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quarta-feira, maio 31, 2006

LIVRO DE JOSÉ MANUEL TENGARRINHA

O livro de José Manuel Tengarrinha, intitulado Imprensa e Opinião Pública em Portugal, será lançado no dia 7 de Junho, às 18h30, no restaurante do piso 7 do El Corte Inglés. A apresentação será feita por Mário Mesquita.
O livro é publicado na colecção Minerva Ciências da Comunicação.

NÃO ENTENDO, segundo Joaquim Fidalgo

"Não entendo o agastamento de Emídio Rangel quando lhe recordam a célebre frase segundo a qual uma televisão com 50 por cento de quota de audiência pode, se quiser (atenção: se quiser...), "vender" um Presidente da República tal como vende um sabonete. Eu acho que ele acredita mesmo nisso - e ele sabe do que fala... Mais: eu próprio também acho que isso é potencialmente verdade, e não só por causa das televisões. "....

(...) Não entendo também o agastamento de Manuel Maria Carrilho por ter sido visto e revisto nos ecrãs o seu sinceríssimo gesto de não apertar a mão a Carmona Rodrigues no fim do tal debate televisivo. Era isso mesmo que ele queria fazer, era isso mesmo que ele achava que devia fazer: não retribuir o cumprimento do adversário, por se sentir ofendido. Tudo bem, se achava que tinha razão. E, pelos vistos, ainda acha. Então, se acha, por que se queixa?

(..) Finalmente, não entendo o agastamento de muitos jornalistas quando se diz que as agências de comunicação "metem" notícias nos jornais. Então não é verdade?... Se uma agência a trabalhar para uma grande empresa telefona a um jornalista e lhe diz que tem uma novidade sobre um empreendimento que a empresa vai lançar, oferecendo-lhe a notícia em primeira mão e garantindo que terá o seu exclusivo, o jornalista diz que não quer?... Sabemos que não é assim. Ele habitualmente aceita, todo satisfeito com a cacha, publica-a e até faz um brilharete junto da concorrência.(...)

No Público de hoje.

terça-feira, maio 30, 2006

TELEVISÃO

REFLEXÕES SOBRE JORNALISMO Timor

"Estas e outras reticências que então formulei à cobertura que a imprensa, as rádios e as televisões nacionais estavam a fazer do processo timorense foram acolhidas com o maior dos cepticismos por muitos jornalistas, como, provavelmente, por muitas das pessoas que as leram. As raras vozes que, na altura, ousaram pedir um pouco mais de informação e menos emoção foram abafadas por um coro de gente entusiasmada com a nobreza da causa timorense e, sobretudo, com a ocasião que esta representava de voltar a sentir por cá uma unidade e um patriotismo como há muito não se via. Fazer as perguntas óbvias, querer saber o que havia por detrás de uma situação que, mesmo sendo verdadeira, não podia ser senão episódica, indagar, em suma, onde assentava toda aquela ebulição, tinha o inconveniente de perturbar a unanimidade nacional e de questionar, mais do que o profissionalismo dos repórteres, a ideia que prevalecia sobre o que fosse informação."


Do artigo de Diogo Pires Aurélio, Depois do Filme, publicado hoje, no DN.

O USO DAS PALAVRAS

"Ao condenar o uso da expressão "energúmeno", o Tribunal Criminal do Porto colocou de facto a expressão no Índex, gerando uma provável autocensura que se traduz num lamentável empobrecimento da liberdade de expressão. De agora em diante será difícil que um jornalista use a expressão numa crítica. Talvez o tribunal ache isso positivo, mas o que se poderá dizer então de uma figura pública (que manda a democracia que seja submetida a discussão e à crítica aberta dos cidadãos) que seja exaltado, arrebatado e que provoque conflitos por todo o lado (aquilo a que se chama, e o que os dicionários dizem ser, "um energúmeno")? Será que o tribunal considera que não se pode dizer de um político que ele é exaltado, arrebatado e conflituoso? E, se considera que se pode, porque condena então o uso do "energúmeno"?"

Do artigo de José Vitor Malheiros, Index, no Público, de hoje.

TRIBUNAL diz que bloggers têm os mesmos direitos que jornalistas

No Público, secção dos Media:

"Assim nos blogues como nos jornais. Um tribunal californiano, nos EUA, decidiu a passada sexta-feira que quem escreve num blogue detém os mesmos direitos que um jornalista normal, nomeadamente o direito de manter a confidencialidade das suas fontes. Tudo começou quando um grupo de bloggers se viu forçado a recorrer aos tribunais depois de terem sido forçados pela empresa Apple a revelar a identidade de uma pessoa que alegadamente lhes teria facilitado informações confidenciais acerca de um novo projecto da empresa chamado "Asteroid". Os juízes decidiram que "os bloggers não têm obrigação de revelar as suas fontes e podem refugiar-se nas mesmas leis que protegem os jornalistas tradicionais", conforme se podia ler na sentença de 69 páginas. Para esta decisão os magistrados tiveram em conta as mudanças na maneira como as notícias se conseguem e se publicam, referindo-se a todos os utilizadores que tenham um computador e ligação à Internet como potenciais jornalistas. A sentença assinala ainda que as mensagens de correio electrónico dos bloggers deveriam ser protegidas por lei da mesma maneira que o são as chamadas telefónicas ou os documentos escritos. A Apple, por seu lado, argumentou que um blogger não pode nunca ser considerado um jornalista."

