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terça-feira, maio 31, 2005

E LÁ FORA?

Na conferência da World Association Newspapers, Shin-Ichi Hakoshima, Presidente do jornal japonês Asahi Shimbun, proferiu uma conferência intitulada “Adapting to the Ubiquitous Networking Society”. O Asahi Shimbuné o segundo maior jornal do mundo e tira 12 milhões de exemplares por dia. Shin-Ichi Hakoshima disse na conferência que o nosso futuro depende da capacidade de utilizar a internet ("our future depends on our ability to utilize the internet,").Será que alguém, cá dentro, percebe isto? Ou será que é o tamanho da tiragem que faz perceber no Japão aquilo que em Portiugal é descurado?
Interessante também a ideia defendida que os utilzadores estão pouco disponíveis para pagar informação consultada no computador, mas mais abertos a pagar informação disponibilizada no telemóvel.

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É verdade que já tenho o Imagens e Nós e o Aplausos e Assobios. Mas, no dia a dia, encontro alguma dificuldade em partilhar reflexões sobre os media e o jornalismo que não tenham a ver directamente com as imagens. Inicio por isso, hoje, mais este blogue.

Aproveitei o título do blogue das imagens mantendo o ..nós. Com isso pretendo vincar a relação dos públicos, dos leitores, ouvintes e espectadores com os media, incluindo a internet. Trata-se de uma dimensão em desenvolvimento, ligada à consciência acrescida de cidadania que leva os "públicos" a intervir mais directamente no espaço público. Alguns media têm também tentado dar maior credibilidade ao seu trabalho jornalístico (ou mesmo de programação) adoptando a provedoria nas suas empresas. O que vai acontecer, como se sabe, proximamente, na Rádio e Televisão de Portugal.

Na revista Media XXI, nº 80, Março Abril de 2005, revista dirigida por Rogério Santos, publica-se um Dossier intitulado Qualidade na Comunicação. Uma pergunta de um estudo telefónico era a seguinte: "Para si, a existência de Provedores nos media é uma garantia de qualidade?" Só 4% acham que não e 93% dizem sim. É certo que o número de inquiridos é pequeno (102), mas também se trata de um universo qualificado. É um sinal. Quem sabe se a TVI ainda volta a trilhar os caminhos abertos pelo primeiro Provedor de Televisão em Portugal, o Professor Sousa Franco.