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Segunda-feira, Dezembro 15, 2008

MESTIÇAGENS

A partir de hoje este blogue passa a ser publicado como uma rubrica regular do Mestiçagens. Isto para simplificar a edição e consulta dos meus blogues.

Terça-feira, Dezembro 09, 2008

ESTUDOS JORNALÍSTICOS

Caros Colegas

Vimos convidar todos os investigadores interessados no campo dos estudos jornalísticos a apresentar propostas de comunicação ao 6º Congresso da SOPCOM que decorrerá conjuntamente com 4º Encontro Ibérico Ibérico, na Universidade Lusófona, em Lisboa, entre 14 e 15 de Abril próximo. O prazo para esse fim termina no próximo dia 15.

As comunicações poderão incidir em estudos empíricos sobre a realidade portuguesa e o contexto internacional, incluindo estudos de caso e trabalhos comparativos, bem como em estudos de pendor mais teórico e/ou metodológico.

Os campos temáticos são relativamente abertos. Valorizam-se especialmente os seguintes:

- Questões éticas e de deontologia

- Abordagens de natureza histórica

- Perfil e redefinição da profissão

- Relação entre públicos e jornalismo

- Questões de epistemologia do jornalismo

- Empresas mediáticas e condições de exercício da profissão

- Formação inicial e contínua

- Impacto das tecnologias

- Jornalismo especializado

- Fontes jornalísticas e agenda das redacções

- Regulação e auto-regulação em jornalismo


Para consultar as condições de apresentação das propostas, recomenda-se a consulta do site do congresso (http://sopcom2009.ulusofona.pt/), na secção "Call for papers" (zona em cuja parte final se encontra o formulário próprio).

Os coordenadores

Manuel Pinto, UM (mjspinto@gmail.com) e Rogério Santos, UCP (rogerio.santos@netcabo.pt)

Domingo, Dezembro 07, 2008

LIVRO DE ROBERT FISK


"O Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa e Edições 70 têm o prazer de convidar V. Ex.ª para a apresentação da obra A Grande Guerra pela Civilização. A Conquista do Médio Oriente, de Robert Fisk.
Seguir-se-á um debate com o público sobre várias questões relacionadas com a situação actual no Médio Oriente.

A apresentação realizar-se-á na terça-feira, 9 de Dezembro de 2008, pelas 11h00,
no Auditório I, Torre B, 1.º piso, da Universidade Nova.
AVENIDA DE BERNA, 26-C – Tel.: 217 908 300"


recebido das Ediçoes 70

I Congresso Internacional de Ciberjornalismo


O Observatório do Ciberjornalismo, do Centro de Estudos das Tecnologias e Ciências da Comunicação (CETAC.media), organiza, nos dias 11 e 12 de Dezembro de 2008, na Universidade do Porto, o I Congresso Internacional de Ciberjornalismo, sob o tema geral “Jornalismo 3G”.

O objectivo é reunir especialistas na área para analisar e debater questões centrais da prática ciberjornalística actual à luz de novas realidades empresariais, profissionais e formacionais. Os desafios colocados pela convergência e multitextualidade, o “backpack journalism”, o jornalismo face ao bloguismo, a afirmação do chamado “jornalismo do cidadão”, a inovação tecnológica e as experiências de empreenderorismo nesta área serão temas em destaque.

Pretende-se igualmente que o congresso constitua um momento por excelência para a actualização de conhecimentos científicos sobre o ciberjornalismo. Para o efeito, serão convidados académicos, nacionais e estrangeiros, que se têm destacado na investigação nesta área.

PROVEDORIAS NO DN

A crónica de ontem de Mário Bettencourt Resendes é uma peça do xadrez político actual.

"O provedor inclina-se para aceitar a justificação do jornalista, não lhe parecendo, portanto, que, voluntariamente ou não, João Pedro Henriques tenha sido parcela de uma qualquer manobra conspiratória. Já a hipótese de uma "candidatura independente" de Rui Moreira - aparentemente admitida pelo próprio (o provedor foi autorizado a escrever estas palavras) - merece destaque e eco nas colunas políticas.

