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domingo, abril 30, 2006

TOME NOTA QUE FAZER, EM MAIO, em Lisboa

agenda Lisboa Maio010

SOPCOM

A Sociedade Portuguesa de Ciências da Comunicação anuncia os próximos congressos em Sevilha: III Ibérico e VIII Ibercom, a realizar na Universidade de Sevilha, de 14 a 18 de Novembro de 2006.

sábado, abril 29, 2006

OS MEDIA DE CÁ

Reapareceu a Noesis...

NOESIS

sexta-feira, abril 28, 2006

NOS MEDIA DE CÁ A Lusa

Uma polémica estalou no Público dada uma peça de ontem que, na secção dos Media, titulava "Director de informação da Lusa foi uma escolha do Governo". Hoje, José Manuel Barroso, o director indigitado, Luís Miguel Viana e Afonso Camões reagem com cartas individuais á notícia de ontem. A Direcção do Público promete reacção nos próximos dias.

quinta-feira, abril 27, 2006

NOS MEDIA DE CÁ Mais leitores em Espanha

A imprensa diária tem mais leitores em Espanha. Segundo um estudo recentemente divulgado , entre Abril de 2005 e Março de 2006, são mais 325 mil espanhóis que passam os olhos pela imprensa. Será que há mais arreganho em Espanha, mais agressividade na promoção da imprensa escrita? Não me admiraria.

TOME NOTA, dia 2 de Maio, na Livraria Bulhosa

Vai ser apresentado no dia 2 de Maio, pelas 18h, na Livraria Bulhosa, do Campo Grande, em Lisboa, o livro de Estrela Serrano "Para Compreender o Jornalismo". A publicação insere as crónicas da Provedora dos Leitores do DN escrita entre 2001 e 2004. O livro será apresentado por Mário Bettencourt Resendes e integra-se na colecção Comunicação da MinervaCoimbra, dirigida por Mário Mesquita.

Livro Estrela S

TOME NOTA, hoje no DN

(Lisboa) "A Liberdade de Imprensa deve ter limites?"

27 de Abril - quinta-feira , pelas 16h45
Auditório do Diário de Notícias

Com:
- Cândida Pinto, jornalista e sub-directora do Expresso;
- Delfim Sardo, Professor na Faculdade de Belas Artes de Lisboa;
- Henrique Cayatte, Designer e Presidente do Centro Português de Design;
- José Eduardo Agualusa, escritor e jornalista.

Aberto a todos os interessados mas sujeito a confirmação prévia para os seguintes contactos:
Tel.: 21 318 78 36/ 73 93
email: ana.i.tavares@globalnoticias.pt

quarta-feira, abril 26, 2006

A EDUCAÇÃO NOS MEDIA

Hoje é lançada a revista Noesis, uma revista de educação do Ministério da Educação. A revista é dirigida por Maria Emília Brederode Santos a quem desejo as maiores felicidades e sucessos, como também à editora, Teresa Fonseca e à chefe de redacção, Elsa Barros. É uma revista que fazia falta pois tinha alguma credibilidade nas escolas.

Uma das razões pelas quais a sua aparição tem alguma importância é ilustrada por mais um artigo de Guilherme Valente no Público de hoje. Nuno Crato, Guilherme Valente e José Manuel Fernandes são, desde há anos, três vozes críticas do sistema de ensino, entre outras. Ainda bem. Porém, especialistas da educação com responsabilidades no actual estado das coisas aparecem pouco nas páginas da imprensa. Fico sem saber se são eles que saíram do debate público voluntariamente ou se são os media que não publicam as suas posições. Ou seja, penso que a Noesis dará maior lugar a essas vozes. Penso, porém, que os jornais diários e semanários, as televisões e as rádios, bem como a internet deveriam ter ser mais frequentadas com opinões divergentes do actual "politicamente correcto" que se instalou nos media genaralistas.

Nota: tive responsabilidades editoriais na Noesis em época passada. Se o digo, é porque considero que os leitores do blogue que não o sabem, o devem ficar a saber.

NOS MEDIA DE CÁ O discurso do 25 de Abril

Vicente Jorge Silva explica no DN porque é que o discurso de Cavaco apanhou de surpresa parte dos portugueses. E essa razão, segundo, o colunista reside nas notícias do Expresso. Mas, na sua coluna, percebe-se que foi também a imagem "economicista" que lhe foi colada na campanha, a origem mais remota desse desfasamento.

