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segunda-feira, outubro 31, 2005

CÁ DENTRO Ética

Aqui encontra a minha crónica de hoje intitulada Alguns caminhos para maior exigência ética.

Destaco os dois sítios citados no texto e que coloquei como link, nesta página:
Poynter Institute (Ethics)
Independent Press Councils

CÁ DENTRO Um livro sobre rádio

"As Vozes da Rádio, 1924-1939" é um novo livro de Rogério Santos
(Editorial Caminho), que será lançado no próximo dia 2, pelas 18:30, na FNAC-Chiado.
O jornalista Adelino Gomes fará a apresentação.

O livro inclui elementos para a compreensão histórica da rádio em Portugal, desde o começo da radiodifusão como actividade regular até à II Guerra Mundial.

CÁ DENTRO Aplausos ao Braga

que, lá vai no topo do campeonato, embora sem o entusiasmo da comunicação social, mais habituada ao azul, verde e encarnado dos clubes das maiores cidades. Será que o Braga agora não é "mais" que os "grandes"?

CÁ DENTRO Dos leitores

Miguel Gaspar escreve hoje sobre os leitores. "Para quem escrevem os jornalistas? Quem são os verdadeiros destinatários das imagens, das notícias, das crónicas?
Na rotina básica das redacções, a resposta a estas perguntas tem três variáveis possíveis. Uma é quantitativa as audiências. A segunda consiste na percepção dos jornalistas sobre os gostos do público. A terceira decorre dos estudos mais aprofundados quanto às preferências dos leitores, ouvintes ou telespectadores."

Os leitores somos ... nós.

domingo, outubro 30, 2005

CÁ DENTRO Reflectir sobre jornalismo

O que é fazer jornalismo? Pergunta de há muito. Vale a pena ler estas reflexões de João Lopes hoje no DN. No JN, a reflexão de Manuel Pinto, provedor dos leitores, é sobre o Estatuto dos Jornalistas. No Público destaco o artigo de Eduardo Cintra Torres sobre as imagens.

sábado, outubro 29, 2005

CÁ DENTRO A Construção do Olhar

"O olhar tem sido historicamente construído. A construção do olhar é um acto individual, mas também um dado social, diferente de pessoa para pessoa, variável segundo as tecnologias que produzem os olhares e segundo os modos de ver dominantes numa época.

Este livro resulta de uma reflexão que especialistas portugueses e franceses realizaram num Curso da Arrábida. A concepção que o atravessa é que aos objectos vistos (televisão, cinema, fotografia, ...) se junta hoje o olhar dos espectadores, que apropriam as imagens. E as imagens são ilusões, mesmo quando retratam com realismo o mundo. Além desta constatação, importa considerar que cada público constrói as suas visões dos objectos vistos. Se o olhar se constrói, urge considerá-lo como objecto de ensino e de vivência quotidiana. E contextualizá-lo numa relação de cidadania com os objectos vistos e construídos pela televisão, pelo cinema, pela fotografia, pela imagem digital. Ou interrogá-lo nas cidades e nos outros espaços em que estamos inseridos."

O livro, cuja apresentação assinalo ao lado, tem textos de
José Carlos Abrantes, (texto sobre a evolução do olhar);
Monique Sicard, (texto sobre o olhar (d)a televisão);
Didier Epelbaum, (texto de um provedor de televisão francês sobre o olhar dos telespectadores);
Renaud Gilbert, (texto de um provedor de televisão canadiano);
Eduardo Cintra Torres, (o olhar do crítico);
Serge Tisseron, Hannah Davies, Cristina Ponte, (textos sobre o olhar das crianças nas suas relações com os media);
Jean-Pierre Esquenazi, (o olhar dos espectadores de cinema).

Olhares cruzados, olhares construídos, olhares que se ensinam, olhares que se descobrem. Está convidado(a) para dia 15 de Novembro, 3a feira, 18h 30, Livraria Bertrand, Picoas Plaza.

quinta-feira, outubro 27, 2005

CÁ DENTRO Televisão

Eram 20h 50m quando o José Alberto Carvalho anunciou que o telejornal da RTP ia para intervalo. E eu vim para o computador...É inadmissível que os telejornais no serviço público durem o tempo que duram. Eu sei que há essa ficção que as pessoas vêem o tempo todo o telejornal. Quanto a mim, pela minha experiência de outras casas, as pessoas têm a televisão aberta enquanto jantam. Seria preciso saber se jantam ou se ouvem as notícias. Por mim, a hora da refeição significa, quando acompanhado, televisão desligada. Por outro lado, acho que como contribuinte tenho o direito de saber o que se passa no mundo, em 15 minutos. Ou em 6, como fazia a M6, em França. E não em 1hora, 1h 30, 2h. Quando é que alguém compreende que "o povo é sereno" mas tem mais que fazer?