Uma eventual disputa eleitoral que ponha em confronto Rui Rio, Elisa Ferreira e Rui Moreira (entre outros...) promete um cenário de luta política de primeiro plano, a concentrar expectativas que ultrapassarão em muito as fronteiras da cidade."|

Segunda-feira, Novembro 17, 2008

O FIM DA BLOGOSFERA

"Sobre o fim da blogosfera
23:24 | Sábado, 15 de Nov de 2008

As pessoas, incluindo os profissionais de jornalismo, lêem o que cérebro os deixa ler. Um título de uma peça tem um duplo objectivo: sintetizar o assunto, ou teor, do artigo e chamar a atenção para ele.
No início da semana, recebi o mail de Rogério Santos a lembrar-me, gentilmente, o IV encontro de blogs na sexta-feira, pedindo o título da minha apresentação para o colocar no blog do encontro. Dei as minhas voltas. Já sabia sobre o que iria falar mas faltava-me ainda uma linha de força. Passado um determinado tempo, respondi-lhe: "A minha comunicação terá por título "O fim da blogosfera". É um título provocativo e jogo com os sentidos da palavra fim, não tanto como no fim de um livro, mas mais no fim da margem de um lago - chegar a uma fronteira. É uma metáfora para o fim da fase das borbulhas da blogosfera, que entra numa idade madura - como aliás fazia notar a The Economist [...].
Nessa idade madura está a ligação ao tema do painel - cultura e negócio"
E passados mais uns minutos, decidi-me. Era simplesmente irresistível fazer, no meu blog pessoal, um post intitulado o fim da blogosfera. Um post normal, informando do IV encontro a escassos dias da sua realização, e dando notícia do teor da minha apresentação."


Ver o Expresso, texto de Paulo Querido


Estas análises são exercícios muito interessantes e estimulantes para criar pensamento sobre a blogosfera. A vida de uma qualquer inovação implica desenvolvimentos para terrenos novos e o abandono de outros aspectos que se tornaram inúteis, banais ou rotineiros. O alcatrão foi provavelmente visto como o fim dos automóveis ou uma ameaça para o ser ar desconjuntado.

Sábado, Novembro 15, 2008

LINKS

A ERC DE NOVO

A desacreditação da ERC pelo Supremo Tribunal
Eduardo Cintra Torres
ect@netcabo.pt

Supremo Tribunal de Justiça considerou numa decisão recente um dos famosos estudos quantitativos da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) como incompleto e com bases insuficientes e inexplicadas. Em resumo: incompetente. O Supremo junta-se assim às instituições, deputados e outros políticos, jornalistas, comentadores, blogues e antigos reguladores que têm condenado a acção da ERC de transformar a informação jornalística numa actividade quantificada através de métodos desadequados, resultando uma trapalhada subjectiva e pseudocientífica através da qual tem procurado domesticar a imprensa e condicionar a liberdade de informar, numa estratégia consentânea com a do Governo.

Diversas instituições e pessoas têm considerado que o procedimento da ERC carece de valor por questões de princípio: não se pode avaliar a qualidade e a independência do jornalismo através dos polémicos critérios adoptados; e é eticamente indefensável que a análise seja obra da própria ERC e seja usada no seu valor facial. Mas até agora quase ninguém mergulhou nos relatórios da ERC para mostrar falhas concretas, erros, processos errados, ocultações e mudanças de regras a meio do jogo.

É o que faz, no que estava em apreço, um acórdão do Supremo de 29 de Outubro, respeitante a um recurso da SIC sobre uma decisão da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e sobre um dos relatórios contabilísticos da ERC (9PLU-TV 2007). A CNE multara vários órgãos de informação por deficiente cobertura da campanha autárquica de Lisboa em 2007. A deliberação da CNE, incrivelmente, não incluía provas concretas da suposta discriminação; limitava-se a usar o estudo da ERC como "prova". O Supremo Tribunal de Justiça impugnou a deliberação da CNE, absolveu a SIC e, por tabela, defendeu a liberdade de expressão e de informação em geral e no caso concreto.

O Supremo condena a CNE por não ter apresentado factos que abalizassem a condenação de vários órgãos de informação, incluindo a SIC: a deliberação da CNE era puramente impressionista - excepto no montante da multa que aplicou, picuinhas até ao cêntimo (4987,98?). Dadas as omissas bases factuais da CNE, os acusados nem poderiam saber de que eram acusados.

O tribunal chama a atenção para o óbvio cristalino, que muitas vezes escapa nas avaliações do jornalismo: verificar se a cobertura eleitoral foi ou não discriminatória exige apurar, entre outras coisas, as próprias acções de campanha das candidaturas objecto de notícias. Não o tendo feito, o estudo da ERC assenta em "pressupostos de facto e apreciação truncados". O Supremo refere que, na "análise" da ERC, "não consta o número total de acções de campanha efectivamente promovidas por cada uma das candidaturas e sem esse elemento não é possível concluir pela existência de tratamento discriminatório". O documento da ERC, afirma o Supremo, "não pode servir para demonstrar a existência de qualquer tipo de conduta enquadrável em tratamento jornalístico discriminatório".

