-club a été fondé en 2002 grâce au soutien de la chaîne Arte et à l'instigation d'Ali Saad, qui a travaillé quinze ans sur l'émission de Canal+ "Nulle part ailleurs", et qui reste le chef opérateur des "Guignols de l'info" (Canal +) et du magazine "Pièces à conviction" (France 3). Déjà repreneur de la librairie L'Ecume des jours sur l'île de Groix, où il dirige le Mois du film documentaire en novembre, Ali Saad souhaite combattre ce qu'il estime être le formatage de la création par la télévision et tisser du lien social.

Le Ciné-club des îles du Ponant organise, chaque année, la projection de quatre fictions, longs métrages de cinéma et téléfilms coproduits par la chaîne franco-allemande. Les projections rassemblent en moyenne 80 personnes dans des petites salles de cinéma. Arte finance la copie des films en 35 mn et règle les frais de voyage et d'hébergement des intervenants (réalisateurs ou acteurs). Les recettes de ces tournées sont reversées à trois associations insulaires (Yeu, Groix et Belle-Ile) baptisées "Ils tournent" et créées par Ali Saad pour initier les adolescents aux métiers de l'audiovisuel."

O PARAÍSO SUECO

"«On ne vit pas encore dans un paradis suédois, mais on a fait un pas en avant.» Alain Chastagnol, vice-président de Presse-Liberté, est plutôt content. Le garde des Sceaux, Pascal Clément, a profité d'un colloque de son association, hier, pour annoncer le renforcement de la protection des sources des journalistes. Il se trouve que, de ce point de vue, la Suède fait figure d'exemple, puisque ce pays a érigé en délit le fait pour un journaliste de révéler ses sources. "

No Libération, hoje.

JORNAIS INOVAM

"A novidade
Guardian lança G24, jornal on-line actualizado de 15 em 15 minutos

O jornal britânico The Guardian vai lançar durante este Verão um novo serviço on-line que permite aos leitores descarregarem para o computador e imprimirem uma versão semelhante à do jornal em papel que será actualizada de 15 em 15 minutos. Trata-se de uma iniciativa em tudo semelhante à do diário espanhol El País, que lançou no início de Maio o 24 Horas. O G24 vai ser gratuito e está dividido em cinco grandes áreas temáticas: nacional, internacional, economia, desporto e media. O utilizador que for ao site do Guardian (www.guardian.co.uk) poderá fazer download de um documento pdf que terá entre 8 a 12 páginas A4."

no Público, hoje

terça-feira, junho 20, 2006

NOVA REVISTA

capa

A Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa e a editora Quimera vão lançar o número 1 da revista Comunicação e Cultura. Este lançamento terá lugar na segunda-feira, dia 26 de Junho, pelas 18h30, na sala de Expansão Missionária (edifício da Biblioteca João Paulo II).

A apresentação será feita pelo Prof. Doutor Moisés de Lemos Martins e pelo Mestre Rui Marques.

Presidirá à sessão o Reitor da Universidade Católica Portuguesa, Prof. Doutor Manuel Braga da Cruz.




PROVEDORIAS Lá fora

Neste caso a queixa do leitor foi feita em sentido contrário ao habitual. O leitor considerou que a característica raça era importante para a notícia.

Was description too racially sensitive?

"A recent "Most Wanted" posting in The Kansas City Star did not include details about the race of suspects. One reader noted that race and gender are the two most obvious traits used for visual identification and wondered if the newspaper was afraid of offending someone if race was included in the description.

The paper's stylebook says the color of a person's skin is useful and appropriate, but only when combined with other details that distinguish the suspect from the general population. Details such as the suspects' tatoos and aliases were included, so why was race left out of this particular "Most Wanted" posting? Blame technology.

The reader saw the item on the newspaper's Web site, KansasCity.com. Photographs of the two suspects accompanied the item in print but not on the Web site. A technical glitch in the automated process that translates stories from the paper into electronic form gave the impression of oversensitivity about race."

Pode ver o caso no site da ONO.

OS JORNAIS SÃO NOTÍCIAS

Nas edições on line só encontrei no Correio da Manhã.