CÁ DENTRO Jornais escolares

O Público refere hoje as publicações escolares que foram distinguidas no Concurso Nacional de Jornais Escolares 2004-2005. Uma iniciativa que teve a colaboração este ano do Ministério da Educação, do Centro Portguês de Design, da Ciência Viva e da Porto Editora. O tema do concurso foi "Escreve, pela tua Saúde!" Importante seria haver novas iniciativas noutros órgaos de comunicação social.

quarta-feira, outubro 26, 2005

CÁ DENTRO

Já não sei se é cá dentro ou lá fora. Pois estou dentro de casa e lá fora ao mesmo tempo, no Anfiteatro 2 da Fundação Calouste Gulbenkian. A Chrstine Ockrent acaba de fazer a sua comunicação e de lembrar que as tecnlogias nos retiram o tempo de reflexão. E, eu quase em simultaneo, a reflectir, sem tempo, sobre o cá dentro e o lá fora.

LÁ FORA Judith Miller

O DN retoma hoje o caso Judith Miller.

Pode ler aqui o artigo do provedor dos leitores (public editor) do NYT, refgerido na notícia.

Também pode consultar uma jornalista na prisão que escrevi, a contra corrente, no verão.

CÁ DENTRO A imprensa e a internet

No Público, hoje são referidas as declarações de Alan Albarran, director do Journal Of Media Economics, que esteve ontem em Vila Nova de Gaia. Albarran diz que a imprensa tem de adaptar-se à internet. Em Portugal, ainda não se percebeu que a expansão da imprensa, a melhoria da sua qualidade e uma ligação mais forte aos leitores tem que ter em conta este novo dado. Está a perder-se tempo.
Na referida notícia se refere que segundo um estudo da PriceWaterHouse haverá um crescimento das receitas de publicidade na ordem dos 32 mil milhões de dólares. o maior aumento de todos os orgãos de comunicação. Cá, insiste-se em dar um tom azul aos jornais.

O especialista estará amanhã na Universidade Autónoma de Lisboa (Auditório da Boavista) numa conferência intitulada "Ética e responsabilidade social dos media" que se derenrola na parte da manhã. A entrada é livre mas exige inscrição prévia. Telefone 217 573 459 ou conferencia.media@gmail.com.

terça-feira, outubro 25, 2005

LÁ FORA Fotojornalismo

Os fotojornalistas têm, no Poynter, uma fonte inesgotável de imagens e reflexões.

segunda-feira, outubro 24, 2005

CÁ DENTRO

Aqui encontra a crónica de hoje do Provedor de Leitores do DN, intitulada "Da intenção ao voto".

LÁ FORA - JUDITH MILLER

Ao que tudo indica o caso Judith Miller está a dar uma volta. O New York Times está a braços com uma nova crise por causa da sua jornalista superstar. Hoje o Público traz informação na secção media.

Eis também uma notícia de um jornal sul-africano Mail & Guardian On Line

"Fallout from the scandal of how a secret CIA operative's name came to be leaked to the United States media, which is threatening to engulf the White House in crisis this week, has als reached the newsroom of the venerable New York Times."

sexta-feira, outubro 21, 2005

O FIM DA TELEVISÃO

Courrier Internacional

O Courrier Internacional publica um dossier sobre o fim da televisão. Um interessante artigo de Fernando Madrinha situa o problema e há artigos da Newsweek (A Velha TV já era, Telespectador decide se quer ver anúncios ou não), do The Wall street Journal (Google compete com a televisão), A era do pequeníssimo écrã, e ainda um debate sobre Porque perdem os media a confiança dos leitores? (The New York Times Book Review). Um número a ler e a guardar. Vem a calhar para quem já tinha dialogado com um especialista da televisão sobre a possibilidade de fazer uma reflexão sobre este tema.

quinta-feira, outubro 20, 2005

APLAUSOS

À utilização da linguagem gestual no menu de um DVD.

CÁ DENTRO Blogues no feminino

O blogue Sociedade Anónima apareceu nos ultimos dias e é feito por 13 mulheres. Fico a pensar se elas estiveram no Falar de Blogues no Feminino. E também, fico a pensar que, se organizar un novo Falar de Blogues no Feminino já só preciso de convidar este blogue. Fica logo constituída a mesa e também uma assistência razoável....Bom sucesso é o que desejo ao numeroso grupo.

quarta-feira, outubro 19, 2005

LÁ FORA Katrina

Os americanos estão divididos quanto ao esforço de reconstrução devido ao Katrina.

"Katrina Relief Effort Raises Concern Over Excessive Spending, Waste
Growing Number Sees U.S. Divided Between 'Haves' and 'Have-Nots'


The public overwhelmingly supports the Hurricane Katrina rebuilding aid already approved by Congress. Going forward, however, as many Americans worry that the government will spend too much on hurricane relief as say it will spend too little. A new poll finds that that 51% of Americans say their biggest concern about the government’s relief effort is that the money will not go to the needy, while 32% worry that the money will be wasted on unnecessary things.