"Criou-se assim a convicção de que a recente falta de quórum parlamentar numa votação pré--pascal e os relatórios pessimistas sobre a situação económica do País forneceriam a Cavaco Silva temas adequados ao seu primeiro discurso do 25 de Abril. Um jornal, o
Expresso, no afã de antecipar o próprio acontecimento, chegou mesmo a noticiar que o Presidente decidira dar um raspanete aos deputados.

Ignoro qual terá sido o propósito inicial de Cavaco e se, face à indiscrição do Expresso, optou por um desmentido cabal (a quantos desmentidos sucessivos sobreviverá o semanário mais influente do País?)"

E mais à frente:

"Cavaco fez um discurso contra-corrente - contra a própria corrente em que nos habituámos a situá-lo, contra a corrente onde identificamos muitas das personalidades (e interesses) que o apoiaram, e, finalmente, contra a corrente da agenda política e mediática. Preferiu focar as suas preocupações num tema central, ao contrário das viagens circundantes que costumavam ser os discursos presidenciais. E elegeu um tema a que não era suposto estar tão atento e sensível - esse tema "oculto" ou sistematicamente obscurecido pelo ruído ambiente que é o Portugal silencioso, remetido para as margens da exclusão social e da desertificação territorial, o Portugal desprovido de defesas ou representação política e corporativa, o Portugal desprezado e "improdutivo", "deixado por conta" nos critérios economicistas e tecnocráticos da competitividade e da rentabilidade, mas sem o qual só existimos como uma entidade amputada de uma parte essencial de si própria."

terça-feira, abril 25, 2006

NOS MEDIA, LA FORA

No dia de hoje vem a propósito esta reflexão sobre o modo de fazer jornalismo com pessoas portadoras de deficiência. A liberdade e a igualdade têm que ser pensadas, também, nas diferenças. A ler na íntegra no Poynter ou no Só Textos

Enabling Coverage of Disability
"The most frustrating part of my job as a readership editor is hearing people complain that they don't read the newspaper because there's nothing in it that reflects their day-to-day lives.Here's the irony: I have the same complaint.I'm a wheelchair."

ECRÃS EM MUDANÇA

"O livro “Ecrãs em mudança” reúne contribuições sobre as relações da televisão e da internet com os seus públicos, sobretudo os jovens. A interacção entre os públicos e tais tecnologias faz-se, sobretudo, a partir dos ecrãs, face aos quais nos entregamos, quotidianamente, mais ou menos tempo, na nossa actividade profissional e de lazer. Tais ecrãs estão em mudança pois, quer uns quer outros, sofrem transformações constantes nos conteúdos, nos dispositivos, nos públicos, nas tecnologias que os fazem estar presentes nas sociedades modernas."

da introdução do livro Ecrãs em Mudança que será apresentado às 18h 30m, no dia 6 de Junho, 3ª feira, na Feira do Livro. Um dos apresentadores será José Manuel Paquete de Oliveira, recém nomeado Provedor da RTP. O livro sairá na colecção do CIMJ, numa edição de Livros Horizonte. A edição foi subsidiada pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Abrantes, J.C. (Org.), Ecrãs em Mudança, Lisboa, Livros Horizonte/CIMJ, 2006.

E-LEARNING PARA JORNALISTAS

Segundo o director de NewU, ninguém esperava o sucesso do e-learning que o Poynter organiza desde há um ano. Haverá alguns jornalistas portugueses nesta formação? Provavelmente sim. Para os que não sabem, aqui fica a referência.

This Is (Not) a Test:Adventures in E-Learning
NewsU celebrates its first year of e-learning for journalists
By Howard I. Finberg
Contributors:
Vicki Krueger, Bob Andelman

Who knew?
Who knew journalists would respond so quickly to a new form of learning?
Who knew that more than 14,000 journalists, students and educators would register at News University?
Who knew they would come from 157 countries?
Who knew?
Not the small band of trainers, designers and producers who created it. Not the folks at The Poynter Institute, which provides a home for this e-learning site. Not the John S. and James L. Knight Foundation, which provided the money to start the project. And not me, the guy who directs NewsU.

segunda-feira, abril 24, 2006

NOS MEDIA DE CÁ Uma morte numa novela

Aos que andam distraídos vale a pena ler: A juventude dos ecrãs dourados , texto de Miguel Gaspar, hoje, no DN.