"Desmaios, quadros partidos, adultos a ameaçarem-se fisicamente. Este foi o saldo da passagem de Luciana Abreu, a ‘Flor’ de ‘Floribella’ da SIC, pela FNAC do Centro Comercial Colombo em Lisboa. A sessão de autógrafos do lançamento do CD da novela esteve interrompida por 35 minutos e a loja foi mesmo encerrada."

Na edição em papel do DN a notícia também consta.

segunda-feira, junho 19, 2006

PROVEDORIAS NO DN

Uma crítica mais distanciada é o título da crónica de hoje, no DN.

Há que contar que a percepção dos leitores é um elemento essencial de vida dos jornais e tem um efeito directo nas tiragens.

O JORNALISMO NA ERA DA INTERNET

"Jornal emite na Net reuniões editoriais diárias
Imagine o que seria estar "presente" no momento em que as decisões editoriais do seu jornal preferido são tomadas. Como é que se escolhe a história da primeira página? Quais são, de manhã, as histórias que no dia a seguir vai ler? O jornal norte-americano The Spokesman Review emite, a partir desta semana, pela internet, a gravação vídeo das reuniões editoriais da manhã e da tarde, para que os leitores possam acompanhar as decisões e a rotina do jornal. Este título já tinha feito uma primeira tentativa de divulgar os conteúdos das suas reuniões de editores num blogue, experiência que se provou um sucesso. Mas lança um recado à concorrência: histórias exclusivas não serão debatidas na reunião para evitar fugas de informação. "

In Público, de 19-06-06

sexta-feira, junho 16, 2006

A TELEVISÃO SOCIALIZA

No DN dá-se atenção a uma investigação que não diaboliza a televisão.

"Já foi considerada uma das epidemias do século XXI, geradora de solidão e de vazio emocional. Mas a verdade é que a televisão, elemento integrante do dia-a-dia da maioria dos indivíduos, está na base de novos padrões de relacionamento familiar. E "contribui significativamente mais para o aumento de interacções positivas do que para o surgimento de tensões familiares", re- vela a tese realizada por Daniela Carvalho Gonçalves sobre A Televisão e as Interacções Familiares: Um Estudo Empírico na Cidade de Lisboa."

ESCRUTINAR OS MEDIA

Segundo o Público, "O programa de Fátima Campos Ferreira Prós e Contras que juntou Manuel Maria Carrilho, Emídio Rangel, José Pacheco Pereira e Ricardo Costa, em torno do "estado da arte do jornalismo em Portugal", foi considerado o melhor programa de Maio da RTP, segundo a Associação de Telespectadores (ATV).
"Há muito tempo que não víamos na televisão portuguesa um debate desta categoria. Um debate onde todos os intervenientes estavam ali para dizerem abertamente o que realmente pensavam. Nós teríamos também juntado mais duas personalidades do meio universitário, estudiosos dos media, que pudessem acrescentar ao debate uma visão mais abrangente e menos apaixonada", diz a análise mensal da ATV, que elegeu como o pior da RTP a mudança de dia da série Quando os Lobos Uivam, adaptada por Francisco Moita Flores a partir do romance homónimo de Aquilino Ribeiro. Primeiro emitida em horário nobre à sexta-feira, a RTP acabou por decidir passar os últimos quatro episódios seguidos, de terça a sexta-feira."

Os cidadãos têm uma palavra a dizer sobre os media que os servem.

BLOGUES, apoteose do presente

é o título do artigo de José Pacheco Pereira, publicado no Público de 5a feira, dia 15 de Junho.

"Os blogues continuam a ser criados a uma velocidade de cruzeiro numa verdadeira revolução mundial de novas formas de "fala" dos indivíduos e dos grupos, o que é um dos reveladores da profunda interligação entre "estados" sociais preexistentes e tecnologias que os exprimem e potenciam. O último balanço do "estado da blogosfera" refere a existência de cerca de 35 milhões de blogues seguidos pela Technorati, uma empresa de referência no estudo dos blogues, duplicando o seu número cada seis meses. Nos últimos três anos, o tamanho da blogosfera cresceu 60 vezes, e o número de blogues criados por dia aproxima-se de 75 mil, o que significa que desde que o leitor começou a ler este artigo quase vinte novos blogues (um por segundo) foram criados em todo o mundo."

quinta-feira, junho 15, 2006

PROVEDORIAS

Este texto de Mark Jurkowitz of the Boston Phoenix caracteriza e descreve o trabalho dos provedores americanos. É estimulante verificar que o papel dos ombudsmen tem tido cada vez maior reconhecimento nos EUA. Julgo que em Portugal há também muitos que consideram a sua existência como um factor de credibilização do jornalismo e dos media.

