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segunda-feira, novembro 14, 2005

FIM

A partir de hoje deixo de alimentar este blogue. Pode ver as razões abaixo. Continuarei a reflectir sobre os temas que aqui trato no outro blogue a que vou poder dar maior atenção. Mantenho o nome para não mudar tudo. E também poqrque ainda não encontrei um nome que me satisfaça. Aos que aqui vieram, obrigado. E continuem a ir a As Imagens e Nós ou ao meu site pessoal, que também me tem ocupado.

Eis o que escrevi no As Imagens e Nós:

"MUDANÇA DE RUMO
Acrescentei no cabeçalho deste blogue: "E a partir de hoje (14 de Novembro de 2005), também sobre as nossas relações com os media, o jornalismo, a cultura, a vida." Isto significa que vou deixar de alimentar o blogue Os Media, o Jornalismo e Nós. Vou poder escrever não só sobre imagens, mas também sobre os outros assuntos. Mas darei grande atenção às imagens, hoje omnipresentes, dentro e fora de nós. É o segundo blogue que "abandono". Terceiro, de facto. Primeiro, em Janeiro deste ano, pus ponto final num blogue do Centro de Investigação Media e Jornalismo. Razão: o blogue era colectivo mas eram raros os outros membros que escreviam no blogue. Ora fazer de conta que é colectivo é algo que não aprecio. Considero que os colectivos são para serem esforços de todos e não, apenas, proveito de todos.

Abandonei depois o Aplausos e Assobios, um blogue que me dava gosto. Gosto mais de aplaudir do que de assobiar, como se pode ver pelos posts que coloquei. A razão foi a mesma de agora: cada blogue exije um esforço próprio e isso complica a gestão diária do tempo dedicado a esta actividade. Anunciei que iria manter os aplausos e assobios, mas a verdade é que a preocupação diminuiu e os escritos sobre esse tema diminuiram.

Fico agora apenas com As Imagens e Nós, mas alargando aos temas do blogue que encerro hoje. Por vezes, também sentia algum espartilho pelo temas. Vou experimentar. A vantagem da blogosfera é que se abrem ou fecham blogues, num ápice.

Fica-me agora uma decisão por tomar? Continuo ou não a colaborar no Charme Discreto da Bloguesia?"

sexta-feira, novembro 11, 2005

CÁ DENTRO Blogues

FALAR DE BLOGUES

Um público numeroso...Ontem na Livraria Almedina, o 2º Falar de Blogues foi, de novo, muito concorrido e estimulante. Concentrado na moderação não tenho hábito de tomar notas de forma sistemática. Joana Amaral Dias, no Bicho Carpinteiro e Rogério Santos no Indústrias Culturais escreveram sobre o assunto. Jão Pedro Pereira, no Engrenagem fez alguns destaques a partir de afirmações dos participantes. No Geração Rasca André Carvalho já fez 3 posts, bem humorados, intitulados "Quase tudo sobre o Falar de Blogues". Fico á espera do 4º comentário.

Como organizador e participante eis algumas breves notas:
1) Fui muito sensível ao que disse o Paulo Querido que acentuou não ser frequente ver tanta gente para discutir os blogues. Paulo Querido atribuiu à organização esse êxito, tendo eu remetido para a Almedina e a Paula Lopes, tal mérito. É que vim encontrar na Almedina uma estrutura montada, com um desdobrável que se faz a tempo e horas, uma distribuição a pontos escolhidos e uma divulgação na internet também "oleada". Trabalhar assim, de forma profissional, dá gosto.

2) De facto, o público tem dado prova de muito interesse pelo tema. Poderemos ter Falar de Blogues em 2006, embora estivesse apenas previsto para 2005.

3) Achei muito lógica a ideia de António Granado de que o trabalho jornalístico envolve instâncias de contrôle. Um jornalista não faz o seu trabalho sozinho, pois o seu texto, antes de editado, psasa por várias decisões e verificações. Mesmo o editorial de um director é visto por outras pessoas.

4) Não me surpreendeu a intergeracionalidade do blogue Bicho Carpinteiro, mas foi um aspecto justamente sublinhado pela Joana Amaral Dias. Não é todos os dias que as gerações se cruzam e cooperam, de facto.

5) Rogério Santos deu relevo a alguns blogues femininos e também acentuou alguns exemplos de utilização de blogues no ensino secundário.

6) Paulo Querido destacou a função de watch dog do jornalismo, recusando que os blogues possam fazer papel equivalente face aos jornalistas.

7) Apesar de ter tentado não consegui obter a voz dos blogues femininos cruzada com estes percursos e perspectivas.

8) Até 7 de Dezembro, com José Pacheco Pereira....e atento

quinta-feira, novembro 10, 2005

LÁ FORA E CÁ DENTRO Jornais

Aqui pode ver primeiras páginas de jornais de todo o mundo.