The latest national survey by the Pew Research Center for the People & the Press, conducted among 1,500 adults from Oct. 6-10, finds increasing public perceptions of economic inequality in the aftermath of Katrina. Nearly half (48%) believe that American society is divided between the “haves” and “have-nots.” That represents a 10-point rise since March 2005, with the increase coming across the economic sp"ectrum.


The public generally continues to view deficit reduction as a major priority. About four-in-ten (42%) say that reducing the federal budget deficit should be a top priority for the president and Congress, about the same number that expressed this view in March (39%). Democrats hold a sizable advantage as the party better able to reduce the deficit. Nearly half of the public (47%) says the Democratic Party could do a better job on this issue, compared with just 29% who choose the Republican Party. There is a high degree of partisanship in opinions on which party could do better in cutting the deficit. But just half of moderate and liberal Republicans feel the GOP would do better in reducing the deficit.

Katrina Relief Effort Raises Concern Over Excessive Spending, Waste
Growing Number Sees U.S. Divided Between 'Haves' and 'Have-Nots'"
View complete report

terça-feira, outubro 18, 2005

CÁ DENTRO Palavras sobre as imagens

Ainda ontem José Pereira Costa que um dos papéis da imprensa mais importantes de hoje é explicar e enquadrar: “as imagens precisam de ser avaliadas, interpretadas e enquadradas no seu contexto...”.

No DN há todos os dias uma reflexão sobre as imagens de televisão. Vale a pena ler as palavras de Miguel Gaspar .

CÁ DENTRO Blogues no feminino

A sessão de 5a feira, na Livraria Almedina, foi muito animada e concorrida. No entanto, na imprensa tradicional os ecos não foram muitos. Pelo contrário, nos blogues houve muitas entradas que foram escritas, antes e depois. Eis alguns blogues onde houve textos ou comentários sobre este primeiro falar de blogues:
Escreveram sobre o Falar de Blogues no Feminino

Bomba Inteligente
Megeras Magérrimas
Miss Pearls
Rititi
Controversa Maresia
Lost in Lisbon

Se alguém souber de outros, assinale....

segunda-feira, outubro 17, 2005

CÁ DENTRO E LÁ FORA A propósito da Prisa

Cabe-me saudar um interessante artigo de José Pereira Costa, no Público de hoje. O artigo intitula-se “Algumas considerações acerca dos media em Portugal” e refere várias dimensões da actual situação dos media, na sequência da entrada da Prisa na TVI. Trata-se de um artigo bem fundamentado e baseado em dados precisos, o que nem sempre é o caso, nos artigos de opinião da nossa imprensa.

De destacar

- o papel do Expresso que tem feito uma campanha contra a entrada da Prisa na TVI (“a razão desta campanha é a TVI passar a ser dirigida por um grupo internacional de qualidade”);

- o papel de um admnistrador da TVI que não reagiu à entrada de capital da RTL mas reagiu agora ao capital espanhol;

- JPC refere.-se ao grupo Prisa dizendo: “estes últimos, produzindo um dos 4 ou 5 melhores periódicos da imprensa internacional, pese embora a sua ligação ao PSOE, poderão incomodar aqueles que em Portugal tudo fazem para manter o nosso País, em todos os sectores, na maior das mediocridades. “

- há também uma interessante reflexão sobre o papel que à imprensa cabe exercer na relação com as imagens: “as imagens precisam de ser avaliadas, interpretadas e enquadradas no seu contexto...”

Agrada-me sobretudo uma visão que vem de fora (o autor foi funcionário da Comissão Europeia) e se dá conta, por comparação, “deste pequenino mundo mediocre onde vivemos.” A pequenez é tanta que estamos sempre a afirmar que a nossa televisão é das melhores da Europa e outras manias das grandezas semelhantes. Que mostram, como parte da nossa intelectualidade e agentes activos, conhecem os paises a partir de algumas superficiais saídas turísticas e de juizos apressados sobre os patamares de qualidade dos outros.

domingo, outubro 16, 2005

CÁ DENTRO A Falar de Blogues

A Bomba Inteligente publicou o texto lido na 5a feira, no falar de Blogues no Feminino. Aqui o reproduzo. Mas vale a pena ir ao site da Bomba Inteligente para ver a foto e outras coisas que a Charlotte vai escrevendo.

"Introdução ao debate*

Quando José Carlos Abrantes, muito gentilmente, me convidou para participar no debate, recusei. À partida rejeito qualquer tipo de discussão que contribua para a separação entre homens e mulheres. Existem, infelizmente, no mundo, questões mais que suficientes a separar as pessoas. Que necessidade havia sequer de mencionar quaisquer «especificidades femininas» e logo nos blogues, um espaço à partida livre de rótulos e de etiquetas? Talvez por causa da irritação, decidi, no mesmo telefonema, aceitar o convite. Uma vez que não posso falar por todas as mulheres que escrevem em blogues, porque não tenho poderes de adivinhação quanto às suas motivações, nem informações especiais acerca de quem as lê, prefiro contar um pouco da minha história na blogosfera.