“Once toiling in thankless obscurity, the news ombudsman is beginning to play a bigger role in American journalism.”

OS JOVENS E A INTERNET

Participei em Bruxelas na Mediappro. Aí foram apresentados os resultados de uma investigação feita em vários países europeus, na sequência de uma outra, que havia coordenado em Portugal. Um dos dados que confirma a anterior é o de a escola não ter apropriado a internet : os jovens utilzam de prefência a internet em casa (salvo no Reino Unido, país em que a escola se ocupa desta tecnologia). A grande diferença, para mim resulta nos blogues: 18% dos jovens inquiridos dizem ter criado um blogue. Na Bélgica essa percentagem eleva-se a 38% dos jovens inquiridos.

No final, Sonia Livingstone fez uma síntese interpretativa das conclusões da investigação. Foi a primeira vez que a ouvi e o mínimo que posso dizer é que fiquei fã. Uma investigadora que é precsio trazer a Portugal é a minha conclusão. Sonia Livinstone já cá esteve numa iniciativa da agencia europeia de investigação. Nessa alutura organizei com o CIMJ um Falar De telvisão em que participaram a maior parte dos investigadores presentes.

A síntese de Sonia Livingstone incidiu sobre as oportunidades e riscos que os resultados da investigação abrem. Eis um excerto:

terça-feira, junho 13, 2006

PROVEDORIAS NO DN

Eis a cronica de ontem, que, por estar fora não pude colocar atempadamente.

Escrever notícia e opinião
José Carlos Abrantes

Dominar formas de escrita diferenciadas é uma vantagem. Lembro o caso do The Economist: nem os textos, nem os editoriais são assinados, deixando uma incógnita sobre a sua autoria.

Recebi o seguinte e-mail de um leitor (1) : “Escrevo esta mensagem para contestar o tratamento noticioso dado pelo DN à acção de propaganda promovida na passada terça-feira, dia 30 de Maio, pela vereadora do CDS/PP na CML, Maria José Nogueira Pinto, a propósito das anunciadas "linhas mestras de intervenção" para recuperação da zona Baixa-Chiado, propostas pelo respectivo Comissariado.
Noticiadas no dia seguinte 31 de Maio, as referidas "linhas-mestras" foram anunciadas não numa vulgar conferência de imprensa, como seria usual, mas numa sessão para a qual a referida vereadora, inteligentemente, convidou os directores dos principais jornais nacionais (fazendo-os sentir como se tivessem tido acesso a informação privilegiada).
(,,,) Há que conceder, que os objectivos da vereadora foram atingidos: Correio da Manhã e Diário de Notícias, publicaram notícias escritas pelos próprios directores; Público, deu abertura da secção local.(,,,) Mas, se todos divulgaram, o DN foi mais longe com notícia assinada pelo director - "Um projecto para 'bombar' o coração da Baixa-Chiado" (um título que o próprio Comissariado não desdenharia certamente), antecedido de editorial "Mais Cidade", também do director António José Teixeira.
Neste editorial constam passagens (pérolas) como "seis cidadãos têm dedicado GENEROSAMENTE ..." parte do seu tempo a "reinventar o coração de Lisboa". Se estes cidadãos ("iluminados" ou "seis magníficos", a expressão é minha, mas caberia no espírito do texto) o fazem por GENEROSIDADE, não o sei, mas as verbas orçamentadas para os custos do Comissariado (...) não devem certamente sair do respectivo bolso.
Eu próprio sou jornalista (..) Não tenho qualquer pretensão de ensinar ética ou deontologia ao director do DN, António José Teixeira, jornalista que me tenho habituado a respeitar ao longo dos anos, ao ponto de se ter tornado uma referência actual.
Gostaria assim de ver melhor esclarecida a questão da opinião e informação numa mesma edição de jornal Certo é que o por mim mencionado respeito (e credibilidade) sofreu um forte abalo.”

