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sexta-feira, maio 26, 2006

DESTAQUES DO DIA

O DN de hoje revela algumas posições da ERC sobre o caso Manuel Maria Carrilho.

"O Conselho Regulador considera lamentável que, pelo seu carácter genérico e indiferenciado, algumas das acusações ponham em causa, voluntária ou involuntariamente, a dignidade e profissionalismo do conjunto dos jornalistas, na mesma linha de outras (des)qualificações genéricas, e por isso abusivas, a que, também recentemente, se tem assistido no espaço público, nomeadamente, a que se refere à dita 'classe' dos 'políticos'."

O debate público está a acontecer, ainda bem que Carrilho resolveu escrever. É certo que de um modo que desfocou alguns problemas : pessoalmente acho melhor levantar o “bom” jornalismo, torná-lo mais operante, presente e influente, do que carpir nas mágoas de um pais sem rumo, sem ideias, onde alguns só vêem corrupção, interesses próprios, má formação, má gestão, um descalabro. Não é pelos defeitos que se constroem sociedades democráticas com vitalidade. É preciso combatê-los, mas nunca esquecer os esforços que outros fazem, quotidianamente, para tornar este país melhor. As sociedades evoluem em tensão, não em harmonia.

Falar verdade é o título de um texto de Fátima Campos Ferreira, publicado também no DN. Esta destaca a importância da televisão num processo de mudança de mentalidades e atitudes. Vai ter que mudar muito, a televisão, ela própria para ter este papel decisivo e positivo. Decisivo já tem.

“É por isso tão importante que a televisão lance um olhar profundo e crítico sobre o País. E como? Em grelhas diversificadas e articuladas. Investindo no mais difícil e garantindo que a lógica empresarial e economicista não asfixie a qualidade. Estou convencida de que a recuperação nacional passa pela mudança de mentalidade e atitude. E que a televisão tem a palavra decisiva neste processo. "