"O sucesso de Morangos... existe também porque desapareceram as diferenças entre campo e cidade e, mesmo socialmente, a tendência para a uniformização é enorme. A série cria padrões de estilo de vida que associa ao consumo, fabrica a juventude dos ecrãs dourados. Entra assim em colisão com o que se entende por uma educação normal. Os educadores, porém, parecem andar um bocado distraídos. Não será por aí que começa o problema?"

PROVEDORIAS Hoje, no DN

pode ler Zona de risco: Neste como noutros terrenos, existem caminhos para a superação desses riscos elevados. Um deles é assumir regras internas que permitam aos leitores conhecerem os limites éticos e deontológicos em que se movem os profissionais da informação.

PROVEDORIAS em livro

Livro Estrela SO livro das crónicas de Estrela Serrano, provedora dos leitores do DN entre 2001 e 2004, é lançado no dia 2 de Maio, na Livraria Bulhosa, no Campo Grande, em Lisboa, com apresentação do Mário Bettencourt Resendes. O livro é editado pela MinervaCoimbra, na colecção dirigida por Mário Mesquita.

PROVEDORIAS

Anatomia de uma edição é o título da crónica de ontem do Provedor do Público.

quinta-feira, abril 20, 2006

PAUSA, ate 2a dia 24

quarta-feira, abril 19, 2006

NOS MEDIA, LA FORA

Recebido do Poynter

"It's Time to Forswear Your Civic Celibacy"
Getting involved in the community you cover is part of a journalist's job. Ricardo Pimentel has some guidelines for avoiding conflicts of interest.

By O. Ricardo Pimentel (more by author)
Editorial Page Editor, Milwaukee Journal Sentinel

Pode ver o texto integral em Só Textos(3 de Abril).

NOS MEDIA, LA FORA

Recebido do Poynter

"It's Time to Forswear Your Civic Celibacy"
Getting involved in the community you cover is part of a journalist's job. Ricardo Pimentel has some guidelines for avoiding conflicts of interest.

By O. Ricardo Pimentel (more by author)
Editorial Page Editor, Milwaukee Journal Sentinel

UM LIVRO DE JORNALISTAS

Foi ontem apresentado e será posto á venda no sábado, pelo Expresso e pelo Público, o livro "Os dias loucos do PREC", escrito por Adelino Gomes e José Pedro Castanheira. A trabalhar num computador "alternativo" não posso colocar sequer imagens da bela capa que tem uma conhecida ilustração de João Abel Manta: personalidades de todo o mundo olham para Portugal.

Depois de Pinto Balsemão ter aberto a sessão, como anfitrião e de Martha De La Cal, correspondente da Time, ter feito uma breve apresentação do livro centrada nas suas memórias da época, José Pedro Castanheira salientou a necessidade de haver mais livros e estudos sobre esse período.

"Outros episódios, bem mais conhecidos - e a merecer o devido tratamento histórico - são, por exemplo, a prisão, só na noite de 28 de Maio, de 432 militantes do MRPP; o julgamento e a absolvição, por um tribunal popular, de José Diogo, apesar de ser o assassino confesso de um latifundiário alentejano; as dezenas e dezenas de atentados bombistas, quase todos organizados pelos mesmos operacionais ligados a um grupo de extrema-direita; a destruição, também à bomba, mas pelo poder instituído, das antenas da Rádio Renascença; ou o assalto e incêndio da embaixada de Espanha, ante a passividade de polícias e militares, e o pavor das chancelarias. Já para não falar do cerco da Assembleia Constituinte, talvez o momento em que a conquista do poder, no sentido literal do termo, esteve à distância de um palmo.
Há muito, portanto, por desbravar sobre estes oito meses de euforia, frenesim e vertigem, a que chamámos, por conveniência jornalística, "Os Dias Loucos do PREC". Aliás, nos vários contactos telefónicos que fiz, junto de alguns presentes e outros ausentes, perguntaram-me quase sempre se o livro continha algumas revelações importantes. A convicção era, invariavelmente, a mesma: já passaram trinta anos, há muita coisa ainda por contar, é tempo das línguas se soltarem e as canetas (ou os teclados de computador) começarem a escrever. Também eu - ou melhor: também nós, o Adelino e eu - assim pensamos. Este é o nosso contributo."