Tudo começou por piada. Participava, há cerca de dois anos, no Pastilhas, o site do Miguel Esteves Cardoso, quando, um dia, o Macguffin apresentou o seu blogue, Contra a Corrente. Gostei muito da ideia e comecei a seguir o que escrevia, bem como outros blogues que mencionava, como a Coluna Infame. Uma bela noite, decidi entrar no blogger e experimentar. O meu Marido sugeriu o título bomba inteligente e comecei a escrever. Escolhi o mesmo nickname que utilizava no Pastilhas - Charlotte - porque o blogue era uma espécie de continuação da minha participação no site. Charlotte e Carla é exactamente a mesma coisa, como tive também oportunidade de explicar nos primeiros posts. Não há personagens no meu blogue, à excepção, por vezes, do gato Varandas, que embora seja uma criatura estranha, existe mesmo.

A começar no meu nome e a acabar na série O menino da mamã e da avó, tudo no meu blogue faz parte da minha vida diária. Naturalmente que as gracinhas estão relacionadas com o exagero, sobretudo nas séries Eu hoje acordei assim ou Ninho de cucos. Isto para que não pensem que sou a Marylin Monroe ou a Elizabeth Taylor. Mas só porque ainda estou viva e só me casei uma vez. Percebo que o anonimato permita uma liberdade de movimentos, de delírios, de invenções, que podem ser tão literariamente interessantes como levar o seu autor à loucura. Esse tipo de registo nunca me interessou, nem quando assinava apenas com o nickname. Os melhores blogues foram, no entanto, anónimos e mentirosos: O Meu Pipi, Procuro Marido, Dói-me e Malapata. Mas nos quatro casos mencionados, o exagero e o humor eram tão evidentes que não lhes posso chamar mentirosos, uma palavra feia, mas brilhantes, inesquecíveis. Interessa saber se os seus autores seriam homens ou mulheres? Não interessa.

No dia em que publiquei no blogue uma curta gravação com a minha voz, recebi uma série de e-mails de leitores a desculparem-se por terem achado que eu era um homem. Não me lembro se terá sido a primeira vez que me insultaram, mas foi certamente a primeira em que me senti ofendida. Eu, Charlotte, Bomba Inteligente, um homem? Com barba e bigode? E pêlos no peito? Sem mala? Mas por que razão haveria homens (e quem sabe se mulheres) a pensar que um blogue, onde havia posts como «Também quero uma kalashnikov com banho de ouro!», ou discussões burlescas sobre a regra do fora de jogo, era escrito por um sem-dúvida-distinto membro do sexo masculino? Tentei perceber a confusão. Haveria qualquer coisa de rapazola em mim que me tivesse escapado? E o mais importante: teria cura? Como uma boa mulher, decidi dormir sobre o assunto. Na manhã seguinte, percebi que os sinais que mostram o género do autor do blogue são, pelos vistos, muito confusos nos tempos que correm.

Também não sei se terá sido ao segundo insulto, mas lembro-me da segunda vez - e última - em que me senti ofendida. Quando me filmaram por causa do blogue, choveram e-mails (mais uma vez) de leitores a pedir desculpas por terem achado que eu tinha 50 ou 60 anos. Desta segunda vez, percebi que o problema não se punha somente com os sinais que mostram o género do autor do blogue, mas que a confusão e a dúvida chegavam à idade. Se nunca tivesse aparecido, ainda haveria muito boa gente a imaginar que o bomba inteligente era escrito por um sexagenário chamado Carlos Manuel, mesmo assinando Charlotte.

Ora sobre que assuntos falam as mulheres na blogosfera? Falam literalmente de tricô, como a Hilda Portela ou a Rosa Pomar; ou dos filhos como a Vieira do Mar, no Passeai, Flores!, o único babyblogue que visito. Falam da actualidade, de política, de sexo, de homens, de compras, de touradas, de animais, de economia, de futebol, do quotidiano, de moda, de cinema, de literatura. As diferenças no modo como observam estes e outros temas estão relacionadas com o que são como pessoas, com as suas expectativas, com as suas capacidades, e não com o simples facto de serem mulheres. Talvez o único tema na blogosfera exclusivo das mulheres seja o tricô. Mas não o posso afirmar com toda a certeza.

Não faço a mais pequena ideia do que motiva as mulheres na blogosfera. A pergunta terá de ser dirigida a cada uma delas. Posso dizer-vos que não tenho nenhuma motivação em particular. Apenas tempo.

* Apresentação lida (porque sou com uma rapariga tímida e por isso tenho um blogue) ontem, na livraria Almedina, em Lisboa."

sexta-feira, outubro 14, 2005

Cá DENTRO

Rogério Santos escreveu uma boa síntese do debate de ontem no Indústrias Culturais.

E outra...

Assistência 2

Uma prova...