FALAR DE BLOGUES Percursos e Perspectivas Hoje às 19h

Organização: José Carlos Abrantes e Almedina
10 de Novembro, 5ª feira Falar de Blogues: percursos e perspectivas
Quando e como nasceram os blogues em Portugal? Como evoluíram? Em que terrenos se se têm afirmado? Que evoluções são previsíveis?
António Granado, autor do blogue Ponto Media . Jornalista do Público.
Catarina Rodrigues, organização do 2º Encontro de Weblogs e mestrando em Ciências da Comunicação.
Joana Amaral Dias, co-autora do blogue Bicho Carpinteiro
Rogério Santos, autor do blogue Indústrias Culturais . Professor na Universidade Católica.
Paulo Querido , autor do Mas certamente que sim! também estará presente.
Na Livraria Almedina, Saldanha, 19h.

quarta-feira, novembro 09, 2005

CÁ DENTRO Blogues em Portugal

25 Momentos na história da blogosfera: Um olhar retrospectivo da blogosfera portuguesa é uma boa introdução para o dedebate de amanhã, na Livraria Almedina, às 19h (ver informação ao lado).

CÁ DENTRO BLogues na 2:

"Quarta-feira, dia 9, às 23 e 30, na RTP 2
06-11-2005 “Poderão os blogues ser jornalismo?” é o tema do próximo Clube de Jornalistas, que será transmitido na RTP 2, na quarta-feira, dia 9, às 23 e 30 (com repetição no dia seguinte, às 15 horas). São convidados em estúdio António Granado, jornalista do "Público" e criador do blogue Ponto Media, João Alferes Gonçalves, jornalista free-lance e editor do site Clube de Jornalistas, e Rogério Santos, professor da Universidade Católica e criador do blogue Indústrias Culturais. A moderação é de Carla Martins."

Do sítio do Clube dos Jornalistas.

terça-feira, novembro 08, 2005

CÁ DENTRO Provedorias

"Aqui reside uma via de intervenção importante para o cidadão e para o telespectador. Quando uma empresa requer a licença para explorar uma nova estação de televisão, o público é amplamente solicitado a dar a sua opinião. Por exemplo: quando o CRTC considerou o pedido de uma rede de informação especializada, os concorrentes — cinco, nem mais nem menos — tinham apresentado petições do público e apoios de cidadãos eminentes ou de grupos organizados. Deste modo, o público exerce influência directa nos membros do Conselho antes da concessão da licença.
Enquanto dura a licença do emissor, o cidadão pode sempre queixar-se do seu comportamento; quando, porém, chega o momento da renovação da licença de exploração (ao cabo de cinco anos, normalmente), o CRTC emite um apelo ao público a fim de conhecer a sua opinião sobre a pertinência da renovação. Por exemplo: um cidadão ou um grupo de cidadãos tem, deste modo, a possibilidade de apresentar uma memória na qual se pode queixar da redução da produção de emissões de informação local. Esse mesmo cidadão ou grupo de cidadãos pode, até, participar na audiência pública em que o Conselho aprecia o pedido da estação e aí exprimir de viva voz as suas queixas. E, se estas forem atendidas, haverá boa probabilidade de o Conselho impor condições de licenciamento que introduzam correcções."

Gilbert, Renaud, A relação do telespectador com a televisão: a função do provedor. A experiência da Radio-Canada, In in Abrantes, J.C. (Org), A Construção do Olhar, Lisboa, CIMJ/Livros Horizonte, 2005

CÁ DENTRO Provedorias

Aqui encontra a minha crónica de ontem intitulada Quem decide o que é notícia.

segunda-feira, novembro 07, 2005

CÁ DENTRO: Televisão, a máquina de ver

"Podemos, todavia, interrogar-nos: as televisões nossas contemporâneas satisfazem essa procura de acesso ao outro, a outras coisas? É certo que, sem elas, seriam nossos desconhecidos, ou ter-se-iam apagado da nossa memória, muitos lugares, fenómenos, processos e agentes da vida política, económica e cultural. Mas o extraordinário êxito da televisão convida-nos a suspeitar da solicitude com que ela rodeia os seus espectadores e a ver nela, mais que uma luneta virada para horizontes longínquos, um microscópio virado para nós próprios, homens e mulheres do Ocidente, seus espectadores."

Monique Sicard, Televisão: A Máquina de Ver, in Abrantes, J.C. (Org), A Construção do Olhar, Lisboa, CIMJ/Livros Horizonte, 2005

Lançamento dia 15 de Novembro, às 118h 30m, Livraria Bertrand, Picoas Plaza

CÁ DENTRO Debater a televisão

LÁ FORA Le Monde

O Le Monde aparece hoje com nova cara. Mais imagem é o que é mais visível nesta apresentação. E nos dados de hoje do público um número impressionante: 3,8 milhões de pessoas acederam ao Le Monde, na internet, em Setembro. Só quem não quer ver é que não percebe que o papel e a internet vão evoluir juntos nos próximos anos.

domingo, novembro 06, 2005

CÁ DENTRO Deste Portugal eu gosto!