Por sua vez, Adelino Gomes começou assim:
"Juntaram-se neste lugar, esta tarde, algumas das mais altas figuras da vida militar e política de Portugal, em 1975.
Que tenham vindo, a nosso convite, é uma honra que não cessaremos, nós, os autores, de vos agradecer.
Mas que o tenham podido e querido fazer juntos, passado este longo tempo e todas as suas vicissitudes, ultrapassa, de longe, o plano — estimável mas limitado — da gratificação individual.

Estão aqui, podemos dizer, quase todas as principais tendências que naqueles oito meses e meio se digladiaram na arena do país, esgrimindo argumentos e, várias vezes, nalguns casos, brandindo G-3 e até trotil em defesa de uma ideia para Portugal.

Não era o mesmo o Portugal que ambicionavam (que ambicionávamos) erguer dos escombros cívicos deixados por meio século de ditadura."

Pode ler ambas as intervenções em Só Textos .

terça-feira, abril 18, 2006

PROVEDORIAS

São hoje empossados os provedores de rádio e televisão, respectivamente José Nuno Martins e José Paquete de Oliveira. O serviço público de rádio e televisão iniciam uma nova fase instituindo a figura de provedor. Aos dois novos provedores desejo as maiores felicidades nos cargos. Os ouvintes e telespectadores têm agora um interlocutor para as suas perplexidades, críticas e comentários.

LIVRO SOBRE O PREC

Hoje é o lançamento do livro Os Dias Loucos do PREC, pelas 18h00, no Auditório S. Francisco de Sales.

O livro, da autoria de Adelino Gomes e José Pedro Castanheira, será apresentado por Martha De La Cal – correpondente em Portugal da revista “ Time”.

segunda-feira, abril 17, 2006

NOS MEDIA DE CÁ Televisão

Eu, pecador, me confesso é o título do texto de Miguel Gaspar no DN.

"Em última análise, o cardeal Stafford falou aos católicos num problema dos católicos, "quiçá" em resposta à concorrência desleal dos media. Mas não conheço ninguém que não diga que ver TV em excesso é mau. Nem sempre por motivos católicos, por exemplo não falta quem jure que o excesso de consumo dos media rouba tempo à prática do sexo. Enquanto crítico visando a absolvição, eu digo: ver televisão em excesso é penitência que chegue. Deus me perdoe, mas é assim. "

PROVEDORIAS DN, hoje

Analisar erros é o título da minha crónica de ontem no DN que pode ler integralmente aqui.

"Para que factos ou descobertas possam ser considerados verdadeiros, convém fazer a triangulação dos dados, ou seja, verificar se estes são ou não confirmados por mais que uma fonte, por mais que uma origem."

domingo, abril 16, 2006

PROVEDORIAS, Público

Futebol (sem fado) é o título da crónica de hoje do Provedor do Público.

sexta-feira, abril 14, 2006

LÁ FORA Televisão

No site do Le Monde veja uma revista de imprensa em 2 minutos feita a partir dos telejornais de TF1, France 3 e BFMtv. Aconselho particularmente a editores, administradores, jornalistas de televisão. Em dois minutos quanta informação!!! E , claro, também aos directores e editores de jornais, para ajudar a arejarem as versões on line!

LÁ FORA

A frase do dia do New York Times é de um economista alemão e retrata como estamos sempre a falar de mudança, mas, ao mesmo tempo, tudo fazemos para a evitar.

"Everybody wants change. At the same time, everybody does everything so that things don't change. "

WOLFGANG NOWAK, a German economist, on major European economies.

NOS MEDIA DE CÁ Reality-shows

Portugueses fartos dos reality shows é um título do Correio da Manhã,de hoje. O mundo é composto de mudança, mesmo na televisão.