Parece uma interpretação demasiado extensa, mas será, seguramente, um elemento poderoso para dar aos autores de blogues, que o queiram reivindicar, argumentos para se equipararem aos jornalistas. Não me parece, porém, que seja uma evolução desejável. Porém, o mundo está cheio de acontecimentos não desejáveis. Além de que o que alguns não querem, é cobiçado por outros.

segunda-feira, maio 29, 2006

AGÊNCIAS DE COMUNICAÇÃO

A seccção dos Media do Público escreve hoje sobre as relações entre as agências de comunicação e os órgãos de comunicação social:

"Nem mesmo a Associação Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas tem números exactos de quanto poderá valer o mercado da assessoria e consultoria de comunicação. "Temos uma estimativa, que deve pecar por defeito, de que rondará os 30 milhões de euros anuais. Haverá menos de 30 empresas com expressão de peso, ou seja que facturem mais de 500 mil euros/ano", diz Alexandre Cordeiro, presidente da APECOM. Na associação estão filiadas 23 empresas, "mas estão listadas mais 80 a 85 empresas que operam neste mercado". As primeiras empregam 360 pessoas, nas restantes haverá mais 200."

Também o DN, na mesma secção, se ocupa deste assunto.


A crónica de Miguel Gaspar é dedicada a este assunto.

"Ora, o jornalismo português, infelizmente, nem precisa das agências de comunicação para ser passivo e baço. Em grande parte devido às dificuldades em recriar uma agenda e quanto às relações com as fontes."

PROVEDORIAS NO DN

Pode ler hoje a minha crónica de hoje, no DN, Acusações infundadas.

domingo, maio 28, 2006

PROVEDORIAS no Público

Autoria-Segunda Parte é o título da crónica de hoje do Provedor do Público.

REFORÇAR OS SINAIS DE PROGRESSÃO

No jornalismo, como noutros domínios, existe uma tendência, muito portuguesa, de tudo arrasar, de considerar que este país não tem direito a qualquer dignidade. Faz-se como se não existissem profissionais de qualidade, como se o país fosse um cesto de ovos podres ou um mundo de inacção. Claro, tudo isto existe, ou, melhor, coexiste com outras intervenções de qualidade, com outros que tentam remar, ainda que, teimosamente, contra a maré. As sociedades são feitas de pluralidade nas acções, de diversidade nas representações, de tensões entre os que desejam tornar actuante algo e os que desejam o contrário, os que são indiferentes ou, muitas vezes, legitimamente, anseiam por uma terceira via.

Um colunista do Público, Rui Tavares, escreveu, sábado, dia 27, uma análise a um debate recente sobre o ensino dos clássicos, na escola, realizado na Casa Fernando Pessoa: “E, por isso, quando me levantei para falar só fui capaz de debitar a lista de clássicos que estudámos na minha escola secundária em finais da década de 80, numa escola pública que nunca entrou sequer nas 200 melhores do ranking e em plena terra queimada dos "filhos de Rousseau": o cancioneiro galaico-português, Fernão Lopes, Gil Vicente, a tragédia Castro, a lírica e a épica camoniana, a parenética vieiriana e por aí adiante até Herculano, Garrett, Camilo, Eça e - ai de nós - Fernando Pessoa. Pelo menos estes, quem quis aprender aprendeu.”

E mais à frente: “A elite portuguesa está plenamente convencida de que na escola se ensina a jogar playstation. Nenhuma informação em contrário penetrará nessa barreira ideológica, social, cognitiva. Pergunto se não será esse mesmo ciclo a definição de um estado falhado que pretendemos todos evitar: aquele que se recusa a identificar os sinais da sua progressão, a aprender com eles e a fazer por reforçá-los?” Algo semelhante está a acontecer com o jornalismo. E tal não pode ocorrer pela importância social que este tem. Como não pode acontecer na educação, onde se procura, constantemente, fazer crer que vivemos na pré-história.

