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segunda-feira, setembro 05, 2005

O fogo é a mensagem

No Público pode ler-se hoje um artigo de José Luís Garcia, O fogo é a mensagem: Notas para o debate sobre a mediatização dos incêndios, artigo que já tinha sido publicado no sábado.

A questão do "excesso" das imagens dos fogos tem sido algo discutida nas televisões e nos media em geral. Para as televisões foi lembrada a questão do tempo de duração dos telejornais como sendo um factor decisivo para se regressar a uma informação mais contida, mais construída em função de critérios jornalísticos de escolha e de selecção de informação. Aconteceu ter seguido o fogo de Coimbra em Espanha, num dia em que também na Galiza, houve um incêndio de alguma dimensão. Um e outro assunto foram objecto de notícia, mas talvez peças de 2/3 minutos, colocadas no interior de um conjunto mais vasto de informações. Isso mesmo disse Ramon Fon, jornalista espanhol, no recente debate, no Prós e Contras. Também se afirmou que a alternativa a dar imagens dos fogos é não dar imagens dos fogos, exclui-las. Sabemos que não: entre 8 e 80 há várias dezenas de opções. E voltando a João Lopes: aplicar o tempo televisivo nisto, é deixar de fora aquilo, outra coisa.