"A sucessiva queda nas audiências registada pelo ‘Circo das Celebridades’, da TVI, é um sinal claro da saturação dos portugueses com o formato televisivo dos ‘reality shows’. Programas sem grandes inovações, apesar das variantes temáticas, e a repetição constante dos concorrentes – José Castelo Branco é um dos casos mais flagrantes – são os principais motivos para o divórcio."

quinta-feira, abril 13, 2006

PROVEDORIAS LÁ DE FORA

Michael Arrieta-Walden do Oregonian deixa a actividade de provedor e diz que , nos últimos três anos, aprendeu mais com os leitores do que em 25 anos de jornalismo.
"In thousands of exchanges with readers, I learned more in the past three years than I have in more than 25 years of journalism."

quarta-feira, abril 12, 2006

NOS BLOGUES DE CÁ

se fôr ao Indústrias Culturais terá muita informação sobre o debate sobre A ERC na Universidade do Minho: há informação, comentário, fotos, som, videos, em suma, um pouco de tudo.

NOS MEDIA DE CÁ Televisão em telemóveis

Segundo o Público, a TMN vai disponibilizar 21 canais de televisão nos telemóveis. Quem subscrever agora, so paga depois. O gratuito, mesmo provisório, é uma estratégia de hoje na informação como no entretenimento.

No mesmo jornal, a notícia que os Emmys vão agora também premiar uma nova categoria, os conteúdos virtuais para telemóvel, ipods, programas de computador, etc.

Os écrãs estão em mudança.

terça-feira, abril 11, 2006

PROVEDORIAS NO DN Conflitos de interesse

Conflitos de interesse é o título da minha crónica de ontem no DN que pode ler integralmente aqui.

"Uma das reflexões mais necessárias e urgentes no jornalismo, em Portugal, é sobre os conflitos de interesses a que o jornalismo dá lugar. Sejam estes conflitos de interesse reais ou aparentes, importa sempre esclarecer os leitores, pois o jornalismo também o modo como é percepcionado pelos cidadãos. Os jornalistas estão sempre prontos a ver conflitos de interesses noutras práticas profissionais. Perceber-se-ia se estivessem pouco inclinados a reflectir sobre os conflitos de interesse que se podem colocar na sua profissão?"

NOS MEDIA DE CA : A ERC

O debate sobre a ERC que teve ontem lugar na Universidade do Minho é hoje noticiado pelo DN. Um dos aspectos mais salientados é o do caderno de encargos que as televisões deveriam respeitar, fornecendo aos telespectadores informação e programas plurais e diversificados.

"A Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) deve impor um caderno de encargos às televisões privadas - SIC e TVI - que "defenda o princípio da diversidade da programação e do interesse público", alertou ontem, em Braga, o ex- -director do Obercom - Observatório da Comunicação. Francisco Rui Cádima crê que "a ERC tem condições jurídicas e políticas" para o fazer de maneira a melhorar a qualidade do prime time televisivo."

segunda-feira, abril 10, 2006

EM DIRECTO

Não consigo entrar na página da Universidade do Minho onde deveria poder ouvir, em directo, a conferência que aí se está a desenrolar sobre a ERC. Mas não consigo ouvir. Fico a pensar que o defeito é do meu computador...

http://www.cecs.uminho.pt/activ/conf_erc2006.htm

domingo, abril 09, 2006

PROVEDORIAS NO PUBLICO Informaçao ou Sensacionalismo: Epilogo

é o título da crónica de hoje do Provedor do Público.

sábado, abril 08, 2006

LA FORA (e ca dentro...)

O Le Monde escreve hoje sobre o pagamento de viagens e ajudas de custo a jornalistas de países europeus para a cobertura das actividades do Parlamento europeu.

"Pour mieux se faire connaître, le Parlement invite, depuis 1979, quelque 60 journalistes, en poste ailleurs qu'à Bruxelles, à chaque session. A cette occasion, il prend en charge l'aller-retour en première classe par le train, ou en classe économique en avion, entre Strasbourg et n'importe quel pays membre, et octroie au journaliste invité une enveloppe quotidienne de 100 euros pour couvrir ses frais de séjour sur deux jours."

PROVEDORIAS Os numeros

Robert Solé, provedor do Le Monde escreve sobre os números, sempre diferentes, que os organizadores e outras entidades adiantam sempre que há manifestações de rua.

"Combien étaient-ils, mardi 4 avril, à battre le pavé parisien pour protester contre le CPE ? "80 000 selon la police, 700 000 selon les organisateurs", indiquait Le Monde daté du surlendemain. La divergence entre les deux compteurs fait partie depuis longtemps de la vie nationale, mais, cette fois, les chiffres variaient presque du simple au décuple !