UM CONCURSO e PRÉMIO LITERÁRIOS

estão no SÓ TEXTOS

sábado, maio 27, 2006

NA NOVELA E NA VIDA

O Correio da Manhã publica hoje uma entrevista com Sara Barradas, actriz na novela Fala-me de amor. Há a pessoa e o personagem. Será que os portugueses ganham mais em ter nos ecrãs as Saras ou as Ritas? Ou será que não poderiam aparecer os vários tipos de pessoas em vez de pôr, em voga, os grupos de risco? Não sairá daí uma imagem distorcida da juventude em Portugal?

"Na novela ‘Fala-me de Amor’, mente, rouba, droga-se. Na vida real, Sara Barradas tem apenas 15 anos e estuda e trabalha com afinco. Não quer fazer mais nada na vida senão representar, mesmo que isso a obrigue a interpretar personagens com comportamentos de risco, tão em voga na ficção portuguesa."

(...) "E como é a Sara, actriz?

- É muito diferente da Rita. Enquanto ela não se importa com a escola, eu preocupo-me com os estudos e as notas, porque sei que sem a escola não chego a lado nenhum. Preciso dos estudos para tudo, até para ser actriz. E tenho uma óptima relação com os meus pais, que são os meus melhores amigos. "

REGULAR OS MEDIA

O presidente da Entidade Reguladora da Comunicação dá hoje uma entrevista ao DN. A ideia dos poderes policiais é mais uma vez afastada pelo presidente da ERC.

No Público também se dá atenção às intenções e deliberações da ERC.

"A ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social pronunciou-se ontem sobre a polémica instalada em torno do livro Sob o Signo da Verdade, do deputado socialista Manuel Maria Carrilho, que se insurge contra a isenção e critérios jornalísticos, com exemplos concretos. A entidade acha por bem proceder à realização de audições com "diversos intervenientes", em data brevemente a anunciar. Mas também esclarece que a ERC não intervém por solicitação externa, mas apenas quando acha conveniente. No comunicado de ontem, a entidade reguladora frisa considerar lamentável o carácter genérico e indiferenciado com que o autor do livro se reporta à comunicação social.


erc 2
Capa do 24 Horas foi "lesiva" para D.Policarpo

A ERC deliberou que a capa do 24 Horas do passado dia 27 de Abril, cuja manchete dizia "Bispos pedem inquérito à violação de Bibi por um padre", trazendo uma imagem do cardeal-patriarca ao lado, foi lesiva da pessoa de D. José Policarpo. O regulador entendeu que a capa era "atentatória da sua honra e consideração, para além de constituir um acto grave de desinformação porque causador de confusão nos leitores".

ERC 3
Cobertura abusiva da SIC
da operação Oriente
A cobertura que a SIC fez a 30 e 31 de Março de uma acção de fiscalização a restaurantes chineses (que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, chamou de operação Oriente), foi abusiva dos direitos privados das pessoas objecto da acção de fiscalização e usou generalizações abusivas, segundo a deliberação da ERC."

sexta-feira, maio 26, 2006

TELEVISÃO

“A Criança e a Televisão: Contributos para o Estudo da Recepção”
em que será oradora a Profª. Sónia Carrilho
e que terá lugar no próximo dia 1 de Junho às 18h30
no Auditório da Fundação, Rua do Sacramento à Lapa, 21

Entrada Livre

DESTAQUES DO DIA

O DN de hoje revela algumas posições da ERC sobre o caso Manuel Maria Carrilho.

"O Conselho Regulador considera lamentável que, pelo seu carácter genérico e indiferenciado, algumas das acusações ponham em causa, voluntária ou involuntariamente, a dignidade e profissionalismo do conjunto dos jornalistas, na mesma linha de outras (des)qualificações genéricas, e por isso abusivas, a que, também recentemente, se tem assistido no espaço público, nomeadamente, a que se refere à dita 'classe' dos 'políticos'."

O debate público está a acontecer, ainda bem que Carrilho resolveu escrever. É certo que de um modo que desfocou alguns problemas : pessoalmente acho melhor levantar o “bom” jornalismo, torná-lo mais operante, presente e influente, do que carpir nas mágoas de um pais sem rumo, sem ideias, onde alguns só vêem corrupção, interesses próprios, má formação, má gestão, um descalabro. Não é pelos defeitos que se constroem sociedades democráticas com vitalidade. É preciso combatê-los, mas nunca esquecer os esforços que outros fazem, quotidianamente, para tornar este país melhor. As sociedades evoluem em tensão, não em harmonia.

Falar verdade é o título de um texto de Fátima Campos Ferreira, publicado também no DN. Esta destaca a importância da televisão num processo de mudança de mentalidades e atitudes. Vai ter que mudar muito, a televisão, ela própria para ter este papel decisivo e positivo. Decisivo já tem.