Assistencia 1

FALAR DE BLOGUES na almedina, 13 de Outubro

FdB mais às claras

Foi animado, cheio de gente, interessante.

quinta-feira, outubro 13, 2005

CÁ DENTRO E LÁ FORA Prisa

Ainda a nomeação do novo correspondente do El País, em Portugal. Num email que recebi ontem, de um egroup, afirma-se que a jornalista substituída do El País já teria sido "chamada ao Conselho de Ministros português". Acho improvável. Será que os políticos são assim tão ingénuos?

Julgo que a questão é: ou a substituição foi ditada por uma decisão editorial ou por uma decisão política, sob influência do Governo português. E, neste caso, seria uma intromissão intolerável. Mas o melhor é mesmo fazer um email ao provedor de El País, perguntando como foi noticiada esta questão em Espanha, ou, pelo menos, no El País.

CÁ DENTRO Evocação de Emídio Guerreiro

Há um outro episódio que quero aqui contar. Foi já depois do 25 de Abril, num dia em que o acompanhei à Baixa de Lisboa. Vendiam-se, na altura, no passeio do Rossio, uns jornais de extrema-direita, tipo " Barricada" , ou algo no género.

O Dr. Guerreiro olhou, e disse alto e bom som: "Gosto de ver estes jornais à venda."

Um dos vendedores acorreu logo solícito e perguntou: "Concorda com eles?"

Teve de imediato a resposta: "Não, acho um nojo, mas são a prova de que há Liberdade no meu País."

De um email de António Brotas

quarta-feira, outubro 12, 2005

CÁ DENTRO Televisão com mau tempo

Transcrevo o post de terça-feira de José Medeiros Ferreira, no Bicho Carpinteiro:

"As televisões portuguesas devem ser das piores do mundo na apresentação da meteorologia.Nenhuma perspectiva geral,nenhumas fotografias de satélite,uns quadros pindéricos com um grafismo ante-moderno ,uma previsão mínima para o continente e ilhas aproximadas.
De repente um rebate:um centro de observação de furacões em Miami detecta um ex-furacão,Vince, que se formara subitamente a noroeste da Madeira e se dirigia surpreendentemente para a península ibérica.Domingo um desenho tosco faz crer que a zona atingida seria o norte .Entretanto o ex-furacão passa a tempestade tropical e serpenteia por Vila Real de Santo António,já na metamorfose de depressão,para acabar sem força nuns aguaceiros bem medidos pelas estatísticas pluviométricas,Assim se passaram 48 horas de noticiário meteorológicos em Portugal!E lembrarmo-nos que Portugal já foi pioneiro neste domínio, fornecendo e sonegando previsões do tempo aos beligerantes nas duas guerras mundiais...Por favor um pouco mais de tecnologia..."

Num comentário a este post, refere-se aquela ideia bizarra de partir o país às tiras.

CÁ DENTRO 2º ENCONTRO DE WEBLOGS, na Covilhã

As inscrições para o II Encontro de Weblogs estão abertas até à próxima quinta-feira, 13 de Outubro.

Ver 20 Encontro de Weblogs

CÁ DENTRO Blogues no feminino

Falar de blogues

Será que também vamos falar de media, de jornalismo, de nós? Amanhã, na Almedina? Aposto que sim. Miss Pearls fez escolhas de alguns comentários que vale a pena ler, antes de nos encontramos.

"Sobre que assuntos falam as mulheres na blogosfera? [actualiz.]

(...)As mulheres não têm grande paciência para a troca demorada de galhardetes verbais, até porque ainda lhes falta ir ao supermercado e fazer o jantar. Quando salta a controvérsia, são mais pragmáticas, ficam-se pela sua opinião e não apreciam especialmente que as tentem convencer do contrário. Este aspecto também sobressai nas caixas de comentários: as mulheres identificam-se, ou não, com os factos relatados ou com a opinião exposta, acrescentando normalmente algo da sua experiência pessoal; os homens, perante o mesmo post, evitam falar de si, correm a buscar referências teóricas e uma cerveja ao frigorífico, e abancam.
Controversa Maresia

(...) De que falam as gajas? Das obras do IP5, das contas do Estado, dos filhos, da sogra, do Benfica, da namorada, da dor de corno, do jantar com os amigos, da Nossa Sen"hora de Fátima, do Louçã, do desenvolvimento sustentável, do campo de refugiados do Sudão, da Madonna, da televisão. Falam do que lhes sai del mismíssimo coño. Algumas sabem fazê-lo e outras não. Essa é única diferença, como em tudo na vida.
" Na Rititi

(...) Insiste-se, porém, no destaque à escrita feminina. Não desonra, mas não honra por aí além nenhuma mulher de bom senso, que se lhe elogie a escrita feminina, como se o adjectivo aprisionasse aquela precisa escrita a uma comparabilidade, incontornável e recorrente, à escrita em padrão normal como único critério possível de se lhe apreciar o mérito. Mais nos valia que a rejeitassem desde logo, que não há nada de mais obtuso do que sugerir que se escreve bem, apesar de.
Lolita no Blogame mucho""