Contrairement au Parisien, qui avait mobilisé quatre journalistes pour effectuer son propre calcul - et arriver au chiffre de 228 000 -, Le Monde a vaguement coupé la poire en deux, parlant de "plusieurs centaines de milliers de manifestants". D'une manière générale, les défilés en France ont été considérés comme "une démonstration de force" et "un succès", pour avoir réuni... "1 028 000 personnes selon le ministère de l'intérieur et 3,1 millions selon les syndicats".

Des lecteurs ne comprennent pas que l'on se résigne à une telle imprécision."

sexta-feira, abril 07, 2006

NOS MEDIA DE CÁ Imprensa côr de rosa

Uma agressão "por causa de um faqueiro" dá grande actualidade ao artigo de Mário Bettencourt Resendes no DN de ontem.

"A massificação da celebridade, resultante da multiplicação de novos conteúdos televisivos, conjugada com uma concorrência acrescida neste segmento de mercado, mudou tudo. Os supostos famosos saltam hoje das pedras da calçada e todos os pormenores passaram a ser tema de notícia. Por contágio compreensível, aqueles que antes se julgavam a coberto da devassa, passaram também a alvos - excepção feita aos intocáveis do costume, protegidos pelos cargos que ocupam ou pelo poder económico de que dispõem.

As capas das revistas são hoje, em boa parte, histórias de infelicidade. Sobram as traições amorosas, os dramas familiares e mil e outras tantas desgraças. O rosa foi substituído por um "vermelho-sangue de coração"."

NOS MEDIA DE CÁ Mais qualidade no jornalismo

O Director do le Monde, Jean-Marie Colombani discorreu ontem sobre a "angústia existencial" que tomou conta dos jornalistas por estse estrem a ver que outras instâncias produzem informação de qualidade. O DN destaca hoje uma afirmação de JMC "O Google é o perigo dos tempos modernos". O Público acentua que só a "exigência vencerá a crise". Estou mais de acordo com a segunda que com a primeira afirmação que me parece vinda daquele lado francês que se quer sempre opôr mesmo às iniciativas de de grande qualidade vindas dos EUA. Mas acho ótimo que aaja um motor de francofonia, como de lusofonia para haver diversidade.

quinta-feira, abril 06, 2006

NOS MEDIA DE CÁ Imprensa e Democracia

Segundo o Público de ontem, realiza-se às 11 horas, uma conferência de Jean Marie Colombani, director do Le Monde, na Universidade Nova, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, auditório 1. " O papel da imprensa na democracia contemporânea" é o título da conferência.

NOS MEDIA DE CÁ Imprensa e Democracia

Segundo o Público de ontem, realiza-se às 11 horas, uma conferência de Jean Marie Colombani, director do Le Monde, na Universidade Nova, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, auditório 1. " O papel da imprensa na democracia contemporânea" é o título da conferência.

NOS MEDIA DE CÁ Conflitos de interesse

No Correio da Manhã pode ler-se, hoje, uma notícia sobre o pagamento de viagens a jornalistas feita pelo Parlamento Europeu. Porque não quererão os jornalistas que recebem estes pagamentos os seus nomes citados?

"O eurodeputado Hans-Peter Martin insurgiu-se ontem contra o facto de o Parlamento Europeu (PE) subsidiar alguns jornalistas para fazerem a cobertura das sessões em Estrasburgo. A denúncia do austríaco divide os profissionais portugueses: uns defendem as ajudas financeiras e outros consideram-nas uma condicionante à liberdade de Imprensa.


Ao aceitar os subsídios, os jornalistas arriscam-se a perder a “distância necessária” que devem manter face às instituições europeias, explicou Hans-Peter Martin. “É muito inquietante” e “ridiculariza a liberdade de Imprensa na sua essência”, sublinhou o eurodeputado austríaco.

António Esteves Martins, correspondente da RTP na capital belga, condena, também, a política instituída pelo PE: “Ou há interesse informativo ou não há. O jornalista não vai a um acontecimento só porque lhe pagam a viagem. Até parece que estamos a ser subornados. Um jornalista tem de ter a liberdade total em relação a qualquer poder.”