O Supremo também considera errado condenar-se o conjunto de uma cobertura eleitoral com base naquele estudo: a ERC só contabilizou os noticiários das 20h.
O Supremo considera que "não está esclarecido o modo nem o critério adoptado" pela ERC para "efectuar a monitorização da cobertura jornalística" das eleições. Através de perguntas a que não encontrou resposta no documento da ERC, o Supremo desmonta a sua falta de qualidade analítica: "Como foi feita a análise? Em que elementos concretos se baseou? Em que critérios se alicerçou? Tudo perguntas para as quais não encontramos respostas concludentes". E mais à frente: "Em que termos e de acordo com que critérios foram analisados os blocos informativos" e em que "factos concretos assenta a conclusão da prevalência de critérios jornalísticos na cobertura das diferentes candidaturas baseados, essencialmente, na 'viabilidade eleitoral' de cada uma delas? Que meios foram analisados? E qual o critério seguido?".

A decisão do Supremo releva a leviandade da CNE ao seguir o procedimento pouco recomendável de se basear num documento da ERC; e é importante por desmontar o próprio procedimento interno das análises da ERC, destinadas essencialmente a condenar o jornalismo livre. Julgo que esta decisão do Supremo culmina o processo autofágico de descredibilização a que a ERC se entregou desde 2006. Depois desta decisão do Supremo Tribunal de Justiça, das duas uma: ou a ERC arrepia caminho e envereda apenas pela encomenda de análises sérias, independentes e devidamente fundamentadas, quer dos factos ocorridos no mundo real quer no tratamento analítico deles; ou então terá de calar-se para sempre.

teledocumentário Touro, de Camilo Azevedo, é politicamente incorrecto (RTP2, 08.11). Não dá voz aos opositores das touradas portuguesas ou corridas espanholas, mas não tinha que dar, por não ser uma reportagem, antes um telefilme documental com um ponto de vista. Só participam defensores do espectáculo taurino vindos da filosofia, antropologia, e toureiros, cavaleiros, ganadeiros, maiorais, aficcionados.
O singelo título do documentário logo indica a relação de simpatia com o bruto mais civilizado da nossa natureza ibérica. Trata-se de um programa que relata a "vida privada" do touro desde o nascimento até ao seu culminar, a entrada na arena para a morte pública - às mãos do toureiro ou no matadouro, depois da tourada. O destino do animal está traçado desde a sua concepção: o touro só existe para a tourada e a corrida. Simpatizando com o animal como simpatizam os aficcionados e profissionais do espectáculo que filmou, o programa explica-o como um sobrevivente ritual encenando a eventual vitória do homem sobre a morte própria.

Despretensioso, o teledocumentário vale principalmente pelo que não tem: a retórica balofa que caracteriza parte da literatura, da crítica e do audiovisual da tourada, mais pirosa ainda do que a descrição de vinhos nos rótulos traseiros das garrafas. Aqui é só contar como é a vida do touro, mostrar e comentar. Explica-se o espectáculo (o bom e o mau) sem precisar de o mostrar em demasia, à voyeur. Pode ser interessante para quem, como eu, não consegue compatibilizar o discurso racional-cultural de tanto filósofo e conhecedor do toureio com a brutalidade da morte do animal, seja ela um espectáculo de sublime estetização e cultural vitalidade, como é tantas vezes, seja ela uma chacina na arena, como é outras tantas.

O teledocumentário não distingue em demasia entre corridas e touradas porque trata-as como um fenómeno ibérico no seu conjunto para fazer a biografia da peculiar raça animal do touro bravo. É um programa sobre o animal, não sobre a lide. Daí os grandes planos dos touros, em detrimento dos planos abertos do toureio. Camilo Azevedo tem sido nas últimas décadas um realizador do ar livre e o seu apreço pelo touro ajuda agora a explicar essa preferência antiga.


No Público de hoje

Terça-feira, Novembro 04, 2008

Com a nacionalização do Banco Português de Negócios a marcar a agenda, renovamos o convite para a conferência que acontece amanhã:

em debate na Lusófona
Auditório Alexandre Pessoa Vaz, 5 de Novembro, quarta-feira, às 18.00

Jornalismo e Crise Financeira Nicolau Santos, Director-Adjunto do Expresso, e Pedro Santos Guerreiro, Director do Jornal de Negócios, debatem na Lusófona o tema “Jornalismo e Crise Financeira – Dilemas e Responsabilidades dos Jornalistas". Moderado por Helena Garrido, Subdirectora do Jornal de Negócios e professora da ULHT, este encontro coloca em cima da mesa a abordagem jornalística da crise financeira num ambiente marcado por rumores, medo e instabilidade. Qual deve ser o papel do jornalista quando a informação pode agravar ainda mais uma crise e gerar o pânico?