“É por isso tão importante que a televisão lance um olhar profundo e crítico sobre o País. E como? Em grelhas diversificadas e articuladas. Investindo no mais difícil e garantindo que a lógica empresarial e economicista não asfixie a qualidade. Estou convencida de que a recuperação nacional passa pela mudança de mentalidade e atitude. E que a televisão tem a palavra decisiva neste processo. "

quinta-feira, maio 25, 2006

DISCUTIR O JORNALISMO

Um conjunto de textos sobre as empresas de comunicação pode ser consultado no site do Clube de Jornalistas. Também se podem ler no mesmo site vários textos publicados à volta ou na sequência da saída do livro de Manuel Maria Carrilho.

DISCUTIR O MAU JORNALISMO

Pedro Magalhães mostra como dar depoimentos a jornalistas é uma actividade com alguns riscos. Na Origem das Espécies , Francisco José Viegas aconselha a nunca dar depoimentos pelo telefone. José Pacheco Pereira disse no Prós e Contas de 2ª feira que lá estava porque era um dos momentos em que as suas declarações eram reproduzidas fielmente, dado o directo. O Clube dos jornalistas fez um debate sobre o mau jornalismo. Vicente Jorge Silva escreveu recentemente no DN o artigo A culpa é sempre dos outros?. Há o livro de Carrilho, textos de Miguel Gaspar e Pedro Rolo Duarte, um editorial de José Manuel Fernandes, o artigo de Medeiros Ferreira, o de Eduardo Cintra Torres. E não é tudo, mas já chega.

Quando decidirão os jornalistas que não basta discutir o mau jornalismo? Quando se verá no jornalismo um caso semelhante ao que aconteceu na Ordem dos Advogados que julga o seu anterior bastonário por falta grave, além de ter permanentemente, outros casos, menos mediáticos em análise? Isto sem querer significar que a acusação a José Miguel Júdice é justa, sensata ou justificada. O que significa é que o corpo profissional reage, actua, por si mesmo. O que não se vê no jornalismo.

JORNALISMO E POLÍTICA

Embora já lhe tenha feito referência ontemm transcrevo mais um excerto de O fom da idade da inocência, de José Medeiros Ferreira, publicado no DN de 16 de Maio.

"(...) o testemunho é bem-vindo para além da maior ou menor justiça de apreciações feitas por Carrilho e da própria subjectividade envolvente. É bem-vindo pelos problemas que coloca e pela coragem pessoal que revela, pois afrontar a comunicação social e seus agentes, mesmo que circunstancialmente, é expor-se a uma bateria de represálias que qualquer político, cioso da sua carreira e da sua reputação, evita por regra. Muitos ficam à espera de serem compensados mais tarde pelo jogo volúvel das modas opinativas, ou ficam cativados pelos favores do gosto jornalístico no passado. E, de facto, quantos ídolos da praça pública foram exaltados pela comunicação social e depois se revelaram efémeros, fracos, ou sem qualquer substância?"

E mais à frente refere-se ao que ocorreu em Julho de 1975, quando se referiu ao tratamento que era dado aos trabalhos da Assembleia Constituinte nos jornais O Século e Diário de Notícias.

"Por essa ocasião, um reputado homem dos jornais como era Francisco Mata chegou a escrever n'O Século que eu podia ter assinado a minha certidão de morte política com aquela intervenção, pois bastaria aos jornalistas colocar por norma o meu nome na rubrica dos "entre outros" para eu desaparecer da cidade. Ao olhar para a reacção de alguns colegas na altura percebi que eles já me rodeavam como num velório…"


EMPRESAS DE COMUNICAÇÃO

O Correio da Manhã traçou o retrato de António Cunha Vaz António Cunha Vaz .

quarta-feira, maio 24, 2006

PROVEDORES EM S. PAULO II

Pode ler SÓ TEXTOS a intervenção de Jacob Mollerup Free speech vs religious tolerance, texto apresentado na Conferência da ONO. Aqui encontra também os textos das intervenções de Ed Wasserman na Conferência da ONO e no Forum organizado pela Folha de S. Paulo.

A ERC E AS AGÊNCIAS DE COMUNICAÇÂO

José Medeiros Ferreira chamou-me hoje a atenção, numa conversa ocasional, para o facto de no seu artigo do DN O fim da idade da inocência, publicado em 16 de Maio, ter assinalado a necessidade de a ERC analisar as relações entre as agências de comunicação e os orgãos de imprensa. De facto assim e só me passou a refrência por ter estado ausente do país um periodo alargado. Vi também o retomar da importância de a ERC se centrar nessa questão num post de hoje do Bicho Carpinteiro. No Clube dos Jornalistas que passa hoje às 23h 35m na 2: retomei também esta questão e deixando bem claro que acho natural o trabalho das agências nos dias de hoje. De facto, qualquer instituição tem hoje necessidade de comunicar os seus resultados, projectos ou iniciativas. É natural, para isso, que recorra a agentes especializados que saibam comunicar, interna ou externamente. O que está em causa é que o trabalho jornalístico tem que ter autonomia em relação ao das agências: estes são agentes de informação. Logo devem recusar, triar, escolher, publicar, confrontar, acrescentar, dar outras tonalidades, pedir opinões diversas sobre os factos. Ou seja, ser jornalistas.

