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quarta-feira, março 22, 2006

PROVEDORIAS

A indigitação de Paquete de Oliveira, como provedor da RTP, e de José Nuno Martins, como provedor da rádio pública, são duas "boas" notícias. No clima de desconfiança generalizada que vivemos, e de pouca esperança em futuros radiosos, haverá também quem assuma o papel de Velho do Restelo, vindo dizer que a estes provedores cabe uma missão impossível. Não julgo. Vi alguns programas de Didier Epelbaum, o primeiro provedor de France 2, e tais programas eram bastante interessantes ao tornarem mais complexas e reflectidas as peças sobre as quais havia reclamação dos telespectadores. É certo que o provedor que sucedeu a Didier Epelbaum, Jean Claude Allanic, teve um grande conflito com a redacção, conflito que se saldou, se não estou errado, na demissão do chefe de redacção. Mas, por cá, também agora tem havido conflitos e demissões e não tem havido provedor. O facto de haver provedores no serviço publico marca uma diferença publicamente visível em relação aos canais comerciais. E marca também uma concepção diferente da televisão e da rádio, pois os utilizadores, telespectadores e ouvintes, passam a contar já não apenas como elementos de uma audiência, mas também como cidadãos com voz. Ou seja, os telepectadores e ouvintes passam a ter um estatuto próprio na rádio e na televisão, uma voz que os organiza. Uma coisa boa....