Paulo Querido teve uma excelente iniciativa. Deu o pontapé de saída de uma Blogopédia. Deste Portugal eu gosto!

sexta-feira, novembro 04, 2005

CÁ DENTRO Televisão

1 No Público, Mário Barroso, afiança que Gil Eanes, que passou na 2 na passada terça feira, mereceria ser reposto em horário nobre. O documentário é de Francisco Manso e trata do navio, não do descobridor. Porque não repetir? E porque não mostrar noutros sítios?

2 Ainda no Público: a Prisa já está na TVI. Será interessante ver a evolução da TVI. Será interessante ver se vamos ter grandes diferenças em relação aos últimos tempos.

3 Shakira foi mais vista que Mário Soares, titula o mesmo jornal. As celebridades tomam conta das audiências.

quinta-feira, novembro 03, 2005

CÁ DENTRO Rádio

AS VOZES DA RÁDIOOuço sempre com prazer o Adelino Gomes. Ontem falou sobre a rádio a partir do livro de Rogério Santos, As Vozes da Rádio, na Fnac Chiado. O Adelino contou alguns detalhes deliciosos como aquele intróito que se ouvia na Rádio Renascença, no pós 25 de abril (uma rádio dos camponeses e da classe operária), enquanto os locutores-redactores do Rádio Clube Português continuavam a vangloriar as qualidades de uma cerveja. Ou o slogan da Rádio Graça, anterior ao 25 de Abril, que divertia os ricos e remediados e auxiliava os pobres. Ou mesmo esse tal estatuto de locutores redactores que eram admitidos a partir de provas de voz, de leitura. E Adelino Gomes deixou no ar dois campos para continuar a trabalhar e a publicar no que se relaciona com a rádio: a voz e o jornalismo.

Rogério Santos considerou este ano um ano "vintage" para a rádio pelos 3 livros publicados: além do dele, "A Rádio em Portugal e o Declínio de Salazar e Caetano 1958-74", da autoria de Dina Cristo e o de Nelson Ribeiro, A Emissora Nacional nos primeiros anos do Estado Novo, 1933-1945.

quarta-feira, novembro 02, 2005

CÁ DENTRO Aqui ao lado

As Vozes da RadioO DN Dá atenção ao livro As Vozes da Rádio, de Rogério Santos, que será apresentado hoje, na FNAC Chiado.

CÁ DENTRO Os media em citação

“O jornalismo não pode ser apenas a «tecnologização» da função do informador. A pessoa não se torna jornalista por participar no espaço público. O messianismo tecnológico e político dos Dan Gillmor que pululam pela internet menorizam a actividade jornalística e contribuem para a diluição do jornalismo (que, aliás, é desejada por Gillmor ou Outing) e para o apagamento das tarefas sem as quais não há notícias autênticas: estruturação, selecção, equilíbrio, factualidade objectiva, confirmação de fontes, estilo, responsabilidade, ética, serviço ao público.”

Eduardo Cintra Torres, Público de 1 de Novembro.

Trata-se de um texto muito interessante e sobre o qual estou de acordo nas grandes linhas. Mesmo quando afirma “quase nenhum blogue é um órgão de informação jornalística. Mesmo os blogues de jornalistas, e há muitos, não são jornalísticos. Pelo contrário, muitos servem amiúde para libertar rancores e difundir rumores, servem para expandir egos em comentários sem fim, servem para indivíduos sem escrúpulos se esconderem no anonimato para insultar todos os que damos a cara.”

Mas há hoje renovação no jornalismo (ou pode haver) pelo facto de haver maior participação dos leitores e dos cidadãos no fabrico como na leitura crítica da imprensa e dos media. Ou seja, é positivo que os cidadãos actuem, no jornalismo como noutros domínios, para fazerem com que o jornalismo seja mais transparente e servidor dos cidadãos. Estamos de acordo que não é isso que os transforma em cidadãos-jornalistas.

terça-feira, novembro 01, 2005

LÁ FORA Uma morte

Morreu David Bazey provedor de televisão e ex-presidente da Organisation of News Ombudsman. Encontrei-o nas duas conferências em que participei nos EUA e em Inglaterra e guardo dele uma boa recordação. Esteve para vir a Portugal no fim de Outubro, mas as hesitações de uma instituição condenaram para sempre o futuro provedor de televisão em Portugal a não ouvir as reflexões ponderadas e experientes de David. Este tinha vizinhos imigrantes portugueses que estimava e que, segundo dizia, o estimavam também. Não me admiro.

TORONTO -- David Bazay was the CBC's second ombudsman. For 10 years, he dealt with thousands of complaints from the public about everything from the contents of radio and television programs to the perceived bias of reporters.
Though he came from the CBC himself, Mr. Bazay didn't always side with the network. In the last report he issued, he said the CBC should follow the example of the BBC and publish a complaints page on its website.