Domingo, Outubro 26, 2008

PROVEDORIAS NO DN

"A questão não é nova, encheu páginas e páginas de jornais e de ensaios sobre deontologia e ciências de comunicação, mas regressa, de forma mais ou menos regular, à actualidade: o anonimato de algumas fontes que servem de base a textos noticiosos."

Mário Bettencourt Resendes, no DN de ontem.

O DN não transcreve, na página da Net, a resposta de Luís Miguel Viana, director da Lusa. Ninguém conseguirá explicar aos responsáveis da net que não se trunca o pensamento, neste caso o de Mário Baettencourt, que vê só parte da sua crónica publicada?
Eu não consegui, mas já era tempo...

LINKS

OS JOVENS E OS JORNAIS

Há muito que chamo a atenção para a importância dss políticas da imprensa e dos media viradas para os jovens. O minímo que se pode dizer é que a imaginação escasseia.

17 Outubro 2008 - 00h30
Conferência - regulador divulga análise da Imprensa
‘CM’ é o preferido pelos mais jovens
Os jovens lêem mais jornais e o Correio da Manhã é o preferido revela um estudo coordenado por José Rebelo, do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), e elaborado para a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). O trabalho é apresentado hoje na II Conferência Anual do Regulador, dedicada ao tema ‘Por uma Cultura de Regulação’, que decorre na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.

Segundo o estudo, na televisão, os portugueses preferem, por esta ordem, a TVI, a SIC e a RTP e nas rádios a Renascença e a RFM. Na imprensa escrita diária lidera o CM, seguido pelo ‘Jornal de Notícias’. Nos desportivos o destaque vai para ‘A Bola’ e o ‘Record’. As percentagens registadas pelo ‘Público’ e pelo ‘Diário de Notícias’ são baixas, oito vezes inferiores às dos diários liderantes.

Uma elevada percentagem dos inquiridos admitiu dirigir-se à rubrica preferida logo que abre o jornal. A selectividade na apropriação explica, talvez, o maior papel conferido aos jornais como factor estimulante do sentido crítico.

Comparando as faixas etárias – menos de 31 anos e mais de 64 –, conclui-se que os jovens lêem mais jornais e revistas, ouvem mais rádio, e navegam na internet, mas o envelhecimento não diminui a curiosidade. A rádio é considerada menos importante como fonte de informação do que os jornais, mas ganha em credibilidade. Os programas de TV que suscitam mais a atenção são o futebol, os concursos e as telenovelas, filmes e séries.

"LIGAÇÃO AO LEITOR PREVALECE SOBRE TUDO E TODOS"

O director do CM foi o orador da terceira sessão da Conferência da ERC, subordinada ao tema ‘Jornalismo e Publicidade’. Para Octávio Ribeiro, "a ligação com o leitor deve prevalecer sobre tudo e sobre todos". "Chegámos à barreira de um milhão de leitores, o que é uma responsabilidade enorme, que só tem equivalência às audiências da televisão. A sociedade não quer que o papel morra", adiantou o director do CM. Octávio Ribeiro fez questão de referir que a análise feita à Imprensa é obsoleta porque os últimos dados fornecidos pelo Bareme e pela Associação Portuguesa de Controlo de Tiragens se referem ao período de 1 de Abril a 30 de Junho.

"Os leitores são os verdadeiros patrões do Correio da Manhã e são eles o principal garante da independência do jornal", disse.

BALSEMÃO DIZ QUE AUTO-REGULAÇÃO É UMA MAIS-VALIA

Francisco Pinto Balsemão defende a auto-regulação como uma mais-valia num Mundo em mudança e o organismo regulador "deve ser o último recurso". O presidente do grupo Impresa (SIC, ‘Expresso’ e ‘Visão’) salientou que "as tentativas de monitorização, dos conteúdos jornalísticos e não só, empreendidas pela ERC são, aliás, prova mais do que suficiente da entrada do regulador num terreno do qual devia por decisão própria estar afastado". Balsemão frisou que "não incumbe à regulação ensinar os jornalistas a editar notícias nem tomar decisões de condenação".

SONDAGEM NACIONAL

Jornais diários de informação geral mais lidos ou folheados (em percentagem):

Correio da Manhã - 32,0

Jornal de Notícias - 21,6

Diário de Notícias - 6,9

Público - 4,1

Diários Regionais - 3,4

no Correio da Manhã