AINDA O PRÓS E CONTRAS

No Correio da Manhã : "O polémico e longo debate do ‘Prós e Contras’, da RTP 1, que terminou na madrugada de ontem, na Casa do Artista, em Lisboa, pode prosseguir nos tribunais. A PT desmentiu, em comunicado, Emídio Rangel, que acusou a empresa de pagar a jornalistas. Um dos visados não afasta a hipótese de accionar judicialmente o antigo director da SIC e RTP, o qual, entretanto, já se penitenciou por no rol envolver, de forma “inaceitável”, Luís Delgado."

Também o DN dá informações sobre esta questão. No mesmo jornal, Pedro Rolo Duarte elege José Pacheco Pereira como o provedor da informação: "Pacheco Pereira devia ser o provedor da informação portuguesa. Podia bem dar a cara, sozinho, pela Entidade Reguladora da Comunicação."

O Público insere dois textos interessantes um de Eduardo Prado Coelho em que este confessa a ingenuidade de não conhecer o peso das agências de comunicação. Outro de Luís Paixão Martins da LPM, defendendo um código de ética para o funcionamento destas.


"Quanto às agências de informação e comunicação, confesso a minha ingenuidade: não sabia o poder que elas têm e o modo como estão presentes nos jornais portugueses. Por acasos da minha vida, conhecia o que se passava com revistas femininas: o lançamento de determinado produto da L"Oréal implicava a troco de publicidade que se fizesse um dossier sobre o tema em questão. Mas ignorava o que se passava noutros domínios. A verdade é que, certamente por ser um escriba discreto, nunca ninguém me deu nem um rebuçado para escrever seja o que seja - quanto mais um cruzeiro nos mares do Sul..."
EPC

"Sempre defendi que a actividade das empresas de conselho em comunicação não deveria merecer regulamentação específica, mas a polémica lançada por Manuel Maria Carrilho obrigou-me a uma reflexão acerca do assunto e a mudar de opinião. Refiro-me em particular aos serviços prestados ao abrigo da disciplina de assessoria mediática (ou comunicação com jornalistas), embora o mesmo critério possa ser aplicado a áreas menos comuns como a comunicação de lobbying.
Pode uma empresa de conselho em comunicação prometer resultados no âmbito da assessoria mediática? Não pode, nem deve. Que sentido faz e que verdade encerra uma proposta onde se assegure uma determinada cobertura dos media ou uma favorabilidade garantida? Nenhuma."
Luís Paixão Martins

RETRATOS DO JORNALISMO, HOJE

Será dos outros também a culpa dos jornalistas que não fazem verdadeiro jornalismo? Pergunta Vicente Jorge Silva, no texto de hoje do DN, intitulado A culpa é sempre dos outros?

terça-feira, maio 23, 2006

PROVEDORES EM S. PAULO

Aqui encontra os textos das intervenções de Ed Wasserman na Conferência da ONO e no Forum organizado pela Folha de S. Paulo.

UM BLOGUE AGENDA da comunicação

Cursos e outros eventos na área da Comunicação, um blogue útil para o qual vou passar a olhar e a enviar informação.

segunda-feira, maio 22, 2006

OFERTA DE EMPREGO

O Novo jornal é um novo semanário que vai ser editado em Coimbra partir de 29 de Junho e aceita candidaturas para estágios e emprego até dia 30 de Maio.

Candidaturas paras as áreas:

Ref. 1 - Venda de publicidade Ref. 2 - Jornalistas. Ref. 3- Designers

As candidaturas devem ser enviadas para novojornal@gmail.com

Leituras: Sob o Signo da Verdade

Pode ler aqui a reflexão de Eduardo Cintra Torrres sobre o livro de Manuel Maria Carrilho. Hoje à noite o programa Prós e Contras, de Fátima Campos Ferreira terá em estúdio Emídio Rangel, José Pacheco Pereira e Ricardo Costa, além do autor do livro.

PROVEDORIAS Hoje, no DN Credibilidade no jornalismo

Pode ler hoje no DN Credibilidade do jornalismo.

domingo, maio 21, 2006

PROVEDORIAS no Público

Autoria-Primeira Parte é o título da crónica de hoje do Provedor do Público.

sexta-feira, maio 19, 2006

PRÉMIO DE JORNALISMO

“DIREITOS HUMANOS, TOLERÂNCIA E LUTA CONTRA A DISCRIMINAÇÃO NA COMUNICAÇÃO SOCIAL”


"A Comissão Nacional da UNESCO e o Instituto da Comunicação Social decidiram instituir o Prémio de Jornalismo “Direitos Humanos, Tolerância e Luta contra a Discriminação na Comunicação Social”, em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelos profissionais da comunicação social.