LÁ FORA Internet

Hoje o Público noticia que um jornal japonês ganhou um processo judicial contra um site informativo. Acho a notícia um pouco confusa, mas é um terreno que dará mais pano para mangas, no futuro.

terça-feira, outubro 11, 2005

CÁ DENTRO Televisão (2)

Vale a pena ler hoje, no DN, o artigo de Francisco Saarsfiel Cabral, Baixarias. A crónica de Miguel Gaspar, "Os infoexcluídos das autárquicas", hoje, só pode merecer aplausos,embora não a tenha conseguido encontrar na net. Os jornalistas acham que mostram o que se passa, mas não têm muito a percepção de serem actores que constroem a realidade social, construindo agendas, por exemplo. E uma agenda deixa sempre de fora acontecimentos que poderiam lá estar.
E ontem o artigo de João César das Neves , mais discutível, pois diz não ver o que critica.
É bom que as opiniões se exprimam sobre a televisão. Também isso são mecanismos de regulação, mesmo indirtectos.

CÁ DENTRO - Televisão (1)

Mar, Praia da Riviera

Há dias, num bar de praia, fiz uma pergunta ao empregado. Por causa do mar estar muito manso, o que não aprecio. Ele lá me explicou que também não tinha explicação, nem os outros que tinha ouvido falar. Mas adiantou-me informações sobre o aquecimento do planeta, sobre os degelos das calotes polares. Quando o interroguei sobre onde adquirira tal informação, a resposta foi óbvia: a televisão. Claro que citou o Discovery e outros canais do cabo. Mas a televisão são todos os canais que cada um de nós pode sintonizar.

segunda-feira, outubro 10, 2005

Gostei de Ver

na RTP1, no telejornal das 20h, a localização da Venezuela feita a propósito de nova prisão de uma cidadã portuguesa. Nem sempre, em televisão, os locais são assinalados, o que é pena. E pareceu-me que a animação, que deveria ter sido executada em computador estava bem conseguida.

Não gostei nada mesmo ver o Mário Crespo a colocar e insisitir com aquela história do Falcon em que viajou José Sócrates. O Ministro da Presidência colocou bem os argumentos e lembrou que a questão era bem portuguesa.

sábado, outubro 08, 2005

CÁ DENTRO - BLOGUES

"SOBRE AS MICRO-CAUSAS NOS BLOGUES

Há uma coisa que a comunicação social fora da rede ainda não percebeu, ou não quer perceber. É que não vale a pena fazer de conta que certas questões levantadas pelos blogues, quando são sensatas, favorecem o espaço público, e implicam uma exigência legítima de esclarecimento, desaparecem por si. É completamente contraproducente, e só amplia o significado da causa, por micro que seja, ignorá-las.

Podem dizer que só uma pequena minoria das pessoas que lê jornais, lê os blogues. É verdade. Mas as pessoas que os lêem estão no centro da opinião que conta e são multiplicadores naturais. Uma micro-causa com sentido funciona como um vírus, e, ou há remédio e o vírus morre, ou a infecção gera um novo estado de coisas, um novo pool genético, por eliminação. A comunicação social tradicional já não controla sozinha o debate público, cada vez mais é a simbiose entre os diferentes modos de comunicar (incluindo os blogues, mas não só) que conta. Viu-se com a OTA (e se calhar ainda se vai ver mais se o governo não cumprir a promessa, ou a montanha parir o "ridículo ratinho" da fábula) e vê-se com a exigência de esclarecimento ao Público.

Meus caros jornalistas, sejam bem-vindos ao admirável mundo novo do alargamento do espaço público. Apesar de todos os seus defeitos, os políticos já lá estavam. Contra a sua vontade, mas é assim que as coisas mudam. Para todos."


Este texto vem do Abrupto , de José Pacheco Pereira.

sexta-feira, outubro 07, 2005

LÁ FORA - PARTICIPAÇÃO DO PÚBLICO

Segundo o Público de hoje:

"Responsável da BBC diz que o público está a mudar a informação
A avalanche de vídeo com elevada qualidade, fotografias e outro material noticioso enviado por correio electrónico por cidadãos anónimos na sequência dos ataques bombistas de 7 de Julho em Londres marcou um ponto de viragem na emissora pública britânica, a BBC, de acordo com o director da sua World Service and Global News Division."


A imagem usada por Richard Sambrook é a um jogo de futebol em que o público estaria não só a invadir o campo, mas também a querer participar no jogo, mudando-lhe as regras.
Será cada vez mais intensa esta relação entre os media e...nós.

quinta-feira, outubro 06, 2005

CÁ DENTRO -PRÉMIOS DE JORNALISMO

De várias maneiras se puxa o jornalismo para níveis de qualidade mais elevados. Os prémios são um desses sinais que se dão aos orgãos de imprensa e aos jornalistas, bem como ao público em geral. Nada resolve, mas algumas iniciativas ajudam.
A Casa da Imprensa divulgou agora os seus.

quarta-feira, outubro 05, 2005

CÁ DENTRO E LÁ FORA

Fui hoje à World Press Photo no CCB. Uma autêntica galeria de horrores! Recuso-me a poder pensar que o melhor das imagens do mundo são as que se podem ver no CCB.

terça-feira, outubro 04, 2005

CÁ DENTRO e LÁ FORA

O diário espanhol El País substituiu a correspondente em Portugal, a free-lance Margarida Pinto, por Miguel Mora, jornalista do quadro.

