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terça-feira, outubro 04, 2005

CÁ DENTRO e LÁ FORA

O diário espanhol El País substituiu a correspondente em Portugal, a free-lance Margarida Pinto, por Miguel Mora, jornalista do quadro.

Esta é uma breve do público de hoje. Segundo o jornalista destacado, que é citado, a nova prioridade do jornal é que "a imagem de Portugal em Espanha deixe de ser inexistente ou catastrófica, que não tenha de ser apenas a má notícia". Não tenho meios de avaliar o trabalho da jornalista que saiu nem tenho que o fazer. Mas que há um clima insano que se vive em Portugal, também visível nos media, isso parece evidente a muitos. E não aproveita a ninguém. Há quem esqueça que o jornalismo são escolhas. Mas o País vive, com esperança nas vidas individuais. Como se explica que na vida colectiva a descrença seja tamanha? Será porque, entre outras coisas, a vida colectiva é mediada e não directamente experienciada?

Por exemplo,
Joana Amaral Dias escreveu no DN, hoje:

"Mediano I.
Muito se fala do populismo dos políticos. E a discussão do populismo dos media, é para quando? A importância estonteante dada, nos quatro canais de televisão, a Fátima Felgueiras ou a reportagem da revista Sábado, de seis páginas, onde se analisam detalhadamente coisas como o suor, os beijos, os apertos de mão e os sorrisos de importantes candidatos autárquicos, são tabu?"