Para mais informações, consultar os sites da Comissão Nacional da Unesco e do Instituto de Comunicação Social

Pode também ver o texto de divulgação e o regulamento em SÓ Textos

quinta-feira, maio 18, 2006

AINDA A TV que fura a segurança

No blog de Ricardo Noblat escreve-se que o Governador de S. Paulo põe em causa a entrevista citada num post anterior.

"O governador de São Paulo Claudio Lembo contestou nesta quinta-feira, 18, a veracidade da entrevista concedida pelo líder do PCC, Marcos Camacho, o Marcola, à Rede de Televisão Bandeirantes.

Lembo garantiu que, de acordo com informações que lhe foram passadas por secretários da área de segurança, o líder da facção criminosa estaria totalmente incomunicável, "É claro que ele está incomunicável", disse Lembo, acrescentando que o governo estadual irá ao poder Judiciário pedir esclarecimentos sobre a entrevista, além de investigar a notícia internamente."

FALAR DE BLOGUES no jornalismo II

Na breve introdução que fiz, ontem, ao Falar de Blogues no Jornalismo pude destacar uma iniciativa promovida pelo Globo, do Rio de Janeiro: Blogs: uma revolução na imprensa.
Um bom exemplo vindo do Brasil. Será que os jornais portugueses estão entorpecidos?

No debate, seguno o Globo, Ricardo Noblat, jornalista considerado e autor de um blogue influente, afirmou que "os blogs estão mudando, lenta mas definitivamente, a antiga relação dos leitores com a notícia e dos jornalistas com a informação. Ele também destacou a resitência da mídia para entender o imapcto dos blogs."

Curioso: o recorte do Globo que a Norma me entregou, ainda em Búzios, assinala que este texto, publicado no jornal papel, tem origem no Globo Online.

Globo

TV fura segurança máxima

"Entrevista exibida por TV abre polêmica sobre presídios de segurança máxima Marcola, que estaria incomunicável em prisão de Presidente Bernardes, conversou por celular com jornalista da TV Bandeirantes"

No Globo se vê como a televisão passa a segurança máxima.

FALAR DE BLOGUES NO JORNALISMO I

Foi ontem o último Falar de Blogues desta segunda série, na Livraria Almedina. Um debate interessante onde não foram apenas os jornalistas que foram aconselhados a olhar mais atentamente para os blogues. Também os seus autores foram convidados a seguir exemplos do jornalismo. Inteligência colectiva, interactividade, abertura aos leitores, jovens, consumo de televisão, práticas jornalísticas alteradas, mudanças que se sucedem, tecnologias em evolução, direito à imagem foram alguns dos inúmeros temas aflorados pelos oradores e pela assistência, bastante participativa.

Luís A. Santos, do Jornalismo e Comunicação, Paulo Querido, do Mas certamente que sim! e António José Silva, do Sopa de Pedra e Blinkar tiveram intervenções das quais gravei pequenos excertos. Mas o You Tube não me deixou, ainda, caregar essas versões. Espero que mais tarde venha a ser bem sucedido.

Em Setembro/Outubro os debates mudarão de tema, passando a Falar de Imagens.

terça-feira, maio 16, 2006

4a feira, FALAR DE BLOGUES NO JORNALISMO

Falar de Blogues 2006

DIA 17 de MAIO
Falar de Blogues no Jornalismo (6º)
Organização: José Carlos Abrantes e Almedina

Não se trata de discutir se os blogues são jornalismo mas de saber como pode o jornalismo aproveitar os blogues e as tecnologias que os apoiam para se revigorar.

Jornalismo e Comunicação, Luís A. Santos
Mas certamente que sim!, Paulo Querido
Sopa de Pedra e Blinkar, António José Silva

LIsboa, Livraria Almedina, Atrium Saldanha 19h

segunda-feira, maio 15, 2006

PROVEDORIAS no DN , hoje

Pode ler hoje Provedores em S. Paulo

Ficou no ar uma necessidade de inovação e questionamento permanentes para que os jornais possam ocupar um lugar mais central na vida das pessoas.

segunda-feira, maio 08, 2006

PROVEDORIAS NO DN Em Abril, assuntos mil

Em Abril, assuntos mil
José Carlos Abrantes

De lugares de texto denso, as primeiras páginas transformaram-se em montras de informação, mesmo se de ideias completas. O detalhe passou para as páginas interiores.