Esta é uma breve do público de hoje. Segundo o jornalista destacado, que é citado, a nova prioridade do jornal é que "a imagem de Portugal em Espanha deixe de ser inexistente ou catastrófica, que não tenha de ser apenas a má notícia". Não tenho meios de avaliar o trabalho da jornalista que saiu nem tenho que o fazer. Mas que há um clima insano que se vive em Portugal, também visível nos media, isso parece evidente a muitos. E não aproveita a ninguém. Há quem esqueça que o jornalismo são escolhas. Mas o País vive, com esperança nas vidas individuais. Como se explica que na vida colectiva a descrença seja tamanha? Será porque, entre outras coisas, a vida colectiva é mediada e não directamente experienciada?

Por exemplo,
Joana Amaral Dias escreveu no DN, hoje:

"Mediano I.
Muito se fala do populismo dos políticos. E a discussão do populismo dos media, é para quando? A importância estonteante dada, nos quatro canais de televisão, a Fátima Felgueiras ou a reportagem da revista Sábado, de seis páginas, onde se analisam detalhadamente coisas como o suor, os beijos, os apertos de mão e os sorrisos de importantes candidatos autárquicos, são tabu?"

segunda-feira, outubro 03, 2005

CÁ DENTRO - UM AZUL IRRESISTÍVEL

A crónica de hoje, que escrevi no DN tinha o título Um azul irresistível. O assunto era a publicidade da TMN que levou às edições azuis de vários jornais. A crónica de Manuel Pinto, no JN de ontem, foi também sobre o mesmo assunto.

Um azul irresistível

Colette, escritora francesa, escrevia os seus textos em folhas de papel azul. Michel Pastoreau (1), um estudioso da cor, diz que “todos os desenhos infantis, todos os mapas geográficos, todas as imagens que põem em cena o mar, os lagos, os rios e até mesmo a chuva, associam a água e o azul.” Mas, “quer seja limpa ou suja, viva ou adormecida, fluvial ou marítima, quer corra de uma fonte, de uma torneira ou de uma garrafa, a água verdadeira nunca é azul.” Fica-se abalado nas convicções de tanto confundirmos a água ... com a sua representação. O autor mostra que o azul é a cor preferida da população ocidental de hoje, a cor do longínquo (o céu), do sonho, do amor, da fidelidade, da paz, das organizações internacionais. Mas não faz quaisquer referências a Colette, nem à imprensa portuguesa. Esta última passou a ser merecedora de uma justificada referência: o azul tingiu literalmente as bancas de jornais na 4a feira passada. Jornais generalistas e jornais desportivos, jornais de referência e jornais populares, vestiram-se de azul. Nos que consultei havia quatro páginas azuis: a capa, a página um, a contracapa e o verso da contracapa. Escaparam os jornais económicos (que ironia!) e os semanários. Porquê esta “azulite” generalizada? Tratava-se de publicidade a um dos operadores de telemóveis. E também do reconhecimento que a cor de uma marca, neste caso o azul, pode interferir com o jornalismo (2). Podemos imaginar que o laranja e o vermelho dos outros operadores irão desencadear uma legítima concorrência, o que poderá mudar, de novo, a roupagem da imprensa que lemos.
O sindicato dos jornalistas considerou “"chocante a submissão dos órgãos de comunicação ao recurso publicitário utilizado", já que o fundo azul da referida campanha se prolonga por "páginas estritamente editoriais", agravando o "risco de confusão entre conteúdos jornalísticos e mensagem publicitária". E o sindicato fez "um apelo veemente" às direcções dos jornais, aos conselhos de redacção e aos provedores dos jornais para que "encetem uma reflexão séria sobre os limites da publicidade"”.
O Estatuto de Provedores dos Leitores do DN permite que esta coluna possa incidir sobre assuntos de importância geral para os media. Acresce que há leitores indignados, sindicalistas, neste caso. Publicamente, incitam várias entidades, entre os quais os provedores de jornais (que são escassos...) a pronunciar-se sobre esta iniciativa.
Tenho uma posição genericamente favorável em relação à publicidade. Considero esta um elemento que permite aos cidadãos fazerem escolhas mais fundamentadas e ter uma ideia sobre certas propriedades essenciais dos produtos. Isto apesar das técnicas publicitárias darem, em geral, uma valorização excessiva às qualidades atribuídas ao que anunciam. No caso presente, o problema é outro. O que está em discussão não é a legitimidade da publicidade na imprensa, que ninguém questiona. Os jornais de circulação gratuita são financiados pela publicidade e parte substancial das receitas dos jornais vem das receitas publicitárias e dos encartes, profusamente vendidos. Se assim não fosse os jornais poderiam custar bem mais caro aos leitores. Neste caso, o que está em causa, é a penetração avassaladora da publicidade em páginas editoriais, alterando, de forma radical, o quadro habitual de leitura da informação. Segundo Leandro Marshall (3), “a ideologia publicitária chega a determinar hoje as próprias composição, organização e distribuição dos espaços nas páginas dos jornais. Pesquisas académicas comprovaram que o efeito da publicidade e o crédito que o leitor lhe atribuirá dependem do local onde o anúncio for exposto e da proximidade deste com a parte redactorial.” Ora, os anunciantes sabem que a credibilização do seu produto ganha com a aproximação do espaço informativo. E os jornalistas, editores e directores sabem que os livros de estilo e os códigos deontológicos aconselham, em geral, uma separação bem marcada entre a matéria noticiosa e a publicidade. Isto para não se criarem dúvidas nos leitores, ouvintes ou telespectadores. Compreende-se a lógica de tal separação pois à publicidade se conferem qualidades persuasivas, aspecto ausente nos manuais e na prática do jornalismo. É certo que a matéria informativa não foi influenciada pelo azul que serviu de fundo. Mas houve alteração dos quadros de referência visuais. E houve uma proximidade entre o fundo (publicitário) e a forma jornalística. Nalguns casos deu-se o deslocamento da última página e a redução de espaço editorial na primeira (caso do DN). A perda da imagem visual própria feita de contraste de cores no fundo usado quotidianamente, não favoreceu os leitores nem os jornais. O mesmo se pode dizer da uniformização de imagem dos jornais, como assinalou Ruben de Carvalho, no sábado. Tais alterações levam-me a considerar que a operação, certamente útil para os cofres, não favoreceu o capital simbólico da imprensa.
Alguns sustentam que este problema económico é insuperável. As telecomunicações estão a abarrotar de dinheiro, os jornais sem capacidade económica. Parece um diagnóstico certo. Só que as políticas editoriais não podem ser feitas sob o desígnio dos poderes da economia, nem da política, nem das modas, nem dos poderes corporativos de uns e de outros. São os critérios editoriais que definem os jornais dando-lhes uma identidade apreciada pelos leitores, que escolhem, um destes, entre a oferta do mercado. E, onde cabe toda a publicidade, desde que claramente demarcada da informação. Como ainda aconteceu no sábado, dia 1, no DN: as páginas 10, 11, 12 e 13 eram inteiramente azuis e ...celestiais.