António José Teixeira enviou o esclarecimento seguinte: “Sou jornalista antes de ser director do DN. Podia ser outra, mas é esta a minha qualificação profissional. Por isso mesmo, o director pode, e deve, comportar-se como jornalista em qualquer situação. Tendo tido oportunidade de conhecer o trabalho do comissariado para a revitalização da Baixa pombalina de Lisboa era meu dever dá-lo a conhecer aos leitores sob a forma de notícia. Foi isso que fiz de forma substantiva e, obviamente, em articulação com a editoria respectiva.
É regra do DN, e dos jornais em geral, separar a notícia da opinião. Daí que a descrição dos planos do comissariado não deva confundir-se com a opinião editorial do jornal, seja de um qualquer redactor, editor ou director. Foi isso que aconteceu. O editorial reflecte uma opinião, obviamente discutível como qualquer outra. “Confusão” ou “mistura” seria incorporar adjectivos na confecção da notícia. De um lado ficou a notícia, do outro o editorial. E não se diga que por ambas as peças terem a mesma assinatura passam por isso mesmo a ficar sob suspeita. Ao contrário, importa separar as águas. Não há qualquer problema com a diferença de opiniões sobre o (de)mérito da iniciativa. A do leitor é, obviamente, tão respeitável como a minha. Quanto à notícia, julgo que honrou o que se exige ao jornalismo.
De um modo geral, julgo que as peças noticiosas devem ser escritas por quem testemunhou os acontecimentos ou por quem está mais bem preparado para o efeito. Será que as informações recolhidas e aferidas por um qualquer jornalista resultam melhor se forem escritas por outro jornalista? Não haverá uma resposta única e definitiva. Mas concluir que quem não testemunhou, recolheu e aferiu a informação está menos bem colocado para a escrever é, no mínimo, surpreendente. É claro que muitas vezes se partilham informações, que dão origem a notícias nem sempre assinadas por quem as obteve ou que são assinadas em co-autoria. "

A interrogação do leitor incide sobre a possibilidade de uma mesma pessoa escrever um editorial e uma notícia sobre um assunto . Estes géneros são muito diferentes na escrita jornalística. Mas haverá contradição? Não vejo que um tipo de escrita contamine a outra, necessariamente. Um profissional de jornalismo faz-se escrevendo opinião, escrevendo notícias, fazendo entrevistas ou reportagens. Dominar formas de escrita diferenciadas é uma vantagem. Lembro o caso do The Economist: nem os textos, nem os editoriais são assinados, deixando uma incógnita sobre a sua autoria.

As peças devem estar distintamente posicionadas no grafismo do jornal, como é o caso: o editorial está no seu local habitual, a peça informativa abre a secção Cidades. Apreciei as dados contidos na peça noticiosa. Nela se assinalam, com indicações concretas, os projectos do comissariado para melhorar a cidade. Refere-se por exemplo a intenção de criar um Museu da Língua portuguesa . A notícia informa sobre o que irá ocorrer e que mudaria a vida dos lisboetas. Espera-se que as intenções sejam levadas a bom porto, pois, como é conhecido, nem sempre sabemos concretizar o que anunciamos.

O leitor revela ainda alguma estranheza pelo facto de este acontecimento ter sido coberto por vários directores da imprensa. Aconteceu recentemente um caso semelhante, com a apresentação dos Roteiros da Presidência da República, o que foi assinalado nalguns blogues. Cada caso é único, mas as fontes de informação e os próprios directores, terão que ponderar a oportunidade deste noticiar colectivo, a roçar o papel das agências noticiosas. Importa sublinhar que a diferença de estilos dos diferentes intervenientes não deixa dúvidas sobre a originalidade dos textos, o que é um ganho para os leitores E julgo que ambos, fontes e directores, ponderarão este equilíbrio.

Seria fácil também manifestar a minha discordância sobre a “generosidade” das pessoas no quadro do trabalho profissional e remunerado, o que o leitor sublinha. No entanto, o provedor não trata das opiniões, e logo do editorial, mas apenas das notícias publicadas. Parece que esta foi informativa. O editorial adopta, como é da sua natureza, um tom diferente.

(1) Pode ler o texto integral do e-mail em http://sotextosmesmo.blogspot.com/. O leitor identificou-se mas pediu para guardar o anonimato.