O treinador Luís Filipe Scolari foi a figura mais vista na principal imagem de primeira página do DN, no mês de Abril. Esta conclusão resulta da verificação de quais foram as notícias de primeira página mais destacadas, no passado mês. Em geral, um dos destaques diários é uma notícia composta por um título, acompanhado de subtítulo e de uma imagem. A outra notícia maior é mais visível pelo tamanho das letras dos títulos e subtítulos, não sendo acompanhada de imagem.
Como vimos, um desígnio nacional, o comportamento da selecção no campeonato do Mundo de Futebol, marcou a agenda visual do DN no mês que findou. O treinador aparece a olhar a taça do Mundo e surge, mais duas vezes, já no final do mês, dada a sua hipotética contratação pela Federação inglesa. Apenas outra figura pública nacional, o Presidente da República, aparece duas vezes nas imagens : uma, na visita ao Hospital de D. Estefânia e outra, na saída à Bósnia. Sócrates é retratado na visita a Angola. As eleições italianas mereceram também a atenção com Prodi, duas vezes, e Berlusconi, uma.
Quem são as outras figuras com honras de imagem destacada de primeira página? O Papa, a propósito de tomadas de posição sobre nuclear e do Estado palestiniano, Jaime Gama, no caso das faltas dos deputados, Stanley Ho, como anfitrião do novo casino. Dois gestores bancários, Fernando Ulrich e Teixeira Pinto, ilustram uma troca verbal sobre uma OPA. O futebol atrai a atenção em dois outros dias: Nuno Gomes, Simão Sabrosa e Koeman aparecem antes da eliminatória com o Barcelona e Adriano, o jogador do Porto, festeja a conquista do título, após o jogo em Penafiel. Nos restantes trezes dias, a diversidade ressalta: mulheres que pugnam por uma associação, vigilância na estrada com câmaras de vídeo, proibição de tabaco a menores de 18 anos, figuras de videojogos, polícia de costas na operação Páscoa, o planeta Vénus, uma campanha de solidariedade, um acidente que envolveu bombeiros, um idoso a pintar, os cancros de Chernobyl estudados em Portugal e o despontar do calor nas praias. Os assuntos internacionais foram representados, além dos casos citados, por uma manifestação em Timor e por um atentado em Israel.
Existe uma tensão de leitura entre a principal notícia, por ter imagem, e uma outra que retira o impacte de um título forte. Verifica-se, aliás, que os títulos são frequentemente extensos. Será que se procura, com esta extensão, compensar a menor densidade de escrita nas primeiras páginas dos jornais portugueses, nas últimas décadas? António José Teixeira, director do DN, deu uma explicação para esta evolução: “Uma das regras que costumavam diferenciar os jornais tablóides dos jornais de referência passava por títulos mais emotivos ou mais informativos. Os primeiros mais breves, os segundos mais extensos, mais explicativos. Sei que as diferenças já não serão o que eram, mas ainda assim as diferenças também passam por aqui. Não sei se os títulos da primeira página do DN serão muito diferentes em extensão dos títulos dos nossos congéneres, caso do El País, por exemplo. Julgo que não.
Como montra dos assuntos mais importantes da edição (1.º caderno, Economia, revistas) a primeira página preocupa-se em dar conta da variedade temática do jornal. Tentamos faze-la com ideias completas, que não deixem dúvidas aos leitores. “
De lugares de texto denso, as primeiras páginas transformaram-se em montras de informação, mesmo se de ideias completas. O detalhe passou para as páginas interiores. Nem toda a imprensa evoluiu como a portuguesa, em todo mundo, como aliás, acontece com o citado jornal espanhol: nele, além dos títulos, ainda se mantém algum texto noticioso em primeira página.
Nestes destaques de primeira página ressalta a influência maior de três secções do jornal, a Economia, a Sociedade e o Desporto. As secções Cidades, Internacional e Nacional também colocam informação com alguma regularidade.
Outra característica visível nos títulos é a de serem muito frequentes os números: “Portugal fumou mil milhões de cigarros”, “Bombeiros voluntários recebem 70 milhões de euros”, “Portugal bebe 2,8 milhões de litros de álcool por dia”, “Prestação da casa sobe 10% este ano”. Será um reflexo da maior aposta na linguagem económica?
BLOCO NOTAS

Assuntos mil
A diversidade dos temas é grande, tal como das imagens. Embora secções como as artes ou os media, não tenham quase representação, durante o mês, nestes destaques, os temas da sociedade, como os da economia, do desporto e do nacional são muito variados. O Benfica é o clube de futebol mais citado pois manteve-se até tarde na Liga dos Campeões. O Porto, campeão, tem justo destaque. No Nacional, destacam-se o Presidente da República, o Primeiro Ministro, o Presidente da Assembleia. A economia passa das rendas de casa para o défice, dos impostos sobre imóveis para o subsídio de desemprego, da penhora de carros de topo de gama para a fiscalização do trabalho temporário, da carga fiscal para as Opas. Nota-se o mesmo vigor na Sociedade: fala-se de Chernobyl a propósito dos cientistas portugueses que estudam o cancro nas populações atingidas, do stress da guerra colonial, mas também do exercício mental nos idosos para combater a perda de memória, das ementas das refeições nas escolas, do tabaco que se fuma e se proíbe, dos bombeiros, das câmaras de vigilância nas estradas e das mulheres que se associam. Poder-se-ia fazer melhor? Sim, com a ajuda da crítica dos leitores e pela sugestão de assuntos mais difíceis de conceber nas reuniões de planeamento.