Jaime Duch, porta-voz do PE, revelou ao jornal britânico ‘Herald Tribune’ que são cerca de 60 os jornalistas a beneficiar dos apoios, entre eles, provavelmente, portugueses, mas neste caso as opiniões também se dividem, havendo, apenas, consenso num aspecto: não verem os seus nomes citados.

Fernando de Sousa, correspondente da SIC, em Bruxelas, concorda com a atribuição das ajudas de custo e o pagamento de viagens, em avião ou comboio. “Este tipo de subsídios tem uma certa importância, especialmente quando direccionados para os órgãos de comunicação que têm menos meios para enviar a Estrasburgo jornalistas no sentido de desenvolver o conhecimento sobre a União Europeia (UE). No fundo esse é que é o objectivo”, defende.

Para Miguel Portas, do Bloco de Esquerda, “é evidente que se a viagem é paga, o jornalista fica sempre um pouco mais contido no que escreve. Isso é uma possibilidade real. O problema maior é que a generalidade dos jornais já só aceita fazer trabalho jornalístico nessa base: se pagarem, o jornalista vai; se não pagarem, não vai. Não creio que isto beneficie particularmente a Comunicação Social”."

quarta-feira, abril 05, 2006

FALAR DE BLOGUES TEMÁTICOS

"A razão por que decidi dar-lhe início foi tão de ímpeto - de um dia para o outro – que é difícil explicá-la senão como uma urgência pouco ponderada. Treinei-me, ainda em fase experimental e incógnita, durante uma semana, mas depois já não podia voltar atrás, tinha que vencer o meu próprio desafio. Foi nesse período de formação nebuloso, que lhe encontrei a forma e se autodefiniu com alguma clareza o significado dos sufixos tão vagos como “doc” e “log”. Ter encontrado essa forma permitiu-me continuar numa linha editorial já sem grandes oscilações."

A Leonor Areal escreveu no Doc Log algumas reflexões a partir da sua participação no Falar de Blogues Temáticos, que decorreu na passada 5a feira.

terça-feira, abril 04, 2006

PROVEDORIAS

Já está pronto o livro de Estrela Serrano "Para compreender o jornalismo" com as crónicas que a provedora dos leitores do Diário de Notícias escreveu entre 2001 e 2004.

Livro Estrela S

Idem para o livro de Fernando Martins também da MinervaCoimbra. Fernando Martins foi o primeiro provedor dos leitores do JN.

Fernando Martins Minerva179

Estão assim publicados os textos dos provedores da imprensa generalista que exerceram funções terminadas antes de 2006, excepto Joaquim Furtado. A saber

DN
Mario Mesquita, Jornalismo em análise, Coimbra, MinervaCoimbra, 1997
Digo Pires Aurélio, Livro de Reclamações, Editorial Notícias, 2001
Estrela Serrano, Para Compreender o Jornalismo, Coimbra, MinervaCoimbra, 2006

Público
Jorge Wemans,O Público em público, Coimbra, MinervaCoimbra, 1999
Joaquim Fidalgo, Em nome do leitor,Coimbra, MinervaCoimbra, 2004

JN
Fernando Martins, A geração da ética, Coimbra, MinervaCoimbra, 2006.

NOS MEDIA DE CÁ

Segundo o DN "A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) vai analisar o corte abrupto do Jornal da Noite, da SIC, no domingo. "A ERC tem obviamente alguma coisa a ver com isso e analisará a questão, que não é isolada", avançou ao DN Estrela Serrano, membro do conselho regulador, referindo-se a suspeitas de contraprogramação por parte da SIC. "

O Público refere por seu lado:
"Director de Antena da SIC assume corte do Jornal da Noite de domingo"
A edição foi cortada a meio por Camilo em Sarilhos II mas nada teve que ver com guerras de audiências

segunda-feira, abril 03, 2006

NOS MEDIA DE CÁ

Miguel Gaspar escreve hoje no DN sobre a crise da imprensa escrita. “Ainda nos imaginamos como os donos da mensagem e os donos da objectividade. Não tenho soluções para problemas tão complexos. Mas começar por ouvir os leitores parece-me um caminho razoável.”
Assim se faça, no DN. Também valerá a pena ouvir os não leitores.