BLOCO NOTAS


Palavra de provedor
Perguntei a Jeffrey Dvorkin, ex-Presidente da Organisation of News Ombudsmen (ONO), se conhecia casos semelhantes. A resposta foi: “Não, nos EUA, não há publicidade na primeira página, é limitada ao interior. O vosso caso faz-me lembrar alguns jornais franceses ou mesmo alguns jornais regionais importantes.”

Palavra de provedor
Um outro exemplo desta influência das actividades económicas nas políticas editoriais é o dos convites que levam a imprensa a cobrir determinados acontecimentos. Nalguns livros de estilo consta hoje a obrigação de o jornalista dar a conhecer que viajou a convite da entidade financiadora da deslocação e/ou estada. O que é melhor que nada dizer, mas não chega. Marcelo Beraba, provedor da Folha de S. Paulo, escreveu em 18 de Setembro uma crónica intitulada A convite e na qual se referia a um caderno de turismo da Folha que tinha como principal assunto a cidade de Rio das Ostras, no litoral fluminense. “A Folha informou na reportagem que viajou para Rio das Ostras a convite da Abih-RJ (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio de Janeiro) e da Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio de Rio das Ostras. Marcelo não considera que a informação sobre o convite dê credibilidade ao que é escrito: (...) O leitor perde, obviamente, porque, por mais isento e transparente que o jornal seja ao admitir que viajou a convite, sempre fica a certeza de que aquele ponto turístico está sendo recomendado por oportunismo, e não por critérios editoriais. Os cadernos de turismo ganharão credibilidade quando tiverem orçamentos próprios que lhes permitam libertar-se da dependência que os atrela, hoje, aos interesses da indústria turística. O jornalismo brasileiro ainda precisa dar esse passo.” Julgo que o jornalismo português também precisa de dar esse passo, neste aspecto. E não só no turismo...

Palavras citadas
(1) Pastoreau, M., Dicionário das cores do nosso tempo: Simbólica e sociedade, Lisboa, Editorial Estampa, 1993. É um livro fascinante e que não tem que se ler de fio a a pavio. Escreveu também um livro sobre o azul (Bleu, Histoire d’une couleur, Paris, Éditions du Seuil-Points, 2002.
(2) Guimarães, L., As cores na mídia: A organização da cor-informação no jornalismo, S. Paulo, Annablume, 2003.
(3) Marshall, L., O jornalismo na era da publicidade, S. Paulo, Summs Editorial, 2003.