S. Paulo
Encontro-me em S. Paulo para participar, como provedor dos leitores do Diário de Notícias, na Conferência da ONO, Organização Mundial dos Ombudsmen. Nela participarão provedores de rádio, televisão, imprensa escrita e, alguns, ocupam-se das versões on line também. Este ano estará presente Robert Sole e Sebastian Serrano, o primeiro do jornal Le Monde e o segundo do El País. Serão os principais intervenientes numa mesa que se ocupará do modo como os acontecimentos dos subúrbios de Paris foram noticiados. As fontes anónimas, os cartoons de Maomé e as questões éticas no jornalismo na idade da internet são temas que estarão em cima da mesa temas. Na próxima crónica darei conta de alguns aspectos mais salientes da conferência.


Escreva
Escreva sobre a informação do DN para provedor2006@dn.pt: “A principal missão do provedor dos leitores consiste em atender as reclamações, dúvidas e sugestões dos leitores e em proceder à análise regular do jornal, formulando críticas e recomendações. O provedor exercerá, simultaneamente, de uma forma genérica, a crítica do funcionamento e do discurso dos media.”
Do Estatuto do Provedor dos Leitores do DN

Para outros assuntos : dnot@dn.pt

PROVEDORIAS No PUBLICO

Mudam-se os tempos é o título da crónica de ontem do Provedor do Público.

terça-feira, maio 02, 2006

DÚVIDA

A partir de hoje e até dia 18 não sei com que ritmo poderei escrever no blogue. Darei notícias sempre que possível.

NOS MEDIA Lá Fora Brasil

A Veja foi condenada em tribunal.

"No Brasil, até à Constituição de 1988, os insatisfeitos com notícias tinham pouco a reclamar. No entanto, a partir da formalização do "dano moral", a cada ano há milhares de acções na justiça contra empresas de rádio, televisão e jornais. E criou-se uma indústria, com advogados especializados no assunto, que telefonam para artistas e políticos, a informá-los em que casos devem exigir reparação financeira."

segunda-feira, maio 01, 2006

TOME NOTA, em Coimbra e no Porto

PARA ASSINALAR O DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA, AS EDIÇÕES MINERVACOIMBRA e a ARCÁDIA (Associação para a divulgação da Feira do Livro de Coimbra) promovem, em Coimbra, no próximo dia 3 de Maio, pelas 17h30, no recinto da Feira do Livro (Praça da República), uma conversa à volta do tema "LIBERDADE DE IMPRENSA E A INFORMAÇÃO EM TEMPOS DE CRISE".

A sessão conta com a presença de ISABEL VARGUES (Professora da Faculdade de Letras, docente da Licenciatura em Jornalismo e Directora do Mestrado em Comunicação e Jornalismo), JOÃO FIGUEIRA (Jornalista do Diário de Notícias e docente da Licenciatura em Jornalismo da Faculdade de Letras da UC), CAROLINA FERREIRA (Jornalista do grupo RTP) e ISABEL DE CARVALHO GARCIA (Ed. MinervaCoimbra).

No Porto, a FNAC de Santa Catarina promove, pelas 18h00, um debate à volta do livro "A GERAÇÃO DA ÉTICA", de Fernando Martins, recentemente publicado nas Ed. MinervaCoimbra na Colecção Comunicação dirigida por Mário Mesquita.

"O PAPEL DOS PROVEDORES E DOS CONSELHOS DE REDACÇÃO COMO GARANTE DA LIBERDADE DE IMPRENSA" será o tema a debater e os intervenientes são: FERNANDO MARTINS (primeiro provedor do JN), JOSÉ LEITE PEREIRA (Director do Jornal de Notícias), ALFREDO MAIA (Presidente do Sindicato dos Jornalistas) e JOSÉ ALBERTO LEMOS (Director da RDP-Porto).

(recebido da MinervaCoimbra)

PROVEDORIAS no DN, hoje

pode ler Títulos em destaque

Os títulos de primeira página são uma das contestações sistemáticas dos leitores junto dos provedores da imprensa escrita.

PROVEDORIAS de ontem, no Público

Uma no cravo...outra na rotina é o título da crónica de ontem do Provedor do Público.