PROVEDORIAS

Pode ler aqui o meu texto de hoje, Clareza fiscal, publicado no DN.

Apontar possíveis disfuncionamentos ou irregularidades na esfera pública impôs-se como uma missão histórica do jornalismo, missão de inegável utilidade colectiva.

A ERC em debate

ERC

A Nova Entidade Reguladora
no quadro das Políticas de Comunicação em Portugal

10 de Abril de 2006

Auditório B2 do Complexo Pedagógico II
Campus de Gualtar, Universidade do Minho
(em directo a partir de www.comunicacao.uminho.pt)

Num momento de transição entre a Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) e a Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade e o Projecto Mediascópio promovem uma conferência para debater a acção política e reguladora na esfera mediática, em Portugal. Reunindo políticos, académicos e profissionais dos media e das entidades reguladoras, pretende-se alargar o espaço de diálogo sobre os mais controversos (ainda que frequentemente silenciados) dossiers: renovação das licenças dos operadores privados de televisão, introdução da televisão digital terrestre, novas regras relativas à concentração dos media, alterações ao estatuto dos jornalistas

Enviado por Helena de Sousa, investigadora da Universidade do Minho.

sábado, abril 01, 2006

PROVEDORIAS LÁ DE FORA

Robert Solé analisa uma reportagem de um jornalista do Le Monde que retrata o modo como um grupo de cerca de 50 jovens vai agredindo e roubando na confusão das recentes manifestações contra o CPE, em Paris. Há leitores que interrogam a "cumplicidade" do jornalista com os actos cometidos. Mas o provedor não dá razão aos leitores.

"Aviez-vous lu ce reportage de Luc Bronner dans Le Monde du 25 mars ? Il y était question d'un groupe de jeunes banlieusards, partis de Bobigny et de Drancy (Seine-Saint-Denis) pour aller "casser du flic" sur l'esplanade des Invalides, à Paris, après avoir volé ou agressé des étudiants et lycéens qui défilaient contre le CPE.

Luc Bronner, 32 ans, s'était mêlé à eux, sans leur cacher sa qualité de journaliste. Il racontait, "de l'intérieur" en quelque sorte, leur consternante équipée : "Les claques distribuées au hasard alors qu'ils courent le long du cortège ; les petits groupes de cinq ou six personnes qui se jettent sur un lycéen, le font tomber et le rouent de coups ; les jeunes filles tabassées à coups de pied ; les "balayettes", dont ils sont si fiers, qui renversent leurs victimes ; les pierres jetées aux policiers ; les portables volés, les appareils photo arrachés. On les suit et on voit leurs sourires, on les entend se raconter leurs performances..."

L'article précisait que cette bande d'une cinquantaine de personnes, bien organisée, était "composée majoritairement de Noirs, d'une minorité de Maghrébins et de quelques Blancs". Une précision qu'on n'aurait pas lue dans Le Monde il y a quelques années : il n'y était alors question que "des jeunes" ou "des jeunes des cités".

Trois lectrices, frappées par ce reportage, nous ont fait part de leurs réactions.

"J'aimerais savoir, écrit Marie Duflos, de Nanterre (Hauts-de-Seine), si le journaliste s'est contenté d'observer ces vols et agressions, s'il a aidé les personnes qui se faisaient dépouiller ou frapper et s'il a averti la police pour qu'elle interpelle les auteurs."

Ce n'est pas le contenu de l'article qui a choqué Zoé Jamme, étudiante en deuxième année d'histoire et sciences politiques à Paris-I : "La réalité que vous décrivez, je commence malheureusement à la connaître, puisque je participe aux manifestations anti-CPE depuis un mois. Ce qui me gêne, c'est la place occupée par le journaliste. Où commence la non-assistance à personne en danger ? Suivre "officiellement" une bande de casseurs est une manière de relayer leur violence. En les suivant, sans vous cacher, vous avez joué leur jeu. Sinon, pourquoi croyez-vous qu'ils vous aient épargné ? Le fait qu'un journaliste les observait n'a pu qu'intensifier leur violence."

La même question est posée par Corinne Julien, de Bagnolet (Seine-Saint-Denis) : "On se croirait en pleine télé-réalité. A aucun moment, dans son article, l'observateur ne s'interroge sur l'influence qu'il a pu exercer sur les observés."