Escreva
Escreva sobre a informação do DN para provedor2006@dn.pt: “A principal missão do provedor dos leitores consiste em atender as reclamações, dúvidas e sugestões dos leitores e em proceder à análise regular do jornal, formulando críticas e recomendações. O provedor exercerá, simultaneamente, de uma forma genérica, a crítica do funcionamento e do discurso dos media.”
Do Estatuto do Provedor dos Leitores do DN

Para outros assuntos : dnot@dn.pt

sábado, junho 10, 2006

ARTIGO DO DIA

Destaco hoje o artigo, também indisponível na net, de Miguel Sousa Tavares, no Expresso. Mostra bem como, em Portugal, se nasce uma coisa, se cresce outra. Neste caso como a barragem do Alqueva passou a grande empreendimento turístico. Destaco uma frase: "Isto significa, em termos práticos, que através da mediação do Estado, o dinheiro de muitos vai ser transferido para os bolsos de muito poucos."

FAZ HOJE UM ANO

que Carcavelos se tornou o centro das atenções dos portugueses e, quase simultaneamente, do mundo. Na 5a feira, o ACIME entregou os Prémios Jornalismo pela Tolerância. O ACIME preparou este pequeno livrinho que inclui a decisão da Alta Autoridade para a Comunicação Social sobre o assunto.

capa

""Imagens de violência extrema." É assim que um dos pivots de uma das TV nacionais anuncia e enquadra as fotos que no dia 10 de Junho de 2005 fizeram a "prova" do arrastão." Este é o início de um dos textos que o DN de hoje dedica ao que aconteceu há um ano, em Carcavelos. Fica-se na dúvida: como teriam sido descritas as centenas de mortes em S. Paulo no mês de Maio se se tivessem passado em Portugal?

MEDIAPPRO, Bruxelas, dia 12

Mediappro. em inglês.
Mediappro European Conference
«50 millions young Europeans on line. What do they do ? What do we do ? What to do ? »
June 12, 2006 Brussels, Belgium

Mediappro. em francês.
Conférence Européenne Mediappro
«50 millions de jeunes européens en ligne. Que font-ils ? Que faisons-nous ? Que faire ? »

12 juin 2006 Bruxelles, Belgique

sexta-feira, junho 09, 2006

JORNALISMO PELA TOLERÂNCIA

"O jornalista João Paulo Baltazar, da rádio TSF, foi o vencedor do Grande Prémio «Jornalismo pela Tolerância», atribuído pelo Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME), foi hoje anunciado.
João Paulo Baltazar foi distinguido pela reportagem «Este é o meu bairro».

O júri (de que fiz parte) atribuiu ainda o Prémio Imprensa ao jornalista Ricardo Dias Felner, do jornal Público, pelo trabalho «Os imigrantes pagam» e o Prémio Rádio a Cristina Santos, também da TSF, por «O mundo na minha escola»."

Devo dizer que tenho uma satisfação muito particular no reconhecimento do trabalho do Ricardo Dias Felner que foi meu aluno na Universidade de Coimbra. Por ter sido aluno e por, sendo jovem, mostrar que afinal, os jovens também sabem escrever bem e fazer jornalismo de qualidade. O mesmo argumento é válido para os outros premiados dos quais o mais velho deve ser João Paulo Baltasar, nascido em 1967.

Notícia do Diário Digital.

Julgo que a melhoria do jornalismo pode ser mais conseguida com estímulos do que com condenações. Julgo que, neste momento, é preciso alguém ou alguma instituição que fizesse para o jornalismo o que Scolari fez no futebol. Ou seja, unir vontades e criar um clima de cooperação e de maior dinamismo. No jornalismo, na televisão, no cinema, o diagnóstico é semelhante. Com era antes no futebol.

ARTIGO DO DIA

Selecção e liturgia, de Manuel Alegre, hoje, no Público. Infelizmente não encontro rasto dele, na net.

CICATRIZES DE MULHER

Vai ser lançado, na Feira do Livro, «Cicatrizes de Mulher», que reúne os textos, várias vezes premiados, de Sofia Branco sobre a mutilação genital feminina. O livro inclui material já publicado no Público e também algum material inédito e foi ilustrado por Rodrigo de Matos. Inclui ainda um poema inédito de Maria Teresa Horta e o prefácio é de Ana Vicente. O livro saiu hoje com o Público. O lançamento ocorre também hoje, no auditório da Feira do Livro de Lisboa, às 19h45.

ESTATUTO DO JORNALISTA

Coloquei no Só Textos a proposta de Lei do Estatuto do Jornalista entregue na Assembleia da República.

quarta-feira, junho 07, 2006

ARTIGO DO DIA

Sempre que puder vou indicar um artigo do dia, um que me chamou a atenção. Este é o primeiro

FUMO SEM FOGO Um dia destes acordei a odiar Maria de Lurdes Rodrigues, a ministra da Educação. As manchetes dos jornais diziam que os pais dos alunos iam avaliar os professores, e atrás destes títulos vieram os professores aos gritos dizer que isso era o fim do mundo, e atrás dos professores vinham os intelectuais do costume a bradar que os pais são uma cambada de analfabetos que mal sa-bem avaliar os filhos, quanto mais os professores dos filhos. E a bola de fumo cresceu, cresceu, cresceu, e eu deixei de ver o fogo que lhe dera origem. Mas pensei: realmente, não cabe na cabeça de ninguém, em seu perfeito juízo, ter os encarregados de educação a classificar professores que mal conhecem ou cujo trabalho pura e simplesmente ignoram...


O problema é que havia um pequeno fogo de onde saía todo este fumo. E foi preciso ler a entrevista da ministra no Público para perceber que, uma vez mais (e presumo que sem recurso a empresas de comunicação...), o peso corporativo dos professores caiu ao colo de muitos jornalistas e o que saiu nos jornais foi apenas a cortina de fumo para pôr o País aos gritos.

Lendo o projecto do Governo, o que se percebe é um esforço meritório para aproximar os pais das escolas, deixar as escolas abrirem-se aos encarregados de educação e permitir que, em casos devidamente previstos (por exemplo, quando os pais participarem activamente nas reuniões das escolas), aqueles que estiverem em melhores condições possam efectivamente fazer uma avaliação sobre os professores. Mas essa avaliação não é única nem taxativa - ela será ponderada num conjunto vasto de outros critérios e pontuações, de que resultará enfim uma avaliação do professor. Não são portanto os pais que vão decidir quem são os bons e os maus professores - os bons pais apenas vão contribuir, à sua pequena escala, para uma avaliação global.

Tão diferente, não é? Tão defensável, cer-to? Por que raio andam sempre a atirar-nos areia para os olhos? Quem é que tem gosto em enganar o incauto leitor de jornais?

Um dia destes acordei a odiar a ministra. Mas depois de a ouvir, adormeci a gostar sinceramente do seu trabalho. Lamentavel-mente, ao mesmo tempo, adormeci a gostar menos de muitos dos meus colegas jornalistas..."

Pedro Rolo Duarte, hoje, no DN

terça-feira, junho 06, 2006

ECRÃS EM MUDANÇA Hoje, 18h 30m, no Foyer, Feira do Livro

Dos jovens na Internet ao provedor de televisão

Lá o (a) espero...

Capa"O livro “Ecrãs em mudança” reúne contribuições sobre as relações da televisão e da internet com os seus públicos, sobretudo os jovens. Dá também relevo ao provedor de televisão recentemente instituído pela RTP. A interacção entre os públicos e tais tecnologias faz-se, sobretudo, a partir dos ecrãs, face aos quais nos entregamos, quotidianamente, mais ou menos tempo, na nossa actividade profissional e de lazer. Tais ecrãs estão em mudança pois, quer uns quer outros, sofrem transformações constantes nos conteúdos, nos dispositivos, nos públicos, nas tecnologias que os fazem estar presentes nas sociedades modernas." da introdução do livro Ecrãs em Mudança.

O livro será apresentado por
José Manuel Paquete de Oliveira, provedor da RTP
Tânia Morais Soares, investigadora do ISCTE
Maria Emília Brederode Santos, directora da revista Noesis

às 18h 30m, no dia 6 de Junho, 3ª feira, na Feira do Livro.
O livro sairá na colecção do CIMJ, numa edição de Livros Horizonte. A edição foi subsidiada pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Abrantes, J.C. (Org.), Ecrãs em Mudança, Lisboa, Livros Horizonte/CIMJ, 2006.

segunda-feira, junho 05, 2006

IMAGENS SOBRE A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

O início da artigo de Eduardo Cintra Torres, no Público de ontem:

"Com pompa, circunstância e a verborreia habitual de "serviço público" lá arrancou na RTP1 o programa Em Reportagem que sempre deveria ter existido. As primeiras reportagens foram vulgares, iguais ou piores a muitas que a SIC e também a TVI têm vindo a apresentar há anos, canais onde se inscrevem no trabalho normal de estações de TV, mas sem o blá-blá-blá do "serviço público".
Na TVI, e em especial na SIC, têm passado reportagens interessantes que aprofundam temas que os noticiários abordam pela rama. Mas a reportagem de Mafalda Gameiro, Quando a Violência Vai à Escola... (RTP1, 30.05) teve um impacto social grande, pelo que merece destaque. Como referiu Eduardo Prado Coelho, há muito se sabia da indisciplina e violência em escolas - mas coisa diferente é vê-la, filmada com câmaras ocultas em salas. O que mais impressionou nas longas sequências foi o ar de normalidade daquilo para os frequentadores das salas (não falemos, nestes casos, em "alunos", "professores" ou em "aulas").
As imagens de câmara oculta valorizaram, e de que maneira, os depoimentos de professores anónimos, que não quiseram dar a cara, como se fossem criminosos ou vivessem num mundo de terror. Sem o testemunho das salas de aula, aqueles depoimentos seriam mais uns, como os que passam por vezes nos noticiários.
A reportagem não esteve isenta de erros. Foi longa demais para o material que apresentou, não contextualizou a escola mostrada, evitando a investigação em escolas onde a violência não ocorre mas a indisciplina se tornou a norma."

A TV DO FUTEBOL


Capa
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Este livro é coordenado por Felisbela Lopes e Sara Pereira e não poderia ser mais oportuno.

No Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, presidido pelo Prof. Moisés Martins, e no Mediascópio, um projecto coordenado também na UM pelo Prof. Manuel Pinto, visando o acompanhamento da actividade dos media em Portugal, temos procurado estar atentos a fenómenos que colocam em jogo os media e a sociedade. Por isso lançámos recentemente uma publicação colectiva intitulada Televisão e Cidadania: contributos para o debate sobre o serviço público (2005, 2ª Ed) que resultou de uma reflexão feita num contexto em que o próprio conceito de serviço público de televisão estava em discussão.

Esta obra que aqui apresentamos tem uma natureza diferente, colocando lado a lado profissionais e académicos, uma experiência muito positiva que, no nosso entendimento, merecerá outras réplicas. Porque o nosso ponto de partida é o Campeonato do Mundo de Futebol, Rui Cerqueira, jornalista da RTP, traça, ainda nesta parte introdutória, um genérico BI (do) Mundial, salientando a importância que a cobertura televisiva sempre teve/tem no (re)dimensionamento deste grande evento.


Mais informações em SÓ TEXTOS

PLANO NACIONAL DE LEITURA, a favor

A minha ingenuidade é ilimitada. Eu pensei que um Plano Nacional de Leitura era um projecto que suscitaria um aplauso unânime. Existe há muito nos outros países e corresponde no nosso caso a uma necessidade premente. Mas logo um conjunto de vozes se alevantou com as objecções que qualquer coisa, seja ela qual for, suscita neste país: que é inútil, que é para uns tantos ganharem uns dinheiros, que é uma intervenção na vida social que deve ser livre como um passarinho, que cada um deve ler o que lhe apetece, e assim por diante, na extensa imaginação que o disparate sempre tem. Que é um Plano Nacional de Leitura? É algo extremamente vivo e sensível à evolução da realidade, que tende a coordenar e dar uma linha de rumo ao que já existe em termos de iniciativas do Estado (que, por vezes, se sobrepõem) e a suscitar novas iniciativas nesse mesmo plano, e que tende a apoiar as muitas iniciativas que existem a nível privado.


Eduardo Prado Coelho, no Público,05/06/06

PROVEDORIAS Lá fora

Um caso muito interessante a publicação desta fotografia pelo jornal San Antonio Express-News. Interessante sobretudo pelas reacções dos leitores, em contraste com a publicação de uma foto anterior.

disturbingimages

Photo of injured horse stirs complaints

A graphic photograph of a crippled racehorse on the front page of the San Antonio Express-News evoked more than 200 complaints from readers. The photo showed the horse on her knees with her front legs broken and her nose in the dirt. The horse was euthanized shortly after the photo was taken.

Some readers felt the photo and accompanying story should not have appeared on the front page while others suggested its placement was designed to sell newspapers. Editors at the paper think otherwise. The story "showed that behind the glamour of racing there is this underbelly," said editor Audrey Lee, who decided to put the story and photo on the front page. "We knew it (the photo) was emotionally charged content. We knew it would evoke strong reaction. However, most of us felt that when you read the story, the photo illustrated perfectly the plight of some of these horses."

Interestingly, the newspaper recently ran a photo, albeit not on the front page, of a 1916 lynching in Waco, Texas. The newspaper's ombudsman received just two calls in response, neither of which objected to using the photo.

Bob Richter in The San Antonio Express News

PROVEDORIAS NO DN

A minha crónica de hoje, no DN, intitula-se O prazer das palavras .

sábado, junho 03, 2006

MEXER COM O JORNALISMO

Segundo o Público, "o deputado socialista Manuel Maria Carrilho vai propor, para debate público, que os jornalistas sejam obrigados, como os titulares de cargos públicos, a apresentar um registo de interesses."

sexta-feira, junho 02, 2006

AINDA OS PROVEDORES EM S. PAULO

Marcelo Beraba apresenta o tema Internacional e o conferencista Andrès Oppenheimer.

quinta-feira, junho 01, 2006

ECRÃS EM MUDANÇA

Pode ler aqui a introdução que escrevi para o livro Ecrãs em mudança.

BEM AMADOS

O texto de José Pacheco Pereira de hoje, Mal-amados, analisa uma parte do sentimento que existe sobre Portugal no estrangeiro. No entanto, nem tudo é como JPP analisa:

"Os brasileiros discutem seriamente se não teria sido melhor terem sido colonizados pelos holandeses e alguns maldizem o dia em que a Holanda perdeu o Brasil para o reino de Portugal. Reagem pavlovianamente a qualquer up-grade da nossa presença, seja nos dicionários e na ortografia, seja na literatura, seja nos negócios, seja na política. A maioria dos portugueses nem sequer sabe, nem ninguém lhes diz, que muitos "irmãos" brasileiros nutrem tais sentimentos familiares."

Sei que há esta corrente no Brasil. Como há outras. Aliás o Brasil é um dos países onde Portugal é muito considerado. Muitos brasileiros com quem falo, gostam de vir, gostam de Portugal e estimam o nosso país. Ainda recentemente, no Museu da Língua Portuguesa, que tive a sorte de vistar em S. Paulo, me emocionei vivamente, ao ver o reconhecimento que o português de cá tem nesse Museu da língua: Sofia de Mello Breyner e Camões, Pessoa, muito pessoa, algumas canções. Gostaria de ver o mesmo do lado de cá e daqui dar relevo a Machado de Assis e a Guimarães Rosa. No Museu se compreende que a língua é um cimento muito forte que dá uma dimensão muito positiva a Portugal em terras tropicais.

MAU JORNALISMO

é o título de um artigo de Luís Costa, no Público de hoje.

"A verdade é que o jornalismo português já viveu melhores dias, e não é por culpa exclusiva ou primordial das agências de comunicação. Estas surgem no contexto da crescente profissionalização das "fontes" (empresas, instituições e também agentes políticos e partidários), que perceberam as vantagens que tinham em criar um novo mediador entre elas próprias e o clássico e exclusivo intermediário da informação, que sempre fora o jornalista. Deste modo, a "fonte" reforçou o seu papel, criando uma espécie de couraça mediática, enquanto o jornalista ficou entregue às suas humanas e ancestrais limitações. Sim, porque não é de hoje, nem sequer de há poucos anos, que existem jornalistas madraços, outros que se acomodam à gestão de agenda imposta por terceiros, alguns que vendem a sua disponibilidade por um prato de lentilhas (sejam bons almoços ou, melhor ainda, principescas viagens ao estrangeiro com tudo pago e "excelentes" motivos de reportagem...) e muitos outros que acreditam que a essência do jornalismo é receber acriticamente e de braços convenientemente cruzados uma história apelativa, o exclusivo de uma entrevista, um relato de bastidores, o privilégio de um convívio fraterno e assíduo com a fonte, a "dica" que pode mudar o nosso pequeno mundo, a fotocópia que pode dar manchete, e assim